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No próximo sábado, dia 12 de Março, a Avenida da Liberdade vai ser o cenário onde se cruzam todos os desencantos com a democracia. Um verdadeiro albergue espanhol, onde Alberto João Jardim, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã desfilarão de mãos dadas na primeira fila. O desemprego e a «precariedade» de uma geração numa sociedade em mudança acelerada serviram de mote ao protesto e o Facebook de inspiração (ou como disse Carvalho da Silva a «revolução árabe vai passar para o lado de cá»). Uns vão passear para a Avenida pedindo a «demissão de toda a classe política», Alberto João Jardim, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, incluídos; outros, vão até lá porque não acreditam «que os partidos políticos façam parte da solução mas parte do problema», PCP incluído, obviamente; outros, vão carpir mágoas por uma sociedade que se desmorona diariamente e que já não lhes pode dar aquilo que os seus pais obtiveram. Esta caldeirada, e perdoem-me os incautos, lembra-me o 1º de Dezembro anti-democracia da Vera Lagoa. Com uma diferença: ela sempre subiu a Avenida, dos Restauradores até ao Marquês. Nunca desceu a Avenida.