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A greve.

por Tomás Vasques, em 28.11.11

A greve dos trabalhadores do Estado e das empresas públicas, convocada pelas duas centrais sindicais – CGTP e UGT, na última quinta-feira e designada impropriamente como «greve geral», suscitou uma discussão interessante. Entre nós, questionou-se o mérito do protesto num momento em que «não há dinheiro» e, por isso – dizem – ainda contribui mais para o agravamento da situação; outros, afirmam com convicção, que a dita greve foi totalmente descabida por pretender o regresso a um «paradigma perdido» – o de vivermos, nas últimas duas ou três décadas, «acima das nossas possibilidades», situação a que é impossível regressar; outros, ainda, mais ameaçadores, dizem que se os portugueses se mantiverem calados e quietinhos seguiremos os passos da Irlanda, mas se insistirem em ir para a rua manifestar o seu descontentamento, então, seguiremos as pisadas da Grécia, ou seja: a recuperação económica sem protestos ou a bancarrota com protestos. Até o El País esteve atento ao assunto: Miguel Ángel Villena coordenou um debate, nas páginas do diário espanhol, para o qual lançou o mote: «A greve geral de ontem, em Portugal, abre o debate, sobre a verdadeira utilidade dos protestos contra governos que não são autónomos». Tudo isto me fez lembrar a frase de Manuela Ferreira Leite, dita há dois anos: «e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia». É exactamente aqui que reside o problema de fundo, neste tempo de incertezas e empobrecimento – a defesa da democracia, como um bem precioso.

 

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