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A estabilidade política não é um bem em si, sem mais; tal como a instabilidade também não é. Posto isto, Paulo Portas, no seu estilo peculiar, meio provocatório, meio arranjem-me um lugar no governo, lançou para a mesa uma proposta que lhe poderia devolver a «dignidade» de ministro a curto prazo (de Estado ou do Mar, tanto faz porque os tempos não estão para escolhas): um governo PS-PSD-CDS sem José Sócrates. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, também veio defender um «governo de coligação», PS-PSD, em nome da estabilidade política. Apesar de serem diferentes as motivações políticas e pessoais de um e de outro, uma coisa é certa: ambos escamoteiam que não há solução política à vista que não passe por eleições (antecipadas ou não). Mais: Pedro Passos Coelho e Paulo Portas terão de defrontar José Sócrates, enquanto secretário-geral do PS, nas próximas eleições legislativas. O resto é fogo de artifício.