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Em Portugal há alguns tipos de crimes, cujos autores sabem, à partida, que estão impunes. A violação do segredo de Justiça é um desses tipos de crime. Ontem, a coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida, falou na possibilidade de magistrados virem a ser alvo de escutas telefónicas para melhor combater o crime de violação do segredo de justiça. João Palma, presidente da direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, sentiu-se incomodado com a possibilidade e remeteu para hoje uma posição pública sobre a entrevista. Aguardo, com curiosidade, essa «posição pública». Ou será que se vai deixar cair no silêncio?
(Adenda: o Sindicato dos Magistrados já reagiu: «A Direcção do SMMP lamenta profundamente aquelas declarações, e afirma a sua firme convicção na seriedade, no empenho e na competência da generalidade dos magistrados do ministério público deste país, negando-se, sequer, a admitir que possam ser responsáveis pela violação do segredo de justiça». Sublinhe-se «da generalidade».