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por Tomás Vasques, em 26.07.06
Até amanhã.

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publicado às 01:39

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por Tomás Vasques, em 26.07.06
Estou preocupado, porque:
1) Agora quando visito o Abrupto fico sem saber se estou a ler o original se a cópia.
2) Não sei se está em causa a liberdade de expressão se um desvio das atenções da guerra no Médio-Oriente.
3) Também não sei se esta coisa de ter ter blogue à borla não é mais de "Estado-providência" do que de "liberalismo moderdo".

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publicado às 01:23

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por Tomás Vasques, em 26.07.06
Completamente de acordo.
«Pólvora»: porque o mundo é a cores e não a preto e branco é preciso entender as variantes da conflitualidade e encontrar as soluções para aliviar e não para agravar.

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publicado às 00:33

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por Tomás Vasques, em 26.07.06
Notas "sobre a proporcionalidade"(2).
Se não houvesse o conceito de desproporcionalidade numa guerra ou de resposta proporcional não existia o conceito de criminosos de guerra, nem tribunais especiais para os julgar. A teoria de que não há desproporcionalidade numa guerra é perigosa e absurda, com o respeito que me merecem alguns dos seus defensores.

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publicado às 00:16

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Notas "sobre a proporcionalidade".
Estava à espera de uma pausa para escrever algumas notas "sobre a proporcionalidade". Alinhavei alguns argumentos e algumas dúvidas, enquanto me dirigia para casa. Antes de começar a escrever, li: «O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu hoje a Israel que conduza uma investigação ao bombardeamento israelita que visou “aparentemente de forma deliberada” um posto dos observadores das Nações Unidas no sul do Líbano, provocando a morte a quatro funcionários onusianos.Os observadores morreram quando uma bomba israelita atingiu o edifício e abrigo do posto de observação da ONU em Khiam, perto da fronteira com Israel no sul do Líbano, indicou, por sua vez, o porta-voz da força interina das Nações Unidas (Finul), Milos Strugar. Ainda de acordo com o Strugar, equipas de socorro desenvolvem operações de busca entre os destroços do edifício para tentar encontrar outras eventuais vítimas do bombardeamento, mas que apesar da operação de socorro “Israel continua a atacar” a zona.» Após a leitura, disse para com os meus botões: para quê escrever "sobre a proporcionalidade". Há factos que valem mil palavra. E, para já, por aqui me fico. (O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, quando diz “aparentemente de forma deliberada” está a ser um amigo de terroristas?)

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publicado às 23:54

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Falar sem códigos.
Roteiros de verão .

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publicado às 21:32

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
O mundo a preto e branco.
Cá no burgo, há cientistas políticos que, se chegassem ao poder, Portugal só estabeleceria relações (diplomáticas, económicas, comerciais e outras) com países da mesma cor ideológica. É o mundo visto a preto e branco, o que quer dizer: eles acham que são os brancos.

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publicado às 21:21

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Um exclusivo com 4 dias de atraso.
Parece que o jornalismo está cada vez mais dependente dos blogues:«A notícia da reforma de Manuel Alegre, avançada hoje como «exclusivo» do Correio da Manhã, já fora divulgada, há 4 dias atrás, pelo blogue Câmara Corporativa. Haja respeito pela informação disponibilizada pelos blogues. E um pouco de ética jornalística

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publicado às 21:17

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Dúvidas, quem as não tem?
Se não se consegue descortinar a noção de resposta proporcional numa guerra, também não se encontrará nunca a noção de legítima defesa. Quando se evoca esta última noção é necessário encontrar a primeira.

