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||| BE: estas coisas vêm sempre ao de cima [3].

por Tomás Vasques, em 08.02.09

O Bloco de Esquerda elegeu hoje a sua «mesa nacional»: nos 10 primeiros da lista apresentada por Louçã 6 são professores ou professores universitários; a estes ainda se juntam 2 jornalista, um sociólogo e um animador sócio-cultural. É caso para dizer: o BE mete as «massas trabalhadores» no quarto das traseiras. Talvez por não saberem comer à «mesa nacional».

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publicado às 13:40

BE: estas coisas vêm sempre ao de cima [2].

por Tomás Vasques, em 08.02.09

Um amigo enviou-me um e-mail onde diz que este meu post tem um «erro de análise» na medida em que Gil Garcia, que fez as despesas oposicionistas na Convenção do Bloco, não é da linha «marxista-leninista». É também de origem trotskista, como Louçã. Eu sei, e conheço toda a história. Se atendesse ao percurso, caberia a Luís Fazenda desempenhar o papel de «marxista-leninista», mas ele já não está para aí virado. Eu refiro-me às posições assumidas nesta Convenção. E aqui, Gil Garcia assumiu a linha «dura», bolchevique. Luís Fazenda já há muito tempo que aderiu ao «entrismo» e ao «frentismo» trotskista.

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publicado às 10:06

||| BE: estas coisas vêm sempre ao de cima.

por Tomás Vasques, em 07.02.09

 

 

 

Na Convenção do BE confrontaram-se, hoje, a linha marxista-leninista e a linha trotskista. Os marxista-leninistas – a linha minoritária – defendem um entendimento pré-eleitoral com o PCP e que Manuel Alegre rompa com o PS, como condição para o apoio do BE a uma eventual candidatura presidencial. Aliás, no mesmo sentido, rejeitam o apoio a Helena Roseta para a Câmara de Lisboa, argumentando que nesse «peditório já deram». Por sua vez, os trotskistas – a linha maioritária –, encabeçada por Louçã, aposta forte na estratégia do «entrismo». Aliás, o slogan que enche o palco (Juntar Forças) traduz essa estratégica: parasitar (escolho os verbos com cuidado e não utilizo o martelar, doravante considerado um verbo estalinista) os movimentos e pessoas com espaço eleitoral próprio fora dos partidos políticos e capitalizá-los partidariamente. É aí que está a «mina de ouro» eleitoral do BE, já que, só por si, não chega lá. Louçã desdobra-se em declarações, intervenções e entrevistas explicando a sua estratégia: não exige a ruptura de Manuel Alegre com o PS para o apoiar nas presidenciais; está disponível para apoiar Helena Roseta e o movimento «cidadãos por Lisboa» à Câmara da capital; exibe Carvalho da Silva na abertura da Convenção e por aí fora. E não quer nada com o PCP porque Louçã sabe que se o PCP entrar lá se vai o domínio do BE na «ampla frente» anti PS. As 3 eleições deste ano e as próximas presidenciais são muito importantes para o futuro do BE, mas mais importante ainda será o papel de Manuel Alegre, Helena Roseta e Carvalho da Silva nesta estratégia. A história é madrasta: os bolcheviques de ontem passaram a ser os mencheviques de hoje. Os bolcheviques estão, dentro do BE, em minoria. E estes sabem bem, o que os deve irritar ainda mais, que Trotsky era um social-democrata que aderiu aos bolcheviques às portas da revolução de Outubro.  Pessoalmente, estou convencido que Louçã vai dar com os burrinhos na água, ou melhor, ele bem tenta fazer coelhinhos fora do BE, mas vão acabar por sair duas notas de 100 euros.

 

(Fotografia de Pedro Azevedo, ABC)

 

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publicado às 23:18

||| Esquerda radical.

por Tomás Vasques, em 19.01.09

Hoje no Público, André Freire dá conta do perfil das correntes «esquerdistas» na Europa, segundo Luck March, após a queda do muro de Berlim. Numa primeira triagem, entre os 24 partidos alvos do estudo, March distingue entre partidos de «esquerda radical» (18) e de «extrema-esquerda» (6). O «nosso» Bloco de Esquerda está integrado no primeiro grupo. E neste grupo, o BE ficou arrumado no sub-grupo dos «socialistas democráticos». Trata-se de «esquerdistas radicais» que, na maior parte dos casos, abandonaram Marx e abraçaram a «agenda» da «nova esquerda» (feminismo, ambientalismo, democracia participativa, estilo de vida alternativos, etc.). Até aqui não há novidades, a não ser quando «eles» falam no «regresso a Marx» a propósito da actual «crise». Devem-se referir aos irmãos Marx.  É a velha história: há anos atrás queriam ser os «verdadeiros comunistas»; agora querem ser os «verdadeiros socialistas». Daqui a umas décadas ainda hão-de querer ser os «verdadeiros democratas-cristãos».

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publicado às 23:44

||| A ler.

por Tomás Vasques, em 12.01.09

Sabe mesmo no que votou?!, de

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publicado às 21:35

||| Opinião insuspeita.

por Tomás Vasques, em 07.01.09

«Foi a mais aguerrida, sistemática e bem estruturada entrevista feita até hoje a este primeiro-ministro. Ainda assim, Sócrates aguentou-se. Contrariado, por vezes agastado, mas aguentou-se.»

 

Daniel Oliveira, Arrastão.

