Choque tecnológico:
«Muita transpiração, pouca inspiração».
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Zidane explica a Chirac o modus operandi
(foto da Tabacaria)
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À atenção do pessoal do costume...
«O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias condenou ontem o Governo português pela retirada de três mil hectares à Zona de Protecção Especial (ZPE) Moura/Mourão/Barrancos, sem apresentar fundamento científico.» - informa o Público Online. O que o referido jornal não diz claramente é que o Governo que alterou a Zona de Protecção Especial foi o do PSD, chefiado por Durão Barroso, em 2002. Esta facilidade de escrever que «o Estado português decretou ...», como se lê na peça em causa, pode não ser intencional, mas pode ter água no bico...
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Falácias
Acabou o mundial de futebol. Já não há bandeiras às janelas; nem multidões eufóricas nas ruas e praças das nossas cidades; nem carros a buzinarem pela noite fora. Estamos agora todos concentrados no debate da Nação; nos trabalhadores da Azambuja; no deficit orçamental. No sangue que escorre no Iraque; em Israel, na Palestina, em Beirute; na Coreia do Norte, em Timor. Estamos concentrados, também, na próxima reunião do G-8. E? Nota-se alguma diferença? (A greve dos professores foi durante o mundial de futebol. Depois do dito ainda não houve nenhuma greve, nenhuma manifestação). A distracção do futebol é uma falácia.
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AMOR
Desfolho a rosa furtiva, com
os veios corroídos pela seiva
de um relâmpago frio.
Amo a lentidão imprevista
do instante que os teus seios
elaboram.
E ouso o rio de púrpura
exangue que irrompe no leito
do teu sexo.
Nuno Júdice.
(Ontem, Nuno Júdice parece ter posto termo, infelizmente, à sua experiência bloguística. O "A a Z" chegou ao FIM.)
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Citações: Israel nas bocas do mundo. (actualizado)
«O problema central, quando olhamos para Israel, o Líbano e os territórios palestinianos, é o crime continuado contra a humanidade. Aquilo a que assistimos é a um confronto assimétrico entre aparelhos de guerra e de guerrilha que aniquilam de forma absoluta, cruel e premeditada vidas humanas inocentes. Esta é a questão primeira, antes de qualquer interpretação política e estratégica. ». Indignidades, António José Teixeira (Editorial do DN).
«Um Estado que lança bombas sobre civis não pode nunca explicar o seu acto com a legítima defesa contra o terrorismo; porque de forma consciente e deliberada também o está a praticar.» Bombas sobre civis, Manuel Carvalho (Editorial do Público).
«
Los graves focos de inestabilidad abiertos en Irak, Irán, Gaza y ahora Líbano deberían ser suficiente motivo como para que la comunidad internacional reaccionara con mayor diligencia y que fueran objeto de debate y medidas concretas del Consejo de Seguridad de la ONU. Especialmente, el asunto del bloqueo israelí de todo el territorio libanés en respuesta al secuestro de dos militares hebreos y la muerte de otros ocho soldados por Hezbolá y que ha causado ya más de medio centenar de muertos.»
Tambores de guerra, Editorial
El País.
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Voltemos à arte: até amanhã.
(Edward Hopper , óleo sobre tela, 1909).
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Coligações (3)
É a análise concreta da situação concreta que leva alguns sociais-democratas (precisando: militantes do PSD) a voltarem-se para o liberalismo como possibilidade ideológica e política de sustentar uma oposição à actual coligação PS/PSD.
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Coligações (2): Começo a não ter dúvidas...
«O PSD fez um pacto secreto com o governo e o PS. Apenas esta realidade pode explicar a inexistência de uma oposição capaz por parte do partido de Marques Mendes. Atentemos numa realidade muito simples: Ambos os partidos são maioritariamente compostos por quadros que pertencem e/ou vivem lado a lado com o Estado. Os dois sabem, melhor que ninguém, quanto dependem do voto da função pública. Há dias, mencionando o artigo de Pacheco Pereira, publicado no Público, em que este sugeria ser a oposição liberal a única possível, aventei a hipótese de o PSD vir, a longo prazo, pagar caro a defesa de políticas de cariz socialista. Seria o preço de quem se omite da política. Qual quê. Na política não há lugar a ingenuidades. Tudo se pensa, tudo se prepara e nada é deixado ao acaso. Este PSD, com os militantes que agora o governam, nada omite, mas tudo faz para que pouco mude. Porque qualquer alteração das políticas públicas implicaria um terramoto no meio onde vivem. O PSD não peca por omissão. O seu pecado é o da acção, de quem age pela calada de forma a passar imune ao abanão que apenas se pode adiar.» André Abrantes Amaral , O Insurgente.
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Coligações (1)
Começo a não ter dúvidas: o Governo resulta de uma coligação PS/PSD sob a direçcão exclusiva do PS e em que o PSD está excluido da ocupação de lugares ministeriais:
«Ideologicamente, a situação é ainda mais complicada. Eu sou um homem da direita moderada (aquilo que a direita musculada chama "um homem de esquerda"). O Governo é um Governo de centro-esquerda (aquilo a que esquerda ideológica chama "um Governo de direita"). Assim, tenho dificuldade em embirrar com este executivo dito socialista. Chego a pedir interiormente a Sócrates que diga qualquer coisa de esquerda (como no filme de Nanni Moretti), para que eu o critique com convicção. Mas o máximo que Sócrates consegue é um remoque à General Motors. No mais, um reformismo sem ideologia e muita bazófia. Alguns coices à "esquerda conservadora e corporativa". E a ideia totalmente direitista de que se há contestação sindicial, isso é uma "homenagem ao Governo". » Pedro Mexia, DN 13.07.
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