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O PS perdeu as eleições, o que é normal. Nenhum partido no governo há seis anos podia resistir às consequências para os portugueses da tempestade financeira que assola a Europa, a que acrescem as debilidades do tecido económico nacional e uma resposta tímida, tardia e descontrolada ao controlo Orçamental em 2010. As sucessivas medidas de austeridade, o desemprego crescente e a recessão ditaram a opção maioritária dos eleitores. Agora, cabe ao PS, enquanto principal partido da oposição, fiscalizar a acção do próximo governo, respeitar a assinatura no acordo com a troika e opor-se a todas as medidas que exijam sacrifícios aos portugueses que vão para além do estritamente necessário, nomeadamente defendendo a ossatura constitucional na Saúde, na Educação, na Segurança Social e nos direitos dos trabalhadores por conta de outrem, ao mesmo tempo que se reconcilia com alguns segmentos tradicionais do seu eleitorado que se afastaram nestas eleições.