Estou preocupado, porque:
1) Agora quando visito o Abrupto fico sem saber se estou a ler o original se a cópia.
2) Não sei se está em causa a liberdade de expressão se um desvio das atenções da guerra no Médio-Oriente.
3) Também não sei se esta coisa de ter ter blogue à borla não é mais de "Estado-providência" do que de "liberalismo moderdo".
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Notas "sobre a proporcionalidade"(2).
Se não houvesse o conceito de desproporcionalidade numa guerra ou de resposta proporcional não existia o conceito de criminosos de guerra, nem tribunais especiais para os julgar. A teoria de que não há desproporcionalidade numa guerra é perigosa e absurda, com o respeito que me merecem alguns dos seus defensores.
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O mundo a preto e branco.
Cá no burgo, há cientistas políticos que, se chegassem ao poder, Portugal só estabeleceria relações (diplomáticas, económicas, comerciais e outras) com países da mesma cor ideológica. É o mundo visto a preto e branco, o que quer dizer: eles acham que são os brancos.
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Dúvidas, quem as não tem?
Se não se consegue descortinar a noção de resposta proporcional numa guerra, também não se encontrará nunca a noção de legítima defesa. Quando se evoca esta última noção é necessário encontrar a primeira.
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Apenas caos.
Range-oDente não concorda com o que aqui escrevi: o Iraque, hoje, é apenas caos, destruição e morte. Compreendo os argumentos, mas não estou de acordo. A propósito transcrevo parte de um texto de Teresa de Sousa publicado hoje no Público: ."Bem-vindos à nova desordem multipolar mundial", escrevia Timothy Garton Ash nas páginas do Guardian, exprimindo da forma mais concisa e mais precisa aquilo que começa hoje a ser visto como a mais séria ameaça à estabilidade e à segurança mundiais: a fraqueza dos Estados Unidos da América e a sua crescente incapacidade para liderar o mundo. Hoje, conhecemos o princípio desta história - a decisão unilateral de mudar pela força o regime de Saddam Hussein e de, por essa via, redesenhar o mapa do Médio Oriente. E já conhecemos também alguns dos últimos capítulos. O Iraque, que afinal não era a Alemanha pós-nazi, está hoje mergulhado no caos, muito longe da democracia e muito perto da guerra civil. A ameaça do poderio militar americano não levou à transformação democrática do Grande Médio Oriente, pelo contrário, alimentou o fundamentalismo islâmico e a sua arma do terror. O Hamas venceu as eleições na Palestina. O Hezbollah, apesar das transformações democráticas do Líbano graças ao empenho concertado de Paris e Washington, ameaça abertamente Israel. O próprio Líbano está à beira do colapso. E o Irão vai alimentando as chamas que ameaçam incendiar toda a região, enquanto prossegue desafiadoramente a sua política nuclear e apela a que Israel seja pura e simplesmente varrido do mapa. Ainda ontem voltou a fazê-lo. No Afeganistão, as tropas da NATO enfrentam cada vez maiores dificuldades para estabilizar o país. A Coreia do Norte desafia abertamente os Estados Unidos». (sublinhado meu).
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Conceitos antigos
A condenação da desproporcionalidade dos meios usados na legítima defesa é um conceito jurídico, cultural e social muito antigo. Não é possível desfazê-lo na consciência colectiva de um dia para o outro. Mas se, por triste sina, isso acontecesse regredaríamos séculos de civilização.
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Tu sabes que eu sei que tu sabes (resposta pública a um e-mail identificado):
1) Que a invasão do Iraque, que tu apoiaste (e, hoje, tens vergonha de recuar nessa posição) foi um "abuso de poder" militar do Ocidente, sobretudo dos EUA e da Inglaterra, que fracassou em toda a linha: nem armas de destruição massiva; nem retrocesso do terrorismo; nem democracia aerotransportada; nem paz na região - nada. Apenas caos, destruição e morte: centenas de milhares de mortes. Mas os mortos no Iraque estão longe. São apenas números, como se não tivessem mulher, filhos, mães, irmãos, enfim, uma vida igual à tua. Tens a sorte de viver nas Telheiras onde nada acontece, a não ser teres de ir passear o cão às onze da noite. A invasão do Iraque foi um desastre e cada dia que passa o confirma.
2) Que a existência do Estado de Israel não está em causa: tem o maior poderio militar da região e o apoio do Ocidente. Mas, depois dos esforços de Ariel Sharon, os novos dirigentes israelistas decidiram que tinha chegado o momento de "meter na ordem" o Hammas (alguém falou em eleições no Iraque?) e o Hezbollah. E é por isto que te regozijas com a destruição de Beirute. Resultado: caos, destruição e morte. Morrem aqueles que não têm cão para passear à noite. Esta retaliação israelita é um desastre e cada dia que passa o irá confirmar.
3) Já te disse pessoalmente (e volto a dizer agora): se tivesses idade para isso, em 1961, terias dito: "Para Angola, já e em força". Como sabemos foi um desatre.
A História não perdoa! O pior é que nos acomodamos a esta situação de destruição e morte como se nada de especial acontecesse. Analisamos política e intelectualmente a situação e arrumamos os mortes na coluna estatística dos "danos colaterais". E sabes porquê? Porque temos um cão para passear; um piriquito para tratar; um bom restaurante para jantar. Só por isso, cagamos de alto!
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Perguntar não ofendeHá avanço nas investigações sobre o autor que "pirateou" o Abrupto?
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