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  <title>hoje há conquilhas, amanhã não sabemos</title>
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  <description>hoje há conquilhas, amanhã não sabemos - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Tue, 08 May 2012 15:21:13 GMT</pubDate>
  <title>A cumplicidade paga-se.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;A maior fatia das consequências das medidas de austeridade decretadas pelo governo ainda está a caminho. Milhares de pequenas empresas vão falir, o desemprego vai subir até números impensáveis, vai aumentar a entrega diária de casas aos bancos, a pobreza vai deixar de se envergonhar, as receitas do Estado vão minguar até ao ponto em que as metas do equilíbrio orçamental vão passar a ser uma miragem e as dívidas não se podem pagar. Daqui a poucos meses, o que vão fazer? Mais medidas de austeridade? Debaixo da aparente calma do dia a dia germina um vulcão em ebulição. Nunca Lisboa esteve tão próxima de Atenas. Quanto mais tarde o PS se desvincular desta loucura recessiva, maior será a factura a pagar no futuro.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 May 2012 14:52:00 GMT</pubDate>
  <title>No fio da Navalha.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/tomasvasques/fotos/?uid=GAtQcmNMCmZZK2SWgQDT&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B84093691/12068411_cYWmM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;455&quot; height=&quot;340&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alexis Tsipras, líder da Coligação da Esquerda Radical, segundo partido mais votado nas eleições de Domingo, na Grécia, incumbido de formar governo, disse, no essencial:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1)      “O veredicto popular anula claramente o acordo de ajuda com a troika”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2)      “Os bancos devem ficar sob controlo do Estado”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3)       “Apelou à criação de uma comissão internacional para investigar se a dívida grega é ou não legal.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inequivocamente, os gregos estão-se borrifando se a miséria é paga em euros ou em dracmas. A manter-se esta situação, depois dos gregos, outros povos seguirão o mesmo caminho. Quem nada tem a perder, tanto se lhe dá. São as consequências das políticas de austeridade para quem vive no limiar da dignidade. A saída da Grécia do Euro e da União Europeia terá mais consequências do que os liberais «bem pensantes» esperam. A senhora Merkel e os seus partidários andam há muito tempo a brincar com o fogo.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 21:25:43 GMT</pubDate>
  <title>NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;Boaventura Sousa Santos, numa frase feliz, o que não é hábito, disse: “Vítor Gaspar tem passaporte português mas é alemão”. Dois dias depois, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou que Vítor Gaspar seria uma excelente escolha para assumir o cargo de Presidente do Eurogrupo. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 19:20:59 GMT</pubDate>
  <title>O despoletar da granada.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/tomasvasques/fotos/?uid=LLe5RuJZE8JzBbVhDbjr&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bde097b5b/12054662_JdsNV.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hollande não pode ceder um milímetro no que disse, em campanha eleitoral, sobre o Tratado Orçamental, pelo menos nos próximos tempos. Tem eleições legislativas em Junho e os eleitores não gostam de ser enganados. Merkel não vai querer «perder a face», e também tem eleições para o ano. Estou curioso em ver os desenvolvimentos na aprovação do Tratado Orçamental que, até ao momento, só gregos e portugueses aprovaram. Os irlandeses vão dizer o que pensam, em referendo, a 31 de Maio. Se os irlandeses disserem não ao Tratado (e a vitória de Hollande pode ser um estimulo) o que acontece antes das legislativas francesas, a senhora Merkel fica com uma batata quente nas mãos. Acresce que, em Espanha, Rajoy, independentemente da família política a que pertence, interessa-lhe mais a posição do eleito presidente francês do que as posições da senhora Merkel, tendo sido o único dirigente europeu a invocar o «poder soberano» do estado espanhol para incumprir as metas orçamentais acordadas. Ontem, as eleições em França e na Grécia podem ter despolatado uma granada. Vamos ver se e quando rebenta.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 17:16:48 GMT</pubDate>
  <title>A Europa Alemã.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;A senhora Merkel diz que o «melhor para a Grécia» é respeitar o plano de ajuda europeu, como se os gregos não tivessem direito a ter opinião; a senhora Merkel diz que «rejeita qualquer alteração na política orçamental da zona euro», como se os franceses fossem verbos de encher. A senhora Merkel diz e faz o que quer, como se a União Europeia fosse uma coutada de Berlim. Esta não é a Europa dos europeus – é a Europa alemã. A Europa que a Direita aplaude.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 16:26:29 GMT</pubDate>
