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||| Venezuela.

por Tomás Vasques, em 15.02.09

Os venezuelanos têm o leite racionalizado, mas receberam diariamente no telemóvel mensagens de voz gravadas com Hugo Chávez – ele próprio - a apelar ao voto no SIM, no referendo de hoje. A operadora telefónica é uma empresa nacionalizada, como é bom de ver. Independentemente do resultado do referendo, destinado a perpetuar constitucionalmente Chávez no poder, tenho uma certeza – e eu costumo ter poucas certezas: se o Não contasse com metade dos meios de propaganda dos chavistas e se, o que não era aconselhava, utilizasse os meios repressivos, a chantagem e a intimidação que o «socialismo do século XXI» usou durante a campanha eleitoral, ganhava com mais de 80%. Nestas circunstâncias, a vitória do SIM é uma vitória do terror anti-democrático; a vitória do Não, ou mesmo o reconhecimento uma derrota eleitoral escassa, seria a mais cruel humilhação que o povo venezuelano infligia a Chávez.

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publicado às 23:47

||| Venezuela, novo referendo?

por Tomás Vasques, em 25.11.08

Como se pode constatar, o que estava mesmo em causa, nas eleições de Domingo, na Venezuela, era a criação do «ambiente» que permitisse um novo referendo sobre a Constituição. Hugo Chávez precisa de alterar a Constituição antes de acabar o actual mandato. Com o actual texto da Lei não se pode recandidatar. O «socialismo do século XXI» gira todo à volta desta questão:

 

«El presidente venezolano fracasó en su intento de modificar la Constitución en el referéndum del pasado 2 de diciembre, pero tras los resultados de las elecciones del domingo, Chávez parece sentirse con apoyo suficiente para convocar otro referéndum constitucional

 

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publicado às 08:25

||| Venezuela: ganhou a democracia.

por Tomás Vasques, em 24.11.08

 

Hugo Chávez recebeu sinais, por diversas vezes, nos últimos anos, de que parte importante da cadeia de comando das Forças Armadas cumpriria, em qualquer circunstância, a Constituição. Por isso, e só por isso, Chávez tentou alterar a Constituição, através de referendo, em Dezembro do ano passado, de modo a: i) perpetuar-se no poder; ii) consagrar constitucionalmente o «socialismo bolivariano». O povo venezuelano fez-lhe um manguito. Passado um ano, realizaram-se as eleições estaduais e municipais. Chávez jogou, nestas eleições, tudo o que podia jogar, usando para tal o dinheiro dos contribuintes: intimidando e reprimindo, a torto e a direito, eleitores e candidatos da oposição (inibiu da qualidade de eleitos centenas de opositores, alguns dos quais com grande prestigio junto dos eleitores, ameaçou de prisão e por aí fora). Queria preparar o terreno para novo referendo. Mesmo sob a pressão chavista, o povo venezuelano voltou a fazer-lhe um manguito. A oposição ganhou nos dois estados mais populosos: Zulia e Miranda (6,6 milhões de habitantes num total de 28 milhões). A oposição ganhou, também, em parte considerável, as grandes cidades, a começar pela quase totalidade dos municípios da capital, Caracas. A cereja em cima do bolo desta vitória eleitoral chavista foi a derrota estrondosa de dois dos mais importantes e leais «homens do presidente», no estado de Miranda, Diosdado Cabello, ex-vice-presidente e ex-ministro do Interior do Governo de Chávez, e em Caracas, de Aristobulo Izturiz, ex-vice-presidente e ex-ministro da educação e ex-presidente do município de Caracas. Chávez perdeu o apoio da grande área metropolitana de Caracas, onde habitam milhões de pobres. Estes resultados eleitorais significam uma vitória da democracia na Venezuela.

 

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publicado às 22:37

||| Venezuela.

por Tomás Vasques, em 24.11.08

Amanhece em Caracas.

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publicado às 09:09

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 23.11.08

Nas eleições de hoje «Está em causa o futuro da revolução, o futuro do socialismo, o futuro da Venezuela, o futuro do Governo revolucionário e também o futuro de Hugo Chávez».

