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Como tudo na vida, a política tem subtilezas que a subtileza desconhece. Vejam o caso da Irlanda. Primeiro, o governo irlandês disse que não, nem pensar, estavam bem, assim, sozinhos, não queriam que o FMI entrasse por ali adentro. Num segundo momento, condescenderam, admitiram a hipótese, trocaram uns olhares. Agora, parece que se passeiam de mãos dadas, em Dublin, a negociarem o dote. Amanhã – ou daqui a meia dúzia de dias – o FMI entra por ali adentro. Não é amor à primeira vista, mas também não é nenhuma violação. A Irlanda – aquele modelo de desenvolvimento tão caro a Paulo Portas – precisa. Os irlandeses até vão gostar.