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A Corte Constitucional da Colômbia está reunida para decidir se permite ou não a realização de um referendo em que se coloque a questão de Uribe, o actual presidente da Colômbia, se candidatar a um mandato. Esta questão (a reeleição do presidente contra as regras constitucionais vigentes, através de consulta referendária para o efeito) tornou-se a pedra de toque na consolidação das democracias latino-americanas. No Chile, Michelle Bachelet abandonou o cargo com um índice de popularidade de 95%. Na Costa Rica, Óscar Árias, também com índices de popularidade elevados, não se candidatou por imposição constitucional. Lula da Silva no Brasil segue o mesmo caminho. Estes são os exemplos mais recentes. Ao contrário, na Venezuela, Hugo Chávez violou as regras constitucionais para se manter no poder. Do mesmo modo, nas Honduras, o golpista Manuel Zelaya (que entre nós reuniu alguns simpatizantes) tentou, sem sucesso, seguir o exemplo de Hugo Chávez, mesmo contra as decisões judiciais. Agora, na Colômbia, Álvaro Uribe tenta a mesma «sorte» de Chávez. Mas, por cá, as vozes do costume, sobre esta tentativa golpista de Uribe, mantêm silêncio, porque se condenarem Uribe estão a condenar Chávez e Zelaya.