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Oposição precisa-se.

por Tomás Vasques, em 16.04.12

Na última semana de Março soaram as campainhas de alarme aos ouvidos do

governo. As consequências da recessão a que as medidas de austeridade nos

conduzem são incontroláveis. Tornou-se, então, evidente para quem nos

governa o que já era evidente há muito tempo: as medidas tomadas até aí

estavam a provocar resultados opostos aos desejados. E ficou claro que Portugal

não vai «regressar aos mercados» no dia 23 de Setembro de 2013, como o

ministro das Finanças, Vítor Gaspar, repetidamente afirmara. Vai ter de pedir

novo resgate, aliás, já implicitamente previsto pelos burocratas da troika.

Acresce que todas as medidas tomadas e as outras que aí vêm são parte de uma

agenda ideológica dos partidos no governo – um ajuste de contas há muitos

anos adiado e que, agora, sob a custódia dos credores, está a ser executado. Por

isso, desde da Semana Santa, o governo iniciou, sem aviso prévio, nem

explicações adicionais, um novo ciclo de medidas de austeridade, as quais estão

para além do que consta no memorando acordado com a troika para o primeiro

resgate. As novas medidas, anunciadas avulsas, quase uma por dia, parecem

resultar de um «concurso de ideias» lançado a todos os ministros. O pontapé de

saída foi dado pelo próprio primeiro-ministro ao declarar, ao contrário do que

sempre tinha dito, que os subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e

pensionistas só seriam repostos lá para 2015 e aos bochechos. Posteriormente,

rectificou o tiro, e acrescentou: «Serão repostos assim que possível», o que

dilata a suspensão para o fim do prazo do segundo resgate. Depois, pela mão da

ministra Assunção Cristas apareceu, caído do céu, um novo imposto sobre

a «segurança alimentar» - a recair certamente sobre o consumidor final,

enquanto em surdina, pela calada da noite, se suspendiam as pensões de

reforma antecipadas. O ministro Pedro Mota Soares para além de restringir

substancialmente o Rendimento Social de Inserção, congemina a entrega ao

sector privado de parte da Segurança Social. As vítimas são sempre as mesmas.

 

(Ler mais aqui).

 

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publicado às 12:01




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