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Morder a lingua.

por Tomás Vasques, em 12.04.11

Pedro Passos Coelho está a experimentar sérias dificuldades neste início de campanha eleitoral. Desde logo, as recusas de integrar as listas de deputados por parte de figuras importantes do PSD: Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, António Capucho, pelo menos. Estas recusas têm um significado político. Mas, ainda mais significativo, é o facto dos convidados fazerem questão de revelarem publicamente que foram convidados e não aceitaram. Depois, a entrevista, ontem, à TVI, correu mal: foi obrigado a informar que tinha tido um encontro com o primeiro-ministro sobre o PEC IV, quando antes afirmara insistentemente que tinha sido informado por telefone (este facto é mais importante do que parece, na medida em que foi o argumento, na altura, para a rejeição do pacote de austeridade e a consequente crise política). Aliás, estas trocas e baldrocas são uma constante em Passos Coelho. Todos nos recordamos de uma entrevista ao DN em que defendeu, com unhas e dentes, uma proposta de revisão constitucional que depois foi sendo alterada, por três ou quatro vezes, ao sabor das sondagens (num dia não era necessário «justa causa» para os despedimentos, no dia seguinte já era, o mesmo com o «tendencialmente gratuito» na saúde); ou do aumento do IVA - num dia não, noutro dia sim, no outro, talvez sim, talvez não; ou porque rejeitou o PEC IV: num dia era porque aumentava os impostos, no outro dia era porque as medidas eram insuficientes. As sondagens vão dando conta deste desatino. Aquele pessoal que chama «mentiroso» a José Sócrates por dá cá aquela palha deve estar com a língua em sangue. Depois, escolheu Fernando Nobre para cabeça de lista por Lisboa e «ofereceu-lhe» um cargo que resulta de eleição na Assembleia da República. Um desastre. Até no interior do PSD (ver por todos Morais Sarmento) dizem que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento. De uma coisa estou certo: quanto mais Passos Coelho fala mais se evidencia a sua falta de preparação para o assumir o cargo de primeiro-ministro. E tudo isto em poucos dias.

 

Adenda: a sangria não pára. Luis Filipe Meneses também declinou o convite de Passos Coelho para «outras funções».

 

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publicado às 14:11




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