  <title>Viver na miséria paga em euros ou em dracmas?</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1314095.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Hoje, Domingo, quando escrevo este texto, os franceses escolhem o presidente&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;da França, entre Sarkozy, que tem submetido a França à agenda ideológica,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;financeira e económica da Direita alemã e Hollande, um socialista que tem a&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;obrigação política de, no mínimo, impedir que a senhora Merkel «decida tudo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sozinha», como ontem disse Romano Prodi, o ex-primeiro-ministro italiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também os gregos decidem se querem viver na miséria paga em euros ou em&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dracmas, sendo que a sua escolha não é indiferente ao futuro do Euro. Apesar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;da importância do resultado de cada uma destas duas eleições para o futuro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;do Euro e da Europa, no dia em que, provavelmente, Hollande é já presidente&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;eleito da França e os gregos preferiram pagar a miséria em Euros, prolongo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ainda o tema que dominou as atenções e as opiniões da semana passada –&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a promoção de uma cadeia de supermercados que fez uma das melhores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;campanhas de marketing dos últimos anos em Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem hipocrisias, nem ironias, tudo foi pensado ao pormenor: o desconto de&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;50%, por ser um número certo e simbólico: dividir irmãmente em partes iguais;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;o dia escolhido – o 1º de Maio, dia do Trabalhador – foi magistral, de se lhe&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tirar o chapéu; e o anúncio em cima da hora foi a cereja em cima do bolo. Muita&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;gente se indignou com esta operação de marketing bem-sucedida como se&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;estivesse à espera que o empresário Soares dos Santos tivesse a obrigação de&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;convocar os seus trabalhadores para as manifestações do 1º de Maio convocadas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;pela CGTP. Não só não tem essa obrigação, como tem um objectivo elementar a&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;cumprir: criar lucros com a sua actividade empresarial. Outros, indignaram-se&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;com o comportamento do «zé povinho» que aderiu em massa à promoção,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;como se estivessem à espera que quem fica em casa sem nada para fazer, num&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;feriado cujo significado nada lhe diz, se recusasse a comprar o que precisa (e o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que não precisa) a metade do preço. Não faz sentido a tese do «empresário&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;provocador», como não faz sentido a tese da «classe média ávida de consumo».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambas as partes, vendedores e consumidores, agiram de acordo com os seus&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;objectivos e necessidades imediatas, o que é normal. O mais que se acrescentar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;é conversa fiada. No entanto, este caso, como tantos outros semelhantes, é a&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;prova da falência da Educação, a qual tem conduzido à «descapitalização»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;cultural de várias gerações, que não conhecem Camões, Eça ou Amadeo de&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Souza Cardoso, por exemplo, com a cumplicidade dos sindicatos dos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;professores. É tão fácil encher supermercados de consumidores, como fácil é&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;encher a Avenida da Liberdade de professores que aderem em massa à defesa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dos seus interesses individuais e imediatos. No fundo, o «fenómeno» é o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mesmo, e a CGTP, na maior parte dos casos, não está longe do senhor Soares&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dos Santos. Na sociedade, tal como na natureza, os opostos se atraem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Ler mais &lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/opiniao/viver-na-miseria-paga-euros-ou-dracmas&quot;&gt;AQUI&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 12:20:02 GMT</pubDate>
