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Fernando Nobre, eleito deputado nas listas do PSD, a 5 de Junho, renunciou ao mandato que lhe foi conferido pelos eleitores poucos dias após a tomada de posse. Ele disse, quando foi convidado, que não se candidatava a deputado, mas a presidente da Assembleia da República, uma situação democraticamente bizarra, apadrinhada por Passos Coelho. Com a candidatura a deputado nas listas do PSD perdeu a simpatia dos seus votantes nas presidenciais; com a derrota nas duas eleições para presidente do Parlamento morreu politicamente. A renúncia ao mandato é o enterro político. Dificilmente era possível um suicídio político tão perfeito. Até dá vontade de aplaudir Passos Coelho se foi este o seu objectivo.