Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A editora Perpectivas & Realidades publicou um texto do Bureau Surrealista de Lisboa, escrito no Equinócio de Outono de 1978, já lá vão mais de 30 anos, intitulado Todo o mijo do mundo. João Soares ofereceu-me há dias um exemplar, assinado pelo punho de Mário Cesariny. O texto termina assim:
«Queremos a cidade inteira a afundar-se nos seus fumos, com os sinos a tocar enquanto queimamos os espinhos dos espíritos santos no centro da terra. Espalharemos as cinzas à luz da lua. Finalmente pode-se escolher depois de uma agonia infinitamente longa, voltar para os ministros epilépticos e ter a esperança que o seu cheiro a ranço envolva e coroe as ruínas. Ficaremos de respiração suspensa a ouvir os seus ossos a inchar.»
Os surrealistas fazem falta. E o Mário Cesariny também.