  <title>Rotativismo grego ao fundo!</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;O rotativismo partidário grego, entre a Nova Democracia e o PASOK implodiu ontem. A Coligação da Esquerda Radical foi o segundo partido mais votado, ultrapassando os socialistas, enquanto a ND – o partido mais votado – não atingiu os 20% dos votos. Os «partidos do costume» que, no seu conjunto, passaram décadas e recolher entre 70 e 80% dos votos, não atingiram os 35%, não tendo uma maioria no Parlamento que permita sustentar um «governo de salvação nacional». Hoje serão conhecidos os resultados das eleições municipais em Itália. Aguardemos pelas surpresas.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 12:03:50 GMT</pubDate>
  <title>As derrotas da senhora Merkel.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ontem, a senhora Merkel viu a sua estratégia de empobrecimento dos trabalhadores europeus derrotada em França, na Grécia e no estado alemão de Schleswig-Holstein, onde a vitória por 4 décimas sobre o SPD não é suficiente para a CDU formar governo. Com a vitória de Hollande perdeu o principal aliado da sua estratégia, enquanto os gregos votaram com «fúria» contra a violenta austeridade, a intervenção externa e o governo imposto pela troika, independentemente das consequências em relação à permanência no Euro. São sinais de aviso importantes. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Apr 2012 21:25:22 GMT</pubDate>
  <title>Esquerda? Qual esquerda?</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;div id=&quot;id_4f8f30ec8d73d4391666069&quot; class=&quot;text_exposed_root text_exposed&quot;&gt;A proximidade, a cumplicidade e o conluio do PCP e do BE com a maioria neoliberal que nos governa é pornográfica. Estão sempre de mãos dadas quanto ao que é essencial. Juntos derrubaram o anterior governo; juntos aprovaram a revogação da legislação que regulava a avaliação dos professores; juntos aprovaram uma lei, declarada inconstitucional, que invertia o ónus da prova e a presunção de inocênci&lt;span class=&quot;text_exposed_hide&quot;&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;a; juntos votaram contra o projecto de Resolução do PS para a criação de um adenda complementar ao tratado orçamental que aposte no crescimento e no emprego. Hoje, leio nos jornais: maioria de Direita, PCP, BE e PEV prometem não deixar cair o diploma rejeitado pelo Tribunal Constitucional. Estão bem uns para os outros. O PCP e o BE têm um inimigo principal – o PS – e uns aliados tácticos contra o inimigo principal – o CDS e o PSD. Não vamos longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:27:44 GMT</pubDate>
  <title>PRESIDENCIAIS FRANCESAS.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;PRESIDENCIAIS FRANCESAS | As últimas sondagens, a 4 dias da&lt;br /&gt;primeira volta, colocam à frente François Hollande,&lt;br /&gt;com 29% de intenções de voto, seguido por Sarkozy, 24%, Marine Le Pen, 17% e Jean-Luc&lt;br /&gt;Mélenchon com 15%. Para a segunda volta, quinze&lt;br /&gt;dias depois, a mesma sondagem prevê uma vitória clara do socialista, com 58%&lt;br /&gt;contra 42% de Sarkozy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:26:33 GMT</pubDate>
  <title>Interrogações.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt; A nacionalização pelo governo argentino da Repsol Argentina é um acto isolado ou é o pontapé de saída para  uma inversão da «nova ordem económica mundial»?&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 17 Apr 2012 20:32:44 GMT</pubDate>
  <title>Custe o que custar não está a dar.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;Os jornais publicaram um relatório do FMI, e sintetizam: «Estudos do FMI mostram que, no actual contexto, o ajustamento orçamental pode ter um impacto negativo nas economias. Instituição pede política de redução do défice menos agressiva.» Até o FMI - um dos nossos credores - não acredita na conversa dos bons alunos do «colégio alemão». Os países na miséria não pagam dividas, diz o FMI, e : «não devem reduzir o défice a todo o custo, sob pena de enfraquecer ainda mais a actividade económica e, inclusive, exacerbar os receios dos mercados face às perspectivas de crescimento.»  Ao contrário do que os catequistas da luterana Merkel pastoreiam por cá.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 17 Apr 2012 10:49:54 GMT</pubDate>
  <title>A miséria instalada.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;Os dados do final de Março compilados pelo Centro&lt;br /&gt;Nacional de Pensões e pelo Ministério da Segurança Social, segundo notícia do&lt;br /&gt;i, indicam que 1 milhão e&lt;br /&gt;400 mil (o que corresponde a 85%) pensionistas da Segurança Social, no final de&lt;br /&gt;2011, recebiam menos de 500 euros por mês. No final de 2010, estes pensionistas&lt;br /&gt;correspondiam a 79%. Se a este quadro adicionarmos os significativos aumentos&lt;br /&gt;da electricidade e do gaz, todos as alterações na Saúde e a subida do IVA, para&lt;br /&gt;não ir mais longe, temos a noção da miséria em que vive este milhão e meio de&lt;br /&gt;portugueses. Foi você que disse que os portugueses viviam acima das suas&lt;br /&gt;possibilidades?&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 16 Apr 2012 17:25:31 GMT</pubDate>
