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No antigo regime, o do Estado Novo, à PIDE foram conferidos os poderes de interceptar e abrir correspondência de «suspeitos». Coisa execrável, dizíamos então. Em democracia, pela pressão do tráfico de droga, da corrupção e do terrorismo, fomos cúmplices na admissão das escutas como meio auxiliar da investigação criminal. Entre o método execrável, o das escutas, e o salvar vidas da droga ou do terrorismo e nos libertar-mos da corrupção, cedemos. Mas, triste sina, o método execrável, que foi confiado apenas para ser utilizar como instrumento da luta contra o crime, foi transformado num instrumento de luta política. Uns obscuros delegados do ministério público (obscuros porque ninguém os conhece e não dão a cara) tomaram conta «disto» debaixo do aplauso de gente supostamente séria. Independentemente de «planos» para o controlo da comunicação social, idiotice de quem os congeminou, e sublinho idiotice, o que nos resta é a mais completa devassa, de origem camável ou não.