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|||A superioridade moral da democracia (2).

por Tomás Vasques, em 04.12.08

 

 

Alguns leitores anónimos – militantes do PCP - indignaram-se, através de e-mail que me endereçaram, com estas poucas linhas que aqui escrevi sobre a superioridade moral da democracia. Para além de uma ou outra ofensa desqualificada própria de quem se esconde debaixo da manta do anonimato, os argumentos são, fundamentalmente, dois. Primeiro, o autor destas linhas é um «anti-comunista primário», pessoa ignorante e de má-fé, a quem não se deve dar a menor importância. Mas, não vá o diabo tecê-las, o melhor é responder-lhe (sempre que lhes tocam no fundo, na sua natureza totalitária, eles não se contêm) . Segundo, a personagem – escrevem – é tão ignorante e iletrado que nem sabe ler as teses do PCP, sobretudo onde se diz que a «democracia política, embora intimamente articulada com a democracia económica, social e cultural, possui um valor intrínseco pelo que é necessário salvaguardá-la e assegurá-la como elemento integrante e inalienável da sociedade portuguesa

Ora, não passará pelas «cabecinhas pensadoras» dos meus interlocutores que a «democracia política» defendida nas teses do PCP só pode ser interpretada à luz do projecto de sociedade que as próprias teses defendem (para além da revolução de Outubro, a qual se esfumou estrondosamente), a saber:

 

«Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista – Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia."(1.3.14)

 

Não consta que nos regimes mencionados se realizem congressos de partidos da oposição. A «democracia política» nas teses do PCP tem o rabo de fora. Repito, os congressos partidários, incluindo o do PCP, como sinal vital de liberdade e democracia, são o símbolo da superioridade moral dos regimes democráticos.

 

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publicado às 00:35

||| O que tu queria sei eu?

por Tomás Vasques, em 01.02.08
«Na memória de milhões de trabalhadores portugueses, permanece imperecível o papel de Soares na liderança da contra-revolução: o seu ódio e o seu ataque às conquistas de Abril; as santas alianças com a direita e a extrema-direita - que não se eximiram de recorrer ao terrorismo bombista quando o acharam necessário, sempre com abundantes apoios políticos e financeiros do capitalismo internacional; a política de direita que ele iniciou em 1976 – política de recuperação capitalista, agrária e imperialista que, no desrespeito da Constituição, desencadeou o processo de privatizações, a ofensiva contra a Reforma Agrária e o brutal ataque aos direitos dos trabalhadores: política a que os sucessivos governos PS(D) têm dado a devida continuidade devidamente aplaudida por Soares
Editorial do Avante, 31 de Janeiro de 2008 (sublinhados meus).

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publicado às 11:42



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