  <title>Maternidade Alfredo da Costa.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1312209.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Um dos fundamentos avançados&lt;br /&gt;pelo ministro da Saúde para o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa foi&lt;br /&gt;a diminuição do número de partos, nos últimos anos, naquela unidade hospitalar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enganou-se nos números&lt;/strong&gt;. O número de&lt;br /&gt;partos tem aumentado. Não dei conta de que o ministro tivesse explicado publicamente&lt;br /&gt;o erro e tirado daí consequências. Foi você que pediu um governo transparente?&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 16 Apr 2012 11:01:16 GMT</pubDate>
  <title>Oposição precisa-se.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;Na última semana de Março soaram as campainhas de alarme aos ouvidos do&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;governo. As consequências da recessão a que as medidas de austeridade nos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;conduzem são incontroláveis. Tornou-se, então, evidente para quem nos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;governa o que já era evidente há muito tempo: as medidas tomadas até aí&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;estavam a provocar resultados opostos aos desejados. E ficou claro que Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;não vai «regressar aos mercados» no dia 23 de Setembro de 2013, como o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ministro das Finanças, Vítor Gaspar, repetidamente afirmara. Vai ter de pedir&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;novo resgate, aliás, já implicitamente previsto pelos burocratas da troika.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce que todas as medidas tomadas e as outras que aí vêm são parte de uma&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;agenda ideológica dos partidos no governo – um ajuste de contas há muitos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;anos adiado e que, agora, sob a custódia dos credores, está a ser executado. Por&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;isso, desde da Semana Santa, o governo iniciou, sem aviso prévio, nem&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;explicações adicionais, um novo ciclo de medidas de austeridade, as quais estão&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;para além do que consta no memorando acordado com a troika para o primeiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;resgate. As novas medidas, anunciadas avulsas, quase uma por dia, parecem&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;resultar de um «concurso de ideias» lançado a todos os ministros. O pontapé de&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;saída foi dado pelo próprio primeiro-ministro ao declarar, ao contrário do que&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sempre tinha dito, que os subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;pensionistas só seriam repostos lá para 2015 e aos bochechos. Posteriormente,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;rectificou o tiro, e acrescentou: «Serão repostos assim que possível», o que&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dilata a suspensão para o fim do prazo do segundo resgate. Depois, pela mão da&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ministra Assunção Cristas apareceu, caído do céu, um novo imposto sobre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a «segurança alimentar» - a recair certamente sobre o consumidor final,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;enquanto em surdina, pela calada da noite, se suspendiam as pensões de&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;reforma antecipadas. O ministro Pedro Mota Soares para além de restringir&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;substancialmente o Rendimento Social de Inserção, congemina a entrega ao&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sector privado de parte da Segurança Social. As vítimas são sempre as mesmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(&lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/opiniao/oposicao-precisa-se#.T4vJLUlm7lo.facebook&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ler mais aqu&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;i).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 12 Apr 2012 22:55:52 GMT</pubDate>
  <title>Desemprego.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/dinheiro/numero-desempregados-inscritos-aumenta-198&quot;&gt;&lt;strong&gt;Flexibilizar a legislação do Trabalho para aumentar o emprego - diziam eles.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 12 Apr 2012 17:50:57 GMT</pubDate>
  <title>Regra de ouro.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1311310.html</link>
  <description>&lt;p&gt;António José Seguro disse, hoje, no Parlamento, que «&lt;strong&gt;estes tratados não respondem verdadeiramente à crise, podem responder aos mercados, mas não respondem aos problemas das pessoas&lt;/strong&gt;». Ora, se isto é verdade, se o secretário-geral do PS tem razão, mal se entende o voto favorável dos socialistas aos tratados europeus em causa, nomeadamente aceitar a transposição da «regra de ouro».&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 11 Apr 2012 14:19:56 GMT</pubDate>
