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||| Quem não tem memória, não tem história.

por Tomás Vasques, em 14.11.08

 

 

 

Em 14 de Janeiro de 1975, o PCP convocou uma manifestação em defesa da unicidade sindical. Nesse dia, em comunicado, a Comissão Política do CC do PCP, escrevia:

 

«A unicidade sindical foi amplamente discutida pelas massas trabalhadoras. Ninguém de boa fé pode contestar a esmagadora aprovação que lhe foi dada. Esta aprovação e as novas adesões que a todo o momento se vão registando da parte do movimento popular fazem da consagração da unicidade sindical a expressão de uma vontade do povo democraticamente manifestada. A manifestação que hoje tem lugar em Lisboa deve ser olhada corno uma inequívoca afirmação da vontade dos trabalhadores de que a unicidade sindical seja inscrita na lei.»

 

A manifestação convocada pelo PCP encheu as ruas de Lisboa. Em resposta, a 16 de Janeiro, num comício do PS, Salgado Zenha, não se atemorizou e enfrentou a «rua», afrontando a unicidade sindical, a qual não foi consagrada na lei, como «a vontade do povo democraticamente manifestada» exigia. Naqueles dias, dizer, como Manuel Alegre diz hoje, «não se pode tapar os ouvidos aos protestos» tinha sido fatal para a democracia. E o ontem e o hoje podem não ser muito diferentes. Sejamos claros, se alguém mudou não foi o PCP.

 

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publicado às 22:05

||| A memória das prisões.

por Tomás Vasques, em 21.10.08

 

A prisão de Carabanchel, em Madrid, mandada construir pelo ditador Francisco Franco, nos anos 40, começou hoje a ser demolida. Por lá passaram muitos presos políticos: comunistas, anarquistas, socialistas. Entre eles Marcelino Camacho, sindicalista e militante comunista. Vai dar lugar a um hospital, moradias, lojas e escritórios. A propósito, um dos melhores hotéis de Boston – The Liberty Hotel – foi construído aproveitando uma antiga prisão. Por cá, existe um projecto de uma Pousada para o Forte de Peniche. O próprio presidente da Câmara de Peniche, eleito pelo Partido Comunista, já declarou que o projecto é irreversível e contempla «um núcleo museológico dedicado à luta antifascista». Não é de admirar, daqui a uns anos, lá no Forte, o seguinte diálogo: empregado do bar: - sabe que esta era a sala onde se torturavam os presos? Cliente: - Verdade? Sirva-me outro uísque para me esquecer desses tempos.

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publicado às 19:24

||| Testemunhos e memórias.

por Tomás Vasques, em 09.07.08

 

Excelente abordagem de João Tunes ao livro de Flausino Torres (1906-1974), Diário da Batalha de Praga (Afrontamento).

 

 

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publicado às 02:12

||| Destaque [2]

por Tomás Vasques, em 18.06.08

Amanhã, dia 19 de Junho, no Jardim do Príncipe Real, às 18 horas, junto ao quiosque do Oliveira (uma pequena instituição de Lisboa) juntam-se os amigos e conhecidos do Vítor Wengorovius para trocar impressões sobre a sua a vida vísivel.

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publicado às 23:54

||| Destaque.

por Tomás Vasques, em 18.06.08

Caminhos da memória -  um antídoto contra o esquecimento.

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publicado às 23:46

||| Luiz Pacheco (1925-2008)

por Tomás Vasques, em 06.01.08

PARA DAR O EXEMPLO.

Por Carlos Quevedo/Rui Zink.
FOMOS ENTREVISTAR O MAIOR ESCRITOR VIVO. O MAIS ESCRITOR, O MAIS PORTUGUÊS, O MAIS VIVO: LUIZ PACHECO.
Luiz Pacheco, escritor, sofre de asma brônquica. Calvície precoce. Fractura do úmero devido a tentativa de suicídio na Av. De Berna. Queda de dentes natural quase total. Efizema pulmonar bilateral diagnosticado em 1958, obrigado a uso permanente de botija de oxigénio, à noite e ao levantar. Hérnias inquinais não operadas com uso de funda dupla. Hipersensibilidade ao álcool, o que o conduziu a uma fraudulenta fama de alcoólico incorrigível.Tratamento de desintoxicação no Centro António Flores, ambulatório e dois internamentos. Miopia e astigmatismo, quase cegueira. Bissexual assumido. Leve surdez do ouvido esquerdo. Andropausa total. Três mulheres reconhecidas. Três estadias no Limoeiro: 1957, 1959, 1968. Duas estadias na cadeia das Caldas da Rainha: 1967, 1968. Prisões ocasionais e breves em esquadras da polícia. Autor, entre outros títulos, de: Literatura Comestível. O libertino passeia por Braga, a idolátrica, o seu esplendor. Exercícios de Estilo. Comunidade..
(Entrevista à revista Kapa, publicada em Julho de 92. )
O LIBERTINO PASSEIA POR BRAGA, A IDOLÁTRICA, O SEU ESPLENDOR.

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publicado às 10:04

||| Memórias do cinema.

por Tomás Vasques, em 19.01.06

MEMÓRIAS DO CINEMA

Cartaz de 1952. Posted by Picasa

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publicado às 22:19



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