É do mais elementar bom senso que, no inquérito instaurado pelo senhor Procurador da República sobre o conteúdo DO "envelope 9", seja ouvida a funcionária da PT que gravou a disquete em causa e, para além do mais, lhe seja perguntado se teve alguma reunião preparatória com o delegado do Ministério Público ou com o Juíz de Instrução Criminal e se lhe foram dadas algumas instruções verbais.
Má sorte Não ter nascido mais a norte Mas neste país cu de judas Entrefolhos da Europa e Marrocos Mandantes bananas, palermas, bacocos Brandas palavras, brandos actos, brandos costumes Castrados de vontade Estéreis no acto Impotentes de facto Fechados em umbilicais poderes de importância nula Ineficazes, ineptos, incapazes De resoluções que não uma A de falar muito não dizendo coisa nenhuma E manter o status quo e o cu sentado Ad aeternum nas cadeiras do poder.
O TEMPO DE MÁRIO SOARES. "Este tempo de Mário Soares não é apenas o tempo de Mário Soares. É o de várias gerações que, como ele, num mundo então histórica, ideológica e culturalmente dividido entre "direita" e "esquerda", não apenas no Ocidente mas à escala planetária, escolheu um campo, numa época em que não escolher era ficar fora, não apenas do combate político, mas do combate da vida. É inócuo e só na aparência, prova de imaginária lucidez, pensar que esse comportamento releva de uma versão simplista e maniqueísta do mundo. Essa era a textura do mundo e da história que nos coube viver e só quem pretende viver fora deles se imagina sobrevoá-los como os anjos." Eduardo Lourenço, no Público.
GRANDE COICE. "A posição do PSD em defesa da manutenção de Souto Moura no cargo de Procurador-Geral terá alguma coisa que ver com a operação "Furacão"? É que me cheirou a "graxa", e ao ver a esposa do presidente do BCP engalfanhada a defender Souto Moura senti um calafrio nas costas". No JUMENTO.
REGRESSO. Este blog é herdeiro (apenas pela autoria) de um outro – o Espiral Virtual. Não era minha intenção regressar apenas duas semanas após ter encerrado aquele capítulo. No entanto, há um facto determinante para este ressurgimento: apoiando com convicção a candidatura de Mário Soares à Presidência da República, no momento em que – dizem as sondagens – tudo se resolverá no próximo dia 22 de Janeiro, e que nem sequer o meu candidato - aquele em quem votarei, como sempre nele votei, desde 1975, - ficará em segundo lugar, não podia, nem devia nos próximos dias, esconder-me atrás do silêncio. Por isso, aqui estou de novo!