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||| Citações.

por Tomás Vasques, em 27.02.09

«O que espanta no episódio de Braga e no episódio de Torres Vedras não é o zelo do Ministério Público ou da PSP. O que espanta é que eles claramente não vivem em 2009. Nunca viram um anúncio numa rua ou na televisão, nunca viram um filme e nunca ouviram a música dita popular - nunca, presumo, puseram o pé fora da igreja. Porque, se puseram, compreenderam com certeza, ou são incalculavelmente estúpidos, que a sociedade está saturada de pornografia. Ainda anteontem, por exemplo, a respeitabilíssima RTP mostrou uma obra de arte (não duvido da arte), em que cinco ou seis mulheres (nuas) exploravam longamente as possibilidades do sexo em grupo. Que tencionam fazer o Ministério Público, a PSP e, já agora, a devotíssima cidade de Braga para acabar com estes desvarios do século? Só me ocorre uma solução: arrasar Portugal e fechar as fronteiras

 

Vasco Pulido Valente, Público, 27.02. 09.

 

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publicado às 07:37

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 10.01.09

 

 

 

 

«A dr.ª Manuela Ferreira Leite "desafiou" o eng. Sócrates para um debate na televisão sobre política económica. Augusto Santos Silva rejeitou imediatamente a ideia. O primeiro-ministro, disse ele, debate com a oposição na Assembleia da República e em mais parte alguma; e não é culpa do Governo que a dr.ª Ferreira Leite não seja deputada. Por muito que nos custe, Augusto Santos Silva tem razão. Excepto em campanha eleitoral, nenhum primeiro-ministro aceitou até hoje o género de proposta que Ferreira Leite resolveu fazer. E nenhum a deve aceitar. Não se põe de parte, ou subalterniza, um órgão de soberania por causa da conveniência ou do estatuto de um qualquer indivíduo. O regime precisa de mais dignidade, não precisa de menos. E o destino do país não se pode decidir entre uma telenovela e um concurso.


A situação de Manuela Ferreira Leite não é, de resto, única. Que me lembre, antes dela, Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes (por um tempo) também ficaram de fora. Isto em certa medida mostra o amadorismo ou, se quiserem, o diletantismo das grandes personalidades do PSD. Mas não só delas. Desde o princípio que não houve coragem para estabelecer, como em Inglaterra, a regra simples de que os membros do Governo (do primeiro-ministro para baixo) e das direcções dos partidos saíam obrigatoriamente da Assembleia. E o resultado foi que a Assembleia se tornou, em grosso, um repositório de mediocridades, colectivamente subordinada aos privilegiados que de facto mandam. O deputado médio é hoje um triste figurante, sem influência e sem prestígio e, sobretudo, sem futuro


Diletantismo, Vasco Pulido Valente, Público, 10.01.09 (sublinhados meus).

 

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publicado às 08:20

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 07.09.08

«Num país pequeno como Portugal, onde as pessoas se cruzam e tornam a cruzar, a integridade intelectual e profissional desliza inevitavelmente para um "pessoalismo", que deforma o juízo mais claro e a vontade mais firme. As coisas não são o que são; são o que se vê pela simpatia ou pelo ódio, pela hostilidade ou pela tolerância

 

Vasco Pulido Valente, Público, 07.09.08.

 

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publicado às 09:03

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 24.08.08

 

 

«Muito se disse e se escreveu sobre o que se convencionou chamar a "nova" criminalidade. O PSD pediu a demissão do ministro Rui Pereira e o CDS acusou o governo de ter "desertado". Há de facto um aumento do uso de armas de fogo em assaltos, carjacking, guerras de gangues e até, segundo parece, prosaicamente na rua. Mas talvez seja bom ver as coisas de mais perto. Na semana de 17 a 22 de Agosto, a "semana terrível", como ontem proclamava o Expresso, só uma operação parece planeada e conduzida por profissionais: o ataque a uma "carrinha de valores", na madrugada do dia 19. (…)

Quanto ao resto dos crimes, não passaram de crimes de amadores e renderam, ainda segundo o Expresso, no total, 1650 euros, dos quais 500 foram logo recuperados. Em Vagos, três jovens roubaram o supermercado da aldeia. Em Setúbal, um bando matou a tiro o dono de uma ourivesaria e fugiu sem nada. E da Beira ao Algarve, outros bandos levaram umas centenas de euros de postos de gasolina. É difícil ver a "modernidade" destas tristes façanhas. Já no século XIX as quadrilhas que infestavam o país tinham espingardas (não como as de hoje, claro está) e pilhavam cavalos (a forma contemporânea do carjacking). Antes do comboio, ninguém viajava sem uma escolta, principalmente no Alentejo e no interior. (…)

A criminalidade é um efeito da crise; e não é "nova", é uma velha, muito velha, tradição nacional.»

 

A "nova" criminalidade,  Vasco Pulido Valente, Público, 24.08.2008.

 

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publicado às 13:12



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