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O PSD, pela boca de Manuel Macedo, voltou ontem a rejeitar qualquer negociação com o governo sobre o PEC. Dificilmente se evitará, a curto prazo, eleições antecipadas. Quer o PS, quer o PSD têm lançado, nos últimos dias, um ao outro, a responsabilidade da crise política iminente. Partem do pressuposto evidente que uma crise política, neste momento, acarretará consequências muito graves para vida dos portugueses. Muito mais graves do que aquelas em que vivemos. No entanto, sem negar efeitos eleitorais negativos a quem arcar com essa responsabilidade, mais decisivo na contenda eleitoral vai ser: 1) as propostas-promessas a apresentar pelo PSD, durante a campanha eleitoral, para diminuir o deficit e evitar o crescimento negativo. O PSD tem de deixar a cómoda posição de só dizer o que está mal e passar a dizer o que vai fazer; 2) a percepção que os eleitores têm sobre a capacidade de Pedro Passos Coelho para chefiar um governo debaixo desta tempestade. Até ao momento, apesar do desgaste político de José Sócrates, Pedro Passos Coelho ainda não levantou voo nas sondagens. Será que vai levantar voo nas eleições?