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Londres viveu três dias de pesadelo. Para tanto bastou que mil ou dois jovens desempregados, excluídos e sem perspectivas de futuro (alguns deles já ligados à pequena delinquência) tivessem um motivo para se revoltarem e lançarem o pânico num sociedade «ordeira, pacata e democrática». Em geral, as vítimas da fúria devastadora são pequenos comerciantes e pequenos proprietários. Os carros e as lojas que foram pasto das chamas são da classe média. Mas, o aviso está lançado: não é possível exigir mais sacrifícios a quem trabalha em proveito dos bancos e das grandes fortunas evocando, para tal, a «saúde» do sistema financeiro, indispensável à retoma económica. De um momento para o outro, uma simples faúlha pode incendiar a pradaria. No coração da Europa.