Apesar de parecer deslocado no tempo, acho que o substrato ideológico que separa hoje o PCP do Bloco é o mesmo que separava ontem Staline de Trotsky. Pensar que o "Bloco" pode ser, no futuro, um parceiro de governo do PS (esta mudança de estratégia até pode ser útil à criação de condições futuras de governabilidade à esquerda - como se escreve no Canhoto) é um devaneio - uma ilusão, se assim se poder chamar - inconsistente. Por isso estou de acordo com Paulo Gorjão- o que é raro. Quem conhecer bem, por exemplo, a situação política na Venuzuela, onde os esquerdista puros do PS local (e que no início ajudaram Chaves a consolidar o poder) são hoje tratados e denunciados na comunicação social pela nomenclatura chavista como "contrarevolucinários" percebe o que representa o "Bloco". O PS na oposição presta um melhor serviço ao país do que um PS a governar coligado com o "Bloco".
«Barroso admite que decidiu com informações erradas: Três anos após a intervenção no Iraque, Durão Barroso admitiu que tomou uma decisão "baseada em informações" sobre armas de destruição maciça "que, depois, não foram confirmadas". "Tínhamos documentos que nos foram dados", explicou no programa Le Grand Jury, da LCI- -RTL-Le Fígaro, citado pela Lusa. "Foi com base nessas informações que tomámos aquela decisão"».