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Hollande não pode ceder um milímetro no que disse, em campanha eleitoral, sobre o Tratado Orçamental, pelo menos nos próximos tempos. Tem eleições legislativas em Junho e os eleitores não gostam de ser enganados. Merkel não vai querer «perder a face», e também tem eleições para o ano. Estou curioso em ver os desenvolvimentos na aprovação do Tratado Orçamental que, até ao momento, só gregos e portugueses aprovaram. Os irlandeses vão dizer o que pensam, em referendo, a 31 de Maio. Se os irlandeses disserem não ao Tratado (e a vitória de Hollande pode ser um estimulo) o que acontece antes das legislativas francesas, a senhora Merkel fica com uma batata quente nas mãos. Acresce que, em Espanha, Rajoy, independentemente da família política a que pertence, interessa-lhe mais a posição do eleito presidente francês do que as posições da senhora Merkel, tendo sido o único dirigente europeu a invocar o «poder soberano» do estado espanhol para incumprir as metas orçamentais acordadas. Ontem, as eleições em França e na Grécia podem ter despolatado uma granada. Vamos ver se e quando rebenta.