A despenalização do Aborto, de novo!
Hoje, um médico, uma funcionária e três mulheres foram condenados pelo crime de aborto, no Tribunal de Aveiro. A sentença, apesar de recorrível, provavelmente, é justa do ponto de vista jurídico. Mas esta questão – a despenalização do aborto em determinadas situações – é política. Há quase 10 anos, em finais de 1997, a Assembleia da República, aprovou uma Lei de despenalização do aborto (com o meu voto favorável, enquanto deputado do PS). Depois da aprovação da Lei, António Guterres, então primeiro-ministro, e Marcelo Rebelo de Sousa, então líder do PSD, acordaram que esta só entraria em vigor após referendada. O referendo realizado teve os resultados que todos conhecemos. A partir desse momento, a aprovação da Lei de despenalização do aborto deixou de ser uma matéria da competência política do Parlamento. Só um novo referendo pode resolver esta questão. Já se devia ter realizado? Ainda não houve condições para a sua realização? Não tenho certezas, nem respostas a estas interrogações. Sei apenas que os tribunais, nestes dez anos, têm sido condescendentes (se é possível usar este termo sem ferir a isenção na apreciação das provas) na apreciação dos casos que tiveram entre mãos. As condenações hoje proferidas pelo Tribunal de Aveiro (uma decisão anterior também tinha absolvidos todos os arguidos) vem colocar, de novo, na ordem do dia a questão da premência de um novo referendo à Lei da despenalização do aborto. E, agora, o PS e o primeiro-ministro não podem lavar as mãos à Guterres. Esta não é uma questão de “oportunidade” ou de “esquerda-direita”. É uma questão social (dispenso aqui a lenga-lenga – apesar de verdadeira - de que as senhoras ricas vão abortar a Madrid ou Londres e as pobres abortam em vãos de escada) e, por seu lado, o Presidente da República também não se pode meter fora de jogo, precisamente porque há muitas vidas em jogo.
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Itália na final.
Neste momento, não há outra selecção que jogue mais "à italiana" do que a portuguesa. Haja esperança!
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Teorias
Corre por aí a teoria, entre os que destilam azedume contra o futebol, a selecção portuguesa e os seus milhões de adeptos, segundo a qual este circo alemão é apoiado pela esquerda porque o futebol desvia as atenções dos portugueses para a acção do governo. Os factos desmentem esta teoria: a fase final do campeonato da Europa de futebol, realizada cá em casa, iniciou-se a 12 de Junho de 2004, tendo a euforia começado mais de um mês antes. Logo no dia seguinte ao primeiro jogo, o PS sozinho (então na oposição) ultrapassou pela primeira vez, em eleições de nível nacional, o PSD e CDS/PP juntos – a tal coligação Força Portugal, então no poder. Outro facto: Portugal chegou à final do dito campeonato, com toda a euforia que conhecemos, nos estádios e nas ruas. Isso ajudou o governo de então? Durão Barroso fugiu antes da final Portugal-Grécia; quanto ao seu sucessor, Santana Lopes, caiu poucos meses depois. Há teorias com pés de barro construídas para alimentar os egos dos seus autores.
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Grandes pensamentos.
«Todos os políticos acabam vencidos», Vasco Pulido Valente.
«Todos os homens acabam mortos», Sabedoria popular.
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Cinema e dólares 
Superman Returns e
The Devil Wears Prada disputam, nos Estados Unidos, as receitas de bilheteira nos primeiros dias após a estreia, com nitida vantagem para o super-herói que, em cinco dias, já facturou quase 100 milhões de dólares.
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