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||| Coisas simples.

por Tomás Vasques, em 18.08.08

Colocaram-me a seguinte questão:

 

«fico à espera que Tomás Vasques leia ou releia as edificantes páginas que Rui Mateus, no silenciado, esgotado e nunca reeditado livro CONTOS PROÍBIDOS – MEMÓRIAS DE UM PS DESCONHECIDO (edição da Dom Quixote), dedicou às relações do PS com a Roménia de Ceascescu, com o Iraque de Saddam Hussein e com a Coreia do Norte de Kim-Il-Sung e nos venha contar como é que ele faz para não carregar com essa «história» do seu partido

 

Eu conto:

 

É simples: demarco-me de posições, mesmo do PS, quando não estou de acordo.

 

Exemplo:

 

Escrevi, aqui, sobre o «despropositado convite ao Partido Comunista Chinês para se fazer representar no próximo Congresso do PS. As relações do Estado português com o Estado da República Popular da China são normais e desejáveis, mas relações partidárias? Na minha actividade profissional relaciono-me com quem tenho de relacionar-me, mas para jantar em minha casa só convido os meus amigos

 

Como já escrevi sobre muitos outras questões com as quais não estou de acordo.

 

Mas, quem nunca se demarca das posições do seu partido ou de seus destacados militantes, mesmo quando no íntimo não está de acordo, tem de carregar aos ombros tais posições, sejam recentes, ou remotas.

 

Não são acusações, são conivências.

 

Quem não percebe isto, não sabe o que é a liberdade de pensamento e de expressão.

 

Verá sempre bugalhos onde estão alhos. Verá sempre democracias onde estão ditaduras e vice-versa.

 

 PS: Há quem bote faladura, através de comentários, em posts de outros blogues. A isso, e quando a mim se referem, respondo como no anúncio televisivo a uma cerveja: «oh Daniela, agora não dá!»

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publicado às 22:41

Vítor Dias preocupa-se com os meus modestos e sintéticos escritos neste dazibao. Na economia de tempo de quem tem o azar de não fazer da escrita profissão, alinhavo à pressa umas poucas linhas (pouco mais de 500 caracteres), onde consigo falar sobre ciclismo, jogos olímpicos, e na pedalada, a despropósito, escrevo: «A opção de Álvaro Cunhal pelos soviéticos e os ataques ao PC Chinês, no começo dos anos 60, é mais um dos sucessivos erros de apreciação do endeusado dirigente do PCP. Hoje, passados 40 anos, os comunistas portugueses, habituados a engolir sapos, dão a mão à palmatória, sem o admitirem, e lá vão defendendo o PC Chinês. Afinal, os soviéticos eram mesmo “revisionistas”». Vítor Dias lê e não resiste. E decide explicar-me com mais de 2 000 caracteres (um autêntico esbanjamento de palavras) que «talvez não valha a pena explicar-me» que o PCP tem sempre razão, como se fosse um herói imortal de banda desenhada. Por mera educação, como todas as cartas devem ter resposta, e já que a conversa tinha descambado para o «revisionismo» soviético, teço umas simples considerações sobre Krutchev. E acrescento, para não ser esmagado pelos caracteres de Vítor Dias, que o PCP sempre apoiou quem esteve no poder, desde Estaline a Gorbachev, passando pelo dito Krutchev, sem cuidar de lhe apreciar as diferenças, e muito menos entender que a «construção do socialismo» em ditadura é uma treta. Vítor Dias, amarfanhado, replicou. Desta vez não me mandou comprar «chapelinho ou boné para proteger as meninges da inclemência deste sol de Agosto», mas voltou com a cassete: ele fala em alhos, eu respondo em bugalhos, mas nunca responde à questão: aquilo na Coreia do Norte é uma democracia ou uma ditadura?

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publicado às 00:02



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