  <title>Oh Isabel, não é necessário exagerar...</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span id=&quot;NewsTitle&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2413351&quot;&gt;Isabel Alçada defende que Parque Escolar foi barato&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 11 Apr 2012 10:01:05 GMT</pubDate>
  <title>Hijo, no te olvides de pagar el peaje antes de salir de Cádiz.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1310773.html</link>
  <description>&lt;p&gt;A propósito da confusão gerada na entrada da A22, em Vila Real de Santo António, na semana santa, as Estradas de Portugal explicam que «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;a forma mais cómoda de realizar o pagamento das portagens é fazê-lo online, logo no país de origem e ainda antes de chegar a Portugal. Essa é a forma que assegura que não haja nem incómodos nem demoras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;». Sugerir aos visitantes estrangeiros que paguem portagens de auto-estrada, online, antes de entrarem em Portugal, como quem reserva um quarto de hotel, demonstra bem como os nossos gestores públicos vivem para dentro, para eles, e não para os consumidores e para os resultados das empresas que gerem.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 10 Apr 2012 21:25:44 GMT</pubDate>
  <title>Vacas encoiradas.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1310510.html</link>
  <description>&lt;p&gt;O Presidente da República disse hoje que nunca mais irá falar sobre a pensão que recebe do Banco de Portugal. Disse ao jornalista que o questionou: «&lt;em&gt;Nunca mais voltarei a pronunciar-me por uma simples razão: aquilo que os senhores têm escrito sobre o assunto não corresponde minimamente à verdade e já desisti de fornecer qualquer outro esclarecimento&lt;/em&gt;». Trata-se de uma frase ensaiada para fugir ao esclarecimento. Ora, se «&lt;em&gt;não corresponde minimamente à verdade»&lt;/em&gt; o que foi noticiado, sobretudo o valor do conjunto das pensões de reforma, do BdP e da CGA, mais se exige que o senhor presidente esclareça de uma vez por todas: 1) Qual a valor das pensões de reforma que recebe? 2) Qual a razão que o fez optar pelas pensões de reforma em vez da remuneração devida ao cargo que ocupa e para o qual foi eleito? 3) Vai receber ou não os subsídios de férias e natal que foram retirados aos demais funcionários públicos e pensionistas? A transparência no exercício dos cargos públicos exige que não hajam vacas encoiradas.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 10 Apr 2012 20:19:51 GMT</pubDate>
  <title>Sem pinga de vergonha!</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1310355.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Como vão longe os tempos em que o CDS-PP, em tom emproado, questionava no Parlamento o ministro socialista Correia de Campos, a propósito do encerramento de blocos de partos nos hospitais de Oliveira de Azeméis, Elvas, Santo Tirso, Barcelos ou de Lamego. E, no calor do debate, desafiou o governo «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;a não fazer política no sector da Saúde a pensar no défice&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;». Agora, no governo, sem pinga de vergonha, prepara-se para fechar a &lt;strong&gt;Maternidade Alfredo da Costa&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 09 Apr 2012 10:03:59 GMT</pubDate>
  <title>Governo quer tapar o sol com a peneira.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1310172.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Nos últimos dias, o governo, cuja agenda ideológica o coloca na trajectória do desastre, parece ter, finalmente, admitido a desgraça que se adivinha no fim do túnel por onde insiste em nos conduzir. E desorientou-se, completamente. Mas, sobretudo, destruiu os frágeis pilares em que assentava o seu discurso político, com a mesma ligeireza e irresponsabilidade com que, antes, os mesmos protagonistas, chegados ao governo, destruíram o discurso com que alimentaram a campanha eleitoral. A narrativa do primeiro-ministro, segundo a qual “regressaremos aos mercados em Setembro de 2013” ou que “não precisamos de mais dinheiro, nem de mais tempo” esboroou-se durante a semana passada. Os indicadores económicos dos primeiros meses deste ano são catastróficos, com a despesa a aumentar em relação a igual período do ano anterior, a receita a diminuir, o desemprego imparável e a economia a definhar. Acresce que o deficit orçamental alcançado o ano passado foi artificial, à custa dos fundos de pensões da Banca. Perante o insucesso do rumo do governo, Pedro Passos Coelho admitiu o óbvio: Portugal necessita de um segundo resgate. Disse-o de forma mitigada e a um jornal alemão. No entanto, entre nós, ainda não admitiu o colapso, nem pediu desculpa aos portugueses. Em vez disso, o governo preferiu meter os pés pelas mãos, dizer e desdizer, como quem administra o engano em pequenas doses. As trocas e