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Escrevi já há algum tempo que, para mim, o que interessava era que existisse uma estratégia cultural, uma política para a cultura. e não um ministro da cultura. Acrescentei, na altura, um pouco irónico, que se um qualquer governo tivesse um estratégia cultural até um director geral servia para a pôr em prática. Fico abismado como gente da cultura, do teatro às artes plásticas, se prendem tanto na história do «ministro». Dignidade, dizem uns; tem assento no conselho de ministros, dizem outros. Tiveram o Pinto Ribeiro e a Gabriela Canavilhas. Adiantou alguma coisa? Quando gente da cultura liga mais aos aspectos formais do que aos aspectos substanciais fico preocupado. O pessoal da cultura é a última reserva que nos resta, sobretudo em tempos de crise. E esperava que reclamassem políticas de cultura e não ministros da cultura. Estarei enganado?