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Há dias, Daniel Oliveira, no Arrastão, escreveu uma piada de ocasião (talvez de mau gosto, mas só isso) em que relacionou padres e carne tenrinha. Caiu-lhe, de imediato, o Carmo e a Trindade em cima (talvez mais a Trindade do que o Carmo), como se o anti-clericalismo da I República tivesse ressuscitado dos mortos (ainda há quem acredite na ressurreição). O Inimigo Público, suplemento satírico de um diário de referência, «informa» que a «Comitiva de Bento XVI vai sobrevoar a Casa Pia de helicóptero» pormenorizando: «alguns padres pretendem sobrevoar a Casa Pia ao som de Wagner e descer ao terreno, onde dirão, heróicos, “adoro o cheiro de leite com chocolate pela manhã”». Ainda não li uma linha de indignação, de onde devo concluir que «eles» seleccionam quem pode e quem não pode escrever uma piada de ocasião. E rio-me só de me lembrar que os mesmos que hoje se indignam com estas piadas sobre os padres, rejubilaram com os cartones a Maomé. Há deuses e deuses, há padres e padres.