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Portugal à Coronhada, de Diego Palácios Cerezales (Tinta da China, Junho de 2011), é a história do uso da força por parte do Estado nos conflitos colectivos portugueses, desde a vitória liberal de 1834 até à consolidação da democracia, em finais do século XX. A nossa história, no período considerado, está repleta de protestos e rebeliões populares, algumas assumindo formas bastante violentas, seja contra a proibição de enterrar os mortos nas igrejas, seja contra a carestia de vida, o saque fiscal ou a repressão. Desde a Maria da Fonte aos motins do pão… aconteceu de tudo. O que desmente o deputado Rodrigo Meneses, quando declarava na Câmara dos Deputados, em 1854:
- Não há desordens! Não há porque este país é manso, é quietíssimo, ninguém quer fazer mal algum.
A mansidão tem limites, como demonstra a nossa história.