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||| PCP.

por Tomás Vasques, em 08.10.08

A carta de demissão do PCP, de Henrique de Sousa, antigo membro do comité central e do secretarido, é um dos casos raros, desde há 30 anos, de saídas de militantes e dirigentes comunistas do PCP pela esquerda.

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publicado às 14:04

||| Amigos de Peniche.

por Tomás Vasques, em 01.10.08

||| Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 30.09.08

« Washington e Pyongyang, tanto faz», do Pedro Correia (Corta-fitas).

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publicado às 00:01

||| O socialismo traído.

por Tomás Vasques, em 26.09.08

 

 

 

 

 

O Socialismo Traído, (Edições Avante, Setembro de 2008), da autoria de Roger Keeran e Thomas Kenny, um historiador, outro economista, constitui uma reflexão «interna» (ambos são militantes do partido comunista dos EUA) sobre a derrocada do «socialismo» soviético. Em traço grosso, a «investigação» reafirma os «lugares comuns» entre comunistas ortodoxos: não havia qualquer crise grave na sociedade soviética que justificasse o colapso do regime. Havia necessidade – dizem os autores -de alguns aperfeiçoamentos, mas «tudo» funcionava rumo à «sociedade comunista»: a democracia de tipo novo, a economia planificada, os sindicatos, os sovietes e tudo o mais. E, encurtando razões, apontam dois motivos principais que levaram ao fim a pátria do socialismo: por um lado, a luta entre as duas linhas, a de esquerda e a de direita, no interior do PCUS (Bukhárine e Stáline, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov); por outro, a «segunda economia» – uma «economia de mercado», residual, mas que representava o modo de pensar capitalista. A «direita» dentro do Partido apoiou-se, sempre, nos representantes «do modo de pensar capitalista». Mas, fica claro nesta obra que a «degenerescência» começa após a morte de Estaline. Entre os anos 30 e 50 o crescimento industrial situava acima dos 15%; com Khruchov baixou para os 3 ou 4 %. Aliás, a reflexão aponta o dedo inequívoco a Khruchov como o «pai» da «desconstrução» do socialismo. Cito:

 

 

«Depois de 1953, começou a crescer dentro do socialismo uma nova base económica para as ideias burguesas.»


«Tais elementos que tinham (…) diminuído drasticamente com a colectivização da propriedade sob Iossif Stáline voltaram a aparecer com a chamada liberalização de Nikita Khruchov.»


«A abordagem de Khruchov (…) ia contra o aviso dado por Stáline em 1952 de que “deixar de dar primazia à produção de meios de produção» iria “destruir a possibilidade da expansão contínua da nossa economia”».

 

Khruchov avançou (…) a ideia de que o PCUS deixara de ser apenas a vanguarda do proletariado para se tornar a vanguarda de “todo o povo” e de que a ditadura do proletariado se tornara o “Estado de todo o povo”.


Khruchov fez diversas mudanças no modo de funcionamento do Partido que diluíram o seu papel dirigente.»


Toda a ideia de que a luta de classes terminou num mundo ainda dominado pelo capitalismo e pelo imperialismo, ou no interior de um Estado socialista, é ela própria uma manifestação da luta de classes a um nível ideológico.


«A actividade económica privada (…) emergiu com uma nova vitalidade no tempo de Khruchov, floresceu com Bréjnev e em muito aspectos substituiu a economia socialista primária no tempo de Gorbatchov e de Ieltsin.»

 

Ver isto escrito num livro editado pelos comunistas portugueses, em 2008, é estranho. É a repetição das teses dos comunistas chineses, na luta ideológica que mantiveram com os comunistas soviéticos, há 50 anos. Mao Tsétung, na altura, chamou-lhes revisionistas. Os autores de O Socialismo Traído, também. Com as mesmas palavras e os mesmos argumentos. É à luz da reflexão contida neste livro que devem ser revisitadas as posições de Álvaro Cunhal nos anos 60. O líder dos comunistas portugueses, em defesa de Khruchov, disse e escreveu exactamente o contrário, com a agravante de conhecer as posições dos comunistas chineses.

Afinal, parece que, no plano ideológico, Álvaro Cunhal não acertou uma.

Voltarei ao tema, comparando citações dos comunistas chineses, de Álvaro Cunhal e da obra editada pelo Avante.