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publicado às 21:03

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Apenas caos.
Range-oDente não concorda com o que aqui escrevi: o Iraque, hoje, é apenas caos, destruição e morte. Compreendo os argumentos, mas não estou de acordo. A propósito transcrevo parte de um texto de Teresa de Sousa publicado hoje no Público:
."Bem-vindos à nova desordem multipolar mundial", escrevia Timothy Garton Ash nas páginas do Guardian, exprimindo da forma mais concisa e mais precisa aquilo que começa hoje a ser visto como a mais séria ameaça à estabilidade e à segurança mundiais: a fraqueza dos Estados Unidos da América e a sua crescente incapacidade para liderar o mundo. Hoje, conhecemos o princípio desta história - a decisão unilateral de mudar pela força o regime de Saddam Hussein e de, por essa via, redesenhar o mapa do Médio Oriente. E já conhecemos também alguns dos últimos capítulos. O Iraque, que afinal não era a Alemanha pós-nazi, está hoje mergulhado no caos, muito longe da democracia e muito perto da guerra civil. A ameaça do poderio militar americano não levou à transformação democrática do Grande Médio Oriente, pelo contrário, alimentou o fundamentalismo islâmico e a sua arma do terror. O Hamas venceu as eleições na Palestina. O Hezbollah, apesar das transformações democráticas do Líbano graças ao empenho concertado de Paris e Washington, ameaça abertamente Israel. O próprio Líbano está à beira do colapso. E o Irão vai alimentando as chamas que ameaçam incendiar toda a região, enquanto prossegue desafiadoramente a sua política nuclear e apela a que Israel seja pura e simplesmente varrido do mapa. Ainda ontem voltou a fazê-lo. No Afeganistão, as tropas da NATO enfrentam cada vez maiores dificuldades para estabilizar o país. A Coreia do Norte desafia abertamente os Estados Unidos». (sublinhado meu).

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publicado às 11:58

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Conceitos antigos
A condenação da desproporcionalidade dos meios usados na legítima defesa é um conceito jurídico, cultural e social muito antigo. Não é possível desfazê-lo na consciência colectiva de um dia para o outro. Mas se, por triste sina, isso acontecesse regredaríamos séculos de civilização.

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publicado às 08:41

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por Tomás Vasques, em 25.07.06
Até amanhã.

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publicado às 00:55

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por Tomás Vasques, em 24.07.06
Tu sabes que eu sei que tu sabes (resposta pública a um e-mail identificado):
1) Que a invasão do Iraque, que tu apoiaste (e, hoje, tens vergonha de recuar nessa posição) foi um "abuso de poder" militar do Ocidente, sobretudo dos EUA e da Inglaterra, que fracassou em toda a linha: nem armas de destruição massiva; nem retrocesso do terrorismo; nem democracia aerotransportada; nem paz na região - nada. Apenas caos, destruição e morte: centenas de milhares de mortes. Mas os mortos no Iraque estão longe. São apenas números, como se não tivessem mulher, filhos, mães, irmãos, enfim, uma vida igual à tua. Tens a sorte de viver nas Telheiras onde nada acontece, a não ser teres de ir passear o cão às onze da noite. A invasão do Iraque foi um desastre e cada dia que passa o confirma.
2) Que a existência do Estado de Israel não está em causa: tem o maior poderio militar da região e o apoio do Ocidente. Mas, depois dos esforços de Ariel Sharon, os novos dirigentes israelistas decidiram que tinha chegado o momento de "meter na ordem" o Hammas (alguém falou em eleições no Iraque?) e o Hezbollah. E é por isto que te regozijas com a destruição de Beirute. Resultado: caos, destruição e morte. Morrem aqueles que não têm cão para passear à noite. Esta retaliação israelita é um desastre e cada dia que passa o irá confirmar.
3) Já te disse pessoalmente (e volto a dizer agora): se tivesses idade para isso, em 1961, terias dito: "Para Angola, já e em força". Como sabemos foi um desatre.
A História não perdoa! O pior é que nos acomodamos a esta situação de destruição e morte como se nada de especial acontecesse. Analisamos política e intelectualmente a situação e arrumamos os mortes na coluna estatística dos "danos colaterais". E sabes porquê? Porque temos um cão para passear; um piriquito para tratar; um bom restaurante para jantar. Só por isso, cagamos de alto!

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publicado às 23:15

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por Tomás Vasques, em 24.07.06
Leituras de fim de semana


À procura de Sana, de Richard Zimler, é uma boa história, muito bem contada, para além da acidental oportunidade: duas mulheres, Helena e Sana, amigas desde a nascença, com a particularidade de uma ser israelita e a outra ser palestiniana. Zimler nasceu em Nova Iorque, é judeu, um excelente escritor e um profundo humanista. (Mais não acrescento porque estou de acordo com Manuel António Pina: «De certa forma, a crítica literária será sempre contra a escrita e a edição. Nada do que possas dizer me fará voltar a escrever sobre os livros dos outros. Desculpem-me, outros sobre quem ousei escrever».

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publicado às 22:06

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por Tomás Vasques, em 24.07.06
Perguntar não ofende
Há avanço nas investigações sobre o autor que "pirateou" o Abrupto?

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publicado às 20:53




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