Até amanhã

(Paula Rego - Retrato de Germaine Greer, 1995. No
Catedral)
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Teve início o ano novo chinês. De acordo com a astrologia chinesa, 2006 é o ano do cão. Um ano bom para empreendimentos, mudanças e até casamento. Não sei se também se aplica a Portugal.
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Afinal, a grande família sempre existe. Aga Khan, líder espiritual dos muçulmanos e descendente directo do profeta Maomé, recebeu hoje o grau de doutor "honoris causa" pela Universidade de Évora, tendo o seu patrono Adriano Moreira considerado o distinguido como "líder da paz". O Presidente da República, Jorge Sampaio, também esteve presente na cerimónia. Aga Khan?Adriano Moreira? Jorge Sampaio? Não estou a ficcionar. Está tudo escarrapachado no
Público.
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BerlusconiEstá no seu melhor. A não perder os próximos episódios da campanha eleitoral na Itália. Por cá os seus comparsas ficam mudos. Não me comprometa - como diria o Jô Soares.
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Homenagem a Álvaro Lapa, 65 anos. Pintor.

ÁLVARO LAPA - "REUNIÃO". Exposição de Pintura. De 14 de Janeiro a 7 de Março de 2006.
Sobre esta exposição, de obras recentes inéditas, escreve José Gil no texto do livro editado pela Galeria Fernando Santos:
“(…) Álvaro Lapa pergunta: como é possível criar uma pintura que encerra todos os signos do universo? Como é possível fabricar um campo sintáctico que acolha todo o tipo de imagens heterogéneas? Ou ainda: qual o procedimento a utilizar para que se realize a pintura, como arte total, quer dizer, capaz de inscrever todos os signos do mundo (e, por conseguinte, todo o sentido do mundo)?Não é por acaso que dois dos quadros desta exposição se referem a Mallarmé. São referências ambíguas, ao mesmo tempo irónicas e necessárias: “Estante de Mallarmé” e “Caderno de Mallarmé”. Os dois títulos evocam, claro, o “Livro” com que Mallarmé queria abarcar poeticamente o universo inteiro: reduzido a um “caderno”, sobre fundo de estrelas, Lapa parece querer significar-nos a necessidade de uma “Imagem” ou um “Ícone” equivalente ao “Livro”, e o falhanço inevitável de toda a tentativa nessa direcção. A “Estante” teria o mesmo sentido: uma pequena estante combina-se com um dispositivo que tem uma janela (a de Alberti?) que dá para o mundo. Estes dois quadros condensariam a história da pintura moderna, a sua ambição última de dizer o cosmos sem sair de si, e o fim dessa ilusão. (…)”
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