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Não sou muito dado à euforia natalícia. As luzes dos centros comerciais provocam-me enxaquecas e as compras porque sim dão-me náuseas, apesar de saber que sem este ritual o comércio definhava, a economia continha-se e o desemprego aumentava (do Natal, guardo apenas na memória um «menino Jesus» que na minha infância me colocava bugigangas na chaminé - e eu tinha mesmo uma chaminé a sério e não um exaustor por cima do fogão). Mas, o Natal – uma festa religiosa –, nos dias que correm, pelo menos no mundo judaico-cristão, é uma celebração comercialmente transversal a todos os credos. Contudo, não é assim em todas as paragens. E porque hoje é dia de Natal, a minha homenagem vai para Liu Xiaobo, de 53 anos, que participou nos protestos de 1989 na Praça de Tiananmen, em Pequim, a favor da democratização do país, e que foi hoje condenado a 11 anos de prisão por ter assinado um documento em que se pedia a democratização do país. É caso para dizer: o Partido Comunista da China meteu-lhe uma «prenda» no sapatinho.