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«Tiene 28 años y trabaja en la piscina de un hotel, porque su padrastro le compró un empleo en el turismo. Su dominio del inglés es fatal, pero con los dos mil pesos convertibles que le pagó al administrador, no fue necesario hacer la prueba de idiomas. Más de la mitad de las botellas de ron y coca cola que vende en el snackbar, la ha comprado él mismo a precio de mercado minorista. Los colegas le enseñaron a priorizar  la venta de su “mercancía” por encima de la que el Estado destina a los turistas. Gracias a ese truco, se embolsa en cada turno de trabajo lo que ganaría un neurocirujano en un mes.

Su ritmo de gastos se apoya en las ganancias ilegales, así que trata de cumplir y no desentonar en el plano de la “incondicionalidad ideológica”. Es uno de los primeros que llega cuando convocan a una marcha o al desfile del primero de mayo. Entre sus ropas guarda, para cuando haga falta, un pulóver alusivo a los cinco héroes, otro con el rostro de Che Guevara y uno, intensamente rojo, que dice “Batalla de Ideas”. Si su jefe intenta sorprenderlo en el desvío de recursos, se cuelga una de esas camisetas y la presión baja.

Con sus pocos años, ya ha comprendido que no importa cuántas veces pasas la línea de la ilegalidad, siempre que te mantengas aplaudiendo. Unas consignas gritadas en un acto político, o aquella vez que le salió  al paso a un “grupúsculo” contrarrevolucionario, lo han ayudado a conservar tan lucrativo empleo. Sus manos, que hoy roban, engañan a los clientes y desvían mercancías estatales,  firmaron –hace casi seis años- una enmienda constitucional para que el sistema fuera “irreversible”. Para él, si lo dejan seguir llenándose los bolsillos, el socialismo bien podría ser eterno

 

La corrupción de la sobrevivencia, Yoani Sánchez (Generación Y)

 

 

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publicado às 13:38

||| Robin dos Bosques.

por Tomás Vasques, em 15.07.08

Leio a cubana Yoani Sánchez (Generación Y):

 

«Robin Hood ya ha repartido todas las riquezas arrebatadas. En un principio los pobres estaban contentos y aullaban de felicidad en cada esquina del bosque. Poco tiempo después comprendieron que el gran bandolero de Sherwood sólo sabía redistribuir la riqueza, pero no crearla

E lembro Virgílio Piñera (1912-1979), poeta, romancista e dramaturgo cubano que, na sua primeira obra teatral, (Electra Garrigó, 1941), escreveu sobre Havana: Trata-se, não o esqueças, de uma cidade onde toda a gente quer ser enganada.

 

 

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publicado às 01:36

||| Leituras.

por Tomás Vasques, em 13.07.08

 

 

 

«Será que ninguém sente o crepitar desesperado da Ilha

onde milhões de

escravos (já nem cor têm) esgaravatam

inutilmente a terra?

Não há nada a

dizer; resta-nos derrear o corpo e fuçar.

Não há nada a dizer da liberdade;

aqui ou nos calamos

ou morremos com um tiro.

Não há nada a dizer da

humanidade; aqui, ou aplaudimos

ou morremos com um tiro.

Não há nada a

dizer dos sagrados princípios da justiça:

aqui, ou prostramos o nosso corpo

de escravos ou morremos

naturalmente com um tiro.

Assim se resumem os

nossos direitos

 

Reinaldo Arenas, O Engenho (Antígona)

 

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publicado às 14:42

||| Literatura, jornalismo e amplas liberdades.

por Tomás Vasques, em 06.06.08

 

Senel Paz é um escritor cubano, vive em Havana, e foi-lhe atribuído o Prémio de Criação Literária Casa da América Latina 2008. Em entrevista ao Público (na ípsilon de hoje) diz não conhecer o trabalho de Yoani Sánchez, também residente em Havana, jornalista da revista digital Desde Cuba e autora do blogue  Generación Y. Senel Paz, a avaliar pela entrevista, é um castrista envergonhado. Yoani Sánchez, dentro dos seus limites, vai dando umas palmadinhas no rabinho do regime. Senel Paz veio a Lisboa receber o prémio que lhe foi atribuído. O regime não permitiu que Yoani Sánchez fosse a Madrid receber o Prémio Ortega y Gasset 2008 de Jornalismo Digital, atribuído por El País. Percebe-se bem porque razão Senel Paz, escritor residente em Havana, não conhece o trabalho jornalístico de Yoani Sánchez, também residente em Havana. Tal como já aqui escrevi em Havana no pasa nada.

 

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publicado às 20:46

||| Perestroika tropical?

por Tomás Vasques, em 27.05.08

A convite do Pedro Correia dei conta, no Corta-fitas, a propósito do blogue Generación Y, do meu cepticismo em relação à «abertura» do regime castrista. Acrescento uma nota de rodapé: se o meu pessimismo se revelar injustificado, a história contará, um dia, como a primeira ditadura caiu a partir da blogosfera.

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publicado às 21:37



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