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publicado às 11:11

||| Eleições na Venezuela.

por Tomás Vasques, em 17.11.08

 

 

 

 

No próximo dia 23 de Novembro, Domingo, há eleições para governadores regionais e para os municípios na Venezuela. Estas eleições têm uma importância decisiva para o futuro da Venezuela. São as primeiras eleições depois do referendo de Dezembro do ano passado, cujo resultado travou o passo ao projecto totalitário «bolivariano». Hugo Chávez tem jogado tudo:

 

«una de las campañas electorales más descaradamente delictivas y abusadoras de poder que se recuerden en nuestra historia democrática, malversado de la manera más impúdica el dinero de todos los venezolanos en apoyo a sus candidatos, chantajeado a los ciudadanos con la historia de que no habrá dinero para los estados donde gane la oposición, intimidado a los líderes opositores con amenazas de que les encarcelará personalmente como si fuera un juez, y convocando a sus hordas de camisas rojas a quemar alcaldías de oposición como la de Carúpano, Túlio Hernandez, no El Nacional) .

 

As sondagens apontam para a eleição de 7 governadores da oposição (em 23 Estados) e um terço das «alcadías» em disputa. A oposição ao chavismo considera que, se alcançarem estes resultados, Chávez terá de reconhecer que não conseguirá cubanizar a Venezuela pela via democrática. Só com o recurso à força.

 

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publicado às 22:04

||| Explicar devagar para «eles» perceberem.

por Tomás Vasques, em 19.09.08

Clive Stafford Smith, director da ONG britânica REPRIEVE, em conferência de imprensa, realizada na Ordem dos Advogados, em Lisboa, em Abril último, teceu severas considerações contra o governo português pelo «envolvimento» no transporte de presos para Guantánamo. Afirmou mesmo haver «zero de dúvidas de que houve cumplicidade do governo português e envolvimento no transporte de presos suspeitos de terrorismo». A sessão da ONG e as críticas – justas ou injustas, conforme as ópticas – ao governo português são normais em democracia. Haveria um terramoto político se o governo decidisse expulsar de imediato do país o protagonista da conferência de imprensa. Mas foi isso que aconteceu, ontem, na Venezuela. Chávez expulsou do país o director e o vice-director de uma ONG que apresentou em Caracas, em conferência de imprensa, um relatório sobre direitos humanos, onde se criticava o governo venezuelano.´Isto traduz a medida da democracia. Contudo, o «problema» é que, as mesmas pessoas que aplaudiram de pé, na primeira fila, a ONG que criticou o governo português, estão agora, também, na primeira fila, a elogiar a «firmeza» de Chávez contra os «agentes do imperialismo» que se querem imiscuir nos assuntos internos de um país soberano. Haja paciência!

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publicado às 20:25

Sinais?

por Tomás Vasques, em 27.07.07



O general venezuelano Raúl Baduel é um dos mais importantes militares da «revolução boliviana». Está com Chávez desde o falhado golpe militar de 4 de Fevereiro de 1992, apesar de não ter alinhado nessa aventura golpista. Depois da chegada de Chávez à presidência, Raúl Baduel ocupou todos os cargos de topo da hierarquia militar e no governo foi Ministro da Defesa até 18 de Julho último. Reformou-se, mas no discurso de entrega do ministério ao seu sucessor, na presença de Chávez, disse coisas tão simples como: «Debemos inventar el socialismo del nuevo siglo, pero no de una forma caótica y desordenada... Antes de redistribuir la riqueza, debemos crearla. No podemos redistribuir lo que no tenemos», ou « Debe estar claro que un sistema socialista de producción no es incompatible con un sistema político profundamente demócrata, con controles y separación de poderes. (...) Deberíamos apartarnos de la ortodoxia marxista que considera que la democracia con división de poderes es solamente un instrumento de dominación burguesa» ou ainda: «No se pueden implantar cambios bruscos en el sistema económico, es decir abolición a rajatabla de la propiedad privada y la socialización brutal de los medios de producción, sin que esto repercuta negativamente en la producción de bienes y servicios y sin que concomitantemente se genere un descontento generalizado en la población». . O discurso provocou uma polémica nacional, ainda em curso, sobre o destino da revolução venezuelana. Os chavistas radicais já chamam «traidor» a Baduel, mas este, apesar de se ter retirado, ainda representa alguma coisa nos meios militares. Aliás, foi Baduel que em 2002 salvou Chávez de ser corrido do poder quando ameaçou avançar com as suas tropas sobre Caracas. O que há a reter é que foi um general prestigiado do chavismo e um dos mais intímos de Chávez a criticar o actual rumo da Venezuela e a dar voz ao descontentamento.

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publicado às 11:41



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