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Jornais de todo o mundo se referem, hoje, ao conteúdo dos 250. 000 documentos provenientes de embaixadas do Estados Unidos ou do departamento de Estado obtidos e divulgados pela Wikileaks. Tudo o que até agora foi divulgado está aquém, muito aquém, do meu imaginário. Longe, pois, vão os tempos da guerra do Vietname, da guerra-fria ou do derrube do governo constitucional de Salvador Allende. Outro aspecto que me surpreende é o descuido da protecção de confidencialidade dos documentos agora divulgados, o que significa, em última análise, que se tratam de relatórios e procedimentos comuns, rotineiros, nas relações externas e no mundo diplomático de todos os países que jogam na primeira divisão: China, Rússia, Israel, Alemanha, por exemplo. Finalmente, acrescento: acontece que é possível conhecer estes documentos provenientes dos Estados Unidos e nunca de outros países, o que é um sinal da vitalidade da democracia americana.