baldrocas do ministro das Finanças à volta do período de suspensão dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas são parte dessa dosagem, dessa atracção para esconder o que está à vista. Ninguém tem dúvidas que foi dito e escrito que a suspensão dos subsídios vigorava em 2012 e 2013 - o período de vigência do programa de ajustamento. Agora, veio o primeiro- -ministro anunciar que a suspensão se vai prolongar por 2014 e só em 2015 serão repostos os subsídios, mas apenas gradualmente. O que quer dizer, descodificando a linguagem governativa, que provavelmente nunca mais serão repostos. Vítor Gaspar ainda tentou, no seu tom meloso, iludir a alteração, que já faz parte do reconhecimento da necessidade de um segundo resgate. Mas sem sucesso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(ler mais &lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/opiniao/governo-quer-tapar-sol-peneira&quot;&gt;&lt;strong&gt;AQUI&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 29 Mar 2012 20:21:27 GMT</pubDate>
  <title>Questões de oportunidade.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1309934.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois do sismo que abalou o PS&lt;br /&gt;o ano passado – derrota eleitoral e mudança de liderança – era de esperar que&lt;br /&gt;surgissem as habituais réplicas. Sejamos claros: alguns dos deputados socialistas&lt;br /&gt;que hoje colocam em causa as alterações à legislação laborar, que amanhã vão&lt;br /&gt;ser votadas no Parlamento, votariam a favor, de olhos fechados, caso tivessem&lt;br /&gt;sido propostas pelo anterior governo. Por isso, não é uma questão de princípio.&lt;br /&gt;É uma questão de oportunidade. Também alguns deputados que se opõem a mudanças&lt;br /&gt;estatutárias no PS, propostas pela actual direcção do partido, apenas se&lt;br /&gt;mostram preocupados com a possibilidade de ser António José Seguro a ter uma&lt;br /&gt;palavra decisiva na escolha dos candidatos a deputados nas próximas&lt;br /&gt;legislativas. Por isso, também não é uma questão de princípio. É uma questão de&lt;br /&gt;oportunidade. Provavelmente, outras réplicas virão durante mais algum tempo. A frequência&lt;br /&gt;e a intensidade de novas réplicas dependem da capacidade de reacção de António&lt;br /&gt;José Seguro.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 23 Mar 2012 14:43:44 GMT</pubDate>
  <title>A polícia ajudou...</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/tomasvasques/fotos/?uid=WnfznoPMpJ8V9rI1OwTE&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B820832a4/10633778_Gi1g9.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A greve geral de ontem,&lt;br /&gt;convocada pela CGTP, que mobiliza serviços e empresas públicas,&lt;br /&gt;sobretudo da área dos transportes, ficou aquém das expectativas perante a&lt;br /&gt;situação em que os portugueses vivem. Isto foi evidente nalgumas declarações de&lt;br /&gt;dirigentes da central sindical. A polícia, descontrolada, no Chiado, salvou a&lt;br /&gt;greve e provocou uma séria derrota do governo, tanto a nível nacional, como&lt;br /&gt;internacional.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 21 Mar 2012 10:56:43 GMT</pubDate>
  <title>GREVE.</title>
  <author>Tomás Vasques</author>
  <link>http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1309391.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/tomasvasques/fotos/?uid=1GmgGqgcZc1VHtJhiaH1&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfd06f9b0/10616344_qLofY.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanhã há Greve. Não é greve geral, nem nada que se pareça. É uma greve convocada pela CGTP e vai mobilizar&lt;br /&gt;parte dos trabalhadores do Estado e de empresas públicas, sobretudo na área&lt;br /&gt;dos transportes. A greve nos transportes públicos paralisará, necessariamente,&lt;br /&gt;partes de outros sectores de actividade, provocando uma maior dimensão. Apesar&lt;br /&gt;disso, a greve de amanhã é a resposta possível ao massacre social a que assistimos,&lt;br /&gt;com uma política de austeridade violenta para os mais frágeis e o compadrio e a&lt;br /&gt;reverência com os mais fortes, sejam empresas privadas, como a EDP, sejam os&lt;br /&gt;particulares do &lt;em&gt;jet set&lt;/em&gt; laranja que&lt;br /&gt;auferem remunerações pornográficas, enleando as suas actividades profissionais&lt;br /&gt;entre o Público e o Privado, como Catroga ou Borges. Participei na minha&lt;br /&gt;primeira greve há mais de 40 anos – a 10 e 11 de Novembro de 1969 -, que terminou,&lt;br /&gt;às 4 horas da madrugada do segundo dia, com uma companhia da GNR armada até aos&lt;br /&gt;dentes, com viseiras e espingardas Mauser engatilhadas, chaimites e&lt;br /&gt;cães-polícia, a expulsar os grevistas do seu local de trabalho. Nessa altura a&lt;br /&gt;greve era proibida pela ditadura e os riscos e consequências da participação&lt;br /&gt;numa greve eram enormes: desemprego, prisão e o mais que eles quisessem. Hoje,&lt;br /&gt;participar numa greve contra o actual estado de empobrecimento da maior parte&lt;br /&gt;dos portugueses não é só um direito, é sobretudo um dever.&lt;/p&gt;</description>
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