 

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publicado às 22:22

||| Salada russa.

por Tomás Vasques, em 07.01.09

 

Luís Fazenda escreveu recentemente um texto «teórico» sobre as «convergências de esquerda». Quem conhece estas «histórias» até ao tutano, percebe facilmente que o dirigente do BE apenas se limitou a copiar, sem pinga de acrescento, os argumentos que usava há 30 e tal anos. Só substituiu no texto em questão «partido comunista» por «partido socialista». Há 30 e tal anos, enquanto «comunista», queria ocupar o espaço do comunismo invocando para tal a traição aos ideais comunistas do PCP. E, por isso, esteve na «refundação» do PCP (r), cujo destino foi o que conhecemos. Hoje, repete a «tese», tal e qual, mas enquanto defensor do «ideal socialista»: quer «refundar» a social-democracia, já que o PS traiu os ideais socialistas a partir dos anos 80, resvalando «para as concepções neoliberais da burguesia conservadora». Este é o discurso – um discurso passadista - dos marxistas-leninistas dentro do BE. Os trotskistas, liderados por Louçã, olham para a «refundação» da social-democracia de outro modo, como de outro modo ainda olha o «grupo» que tomou a hóstia de Brejnev , liderado por Miguel Portas.  A esta salada russa só lhe faltava mesmo acrescentar a «voz de Argel». Tratam-se apenas de experiências dimitrovianas inconsequentes, sem pinga de Marx, sem pinga de nada.

 

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publicado às 22:10

||| O poeta é um fingidor.

por Tomás Vasques, em 15.12.08

Caro Pedro: não sei ainda se as dúvidas se dissiparam. Segundo nos contam, a última frase de Fernando Pessoa, antes de se finar, foi «Eu não sei o que o amanhã trará». Mas, mesmo às portas da morte, não é de fiar porque ele já nos tinha avisado que «o poeta é um fingidor».

 

[Adenda: «Falei de alternativa de poder, não disse que ia fazer um partido, nunca falei em partido. Disse que depois de termos quebrado o tabu de que a esquerda não dialoga, há outro tabu que é preciso quebrar que é o de que a esquerda não quer ser poder»

 

Manuel Alegre, declaração ao Público de 16.12.08.]

 

 

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publicado às 21:50

||| O canto e as armas.

por Tomás Vasques, em 14.12.08

 

Manuel Alegre, a quem o BE, em boa hora, concedeu o privilégio de encerrar um tal «fórum de serviços públicos», disse que as ideias aí produzidas são para ir a votos. Acho bem. Quanto mais «ideias» a votos, melhor. Enriquece as escolhas de quem vota e, consequentemente, enriquece a democracia. No entanto, não esclareceu se ele, Manuel Alegre, decidiu levar essas «ideias» a votos; se entrega ao BE essa missão ou se as vai levar conjuntamente com o BE. Em matéria de convicções não se pode ser calculista, decidir em função de expectativas eleitorais. Ou se acredita ou não se acredita nas «ideias». Se se acredita, não se deve temer o isolamento, o fiasco eleitoral, o desaire. A convicção não é compatível com o calculismo. Se Manuel Alegre não esclarece em breve quem vai levar essas «ideias» a votos corrói a sua credibilidade política. Permite que as más-línguas – e por aí há muitas – associem as suas «ideias» à vaidade pessoal ou à candidatura à presidência da República. Manuel Alegre deve desmentir as más-línguas. Manuel Alegre não é, pelo seu passado, um mero candidato presidencial derrotado, como Ségolène Royal. Ele esteve na primeira linha da luta contra a ditadura até 1974, contra o PCP e a extrema-esquerda, em 74/75, com um governo do PS com o CDS e outro com o PSD na defesa da democracia, da integração europeia, das revisões constitucionais, da recuperação económica, das privatizações. Não pode, por isso, deixar em mão alheias a defesa das suas «ideias».

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publicado às 22:25

||| O PRD perdeu um apoio de peso.

por Tomás Vasques, em 14.12.08

 Edmundo Pedro, apresentado como troféu de caça, deu um tiro no caçador, recusando ser um adereço na árvore de Natal.

 

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publicado às 20:43

|||Albergue espanhol.

por Tomás Vasques, em 13.12.08

Amanhã há uma sessão pública de «comunicabilidade das esquerdas». Para quem sabe como estas «coisas» funcionam (qualquer pessoa com um mínimo de experiência política e de conhecimento das realidades políticas, como escreve Vítor Dias) trata-se de uma balão de ensaio para uma alternativa política, orquestrada a duas mãos: BE e Manuel Alegre. O resto é enfeite para compor a árvore de Natal.  

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publicado às 15:20

||| Ensaio sobre a cegueira.

por Tomás Vasques, em 26.11.08

encontros e encontros que, mais dia, menos dia, numa qualquer esquina do caminho, se encontrarão.

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publicado às 21:30

||| Diálogos absurdos.

por Tomás Vasques, em 26.11.08

- O que é que tu achas: foi o Sá Fernandes que traiu o BE ou foi o BE que traiu o Sá Fernandes?

- Não sei, mas o que me disseram é que nenhum dos dois ficou bem na fotografia.

 

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publicado às 15:04

||| Apenas, eloquente!

por Tomás Vasques, em 26.11.08

||| Divórcios.

por Tomás Vasques, em 25.11.08

Agora se percebe a pressa do BE em aprovar a nova lei do divórcio: queria separar-se de Sá Fernandes com facilidade. Só tem um inconveniente: as declarações de amor foram públicas.

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publicado às 23:12



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