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Ontem, no Parlamento, durante a discussão do «Estado da Nação», todos os protagonistas representaram o seu papel; seguiram à risca o guião mil vezes lido e relido durante muitas outras sessões parlamentares. O primeiro-ministro, como lhe competia, apontou os desafios do governo (consolidação orçamental e dívida pública, crescimento económico e modernização do país), listou os aspectos positivos da governação, sustentando-os em números, e enumerou as dificuldades resultantes da crise mundial. O discurso inicial de José Sócrates seguiu o tom optimista que o caracteriza, e nem outra coisa era de esperar. As Oposições, também como lhes competia, puxaram pelas dificuldades que o país e os portugueses atravessam, pelo desemprego e o aumento de impostos, esconderam a crise internacional e atribuíram todos os males do mundo ao primeiro-ministro. Todos os partidos da oposição fizerem uso de um pessimismo inveterado a raiar a «desgraça iminente», e nem outra coisa era de esperar. O único momento inesperado do debate foi protagonizado por Paulo Portas ao propor a demissão do primeiro-ministro e a formação de um governo chefiado por outro dirigente do PS em coligação com o PSD e o CDS. Esta proposta, já avançada várias vezes anteriormente, revela que 1) a impaciência do líder do CDS em querer ser de novo Ministro a todo o custo; 2) a dúvida e o temor que tem em ver o PS, com José Sócrates, ganhar as próximas eleições legislativas, antecipadas ou não; 3) o desprezo pelos resultados eleitorais de há menos de ano. O contrário do que parece, a proposta de Paulo Portas é um rasgado elogio a José Sócrates e apenas significa o temor eleitoral que tem do primeiro-ministro, tal como Pacheco Pereira que já tinha avisado: «É muito difícil ganhar eleições a José Sócrates». Paulo Portas devia aprender com Passos Coelho: a ânsia de chegar ao governo a qualquer preço é má conselheira.

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publicado às 10:47




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