 

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publicado às 23:39

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 25.09.08

Com a proposta de revisão do Código do Trabalho, o PS «assume uma posição destacada na galeria dos retrógados e reaccionários de todas as épocas».

In Avante, 25.09.08.

 

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publicado às 08:38

 

 

 

O PCP, todos sabemos, regressou aos «clássicos», o que corresponde a dizer que, depois de dois momentos «defensivos» – o que se seguiu ao 25 de Novembro de 1975 e, depois, à Perestroika e à queda do muro de Berlim – voltou à ditadura do proletariado. A sua posição contra o Código do Trabalho, em discussão na Assembleia da República, é coerente: eles não querem aperfeiçoar o capitalismo; querem a sua destruição e, sobre as suas cinzas, erguer uma «sociedade nova», onde um código do trabalho não faz sentido porque quem trabalha é a classe dominante e só os «reaccionários» e os «agentes do imperialismo» falam sobre os direitos dos trabalhadores. O Bloco de Esquerda não sabe bem o que quer: se aperfeiçoar o capitalismo, se o destruir; se deve participar em «governos burgueses» ou não. A pequena burguesia urbana é assim: hesitante. É, ideologicamente falando, um caldo entre «guevarismo» «chavismo», «trotskismo» e outras coisas no género. Não sabe para onde quer ir. Entretanto, o «instinto de sobrevivência» diz-lhe que o melhor é estar contra tudo o que facilite a sobrevivência do capitalismo. Também é, no fundo, uma posição coerente. O PSD (o CDS não conta para nada) não vota a favor, nem contra a proposta do PS de revisão do Código do Trabalho. É uma posição incoerente, semelhante à posição do PS sobre esta matéria há 5 anos. Contudo, a posição do PSD ajuda o PS: a presente proposta de Código do Trabalho não está feito à medida da «direita»; e tanto assim é que o PSD (e o CDS, também) não a vota favoravelmente. Este não é um argumento formal; é substancial. Se não é um argumento substancial, o PSD está de rastos e a pesca em águas turvas vai, mais cedo ou mais tarde, reduzi-lo à expressão eleitoral do PCP e do BE.

 

 

 

 

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publicado às 22:22

|||Rentrée política.

por Tomás Vasques, em 07.09.08

Terminou hoje a Festa do Avante. No comício de encerramento, Jerónimo de Sousa, disse o que lhe compete dizer: atacou as «políticas de direita» do governo, mas – escrevem os jornais – centrou parte da sua intervenção no aumento da criminalidade violenta, à qual o governo deu uma resposta «fraca». Aliás, Jerónimo de Sousa parece ter moldado esta parte do discurso pelo que, à hora do almoço, ouviu a Manuela Ferreira Leite, no encerramento da Universidade de Verão. A dirigente social-democrata também centrou o seu discurso na «insegurança»: não se sente que os criminosos sejam perseguidos e punidos, disse. O líder comunista copiou a frase ao dizer que se gerou um sentimento de que os criminosos ficam impunes e que o Estado está vulnerável ao crime. Ambos cederam ao efeito fácil: «isto» da segurança deve «render», falemos então no assunto. Para a rentrée se completar falta ainda ouvir as sábias palavras de Francisco Louça. De Paulo Portas já não se espera nada de relevante. No fundo, os discursos de Jerónimo de Sousa e de Manuela Ferreira Leite foram uma prenda de aniversário a José Sócrates.

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publicado às 21:27

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 28.08.08

«Como a História está farta de nos ensinar, o anticomunismo é sempre antidemocrático»

 

Editorial do Avante, 28.08.08

 

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publicado às 23:13

||| As armadilhas da história.

por Tomás Vasques, em 23.08.08

A história política do século XX conheceu momentos grandiloquentes e únicos, onde se travaram combates ideológicos e políticos no terreno, minuto a minuto, como nos dias da revolução francesa. Destaco, entre todos, a revolução de 1917 na Rússia (sem esquecer o ensaio geral em 1905); 1968 na Checoslováquia; e 1974, em Portugal. Cada um desses momentos teve, naturalmente, as suas circunstâncias e os seus protagonistas. Em 1917, na Rússia, os protagonistas foram Kerensky, pelos mencheviques, e Lenine, pelos bolcheviques. Entre Fevereiro e Outubro desse ano, cada minuto contou para o desfecho final. Lenine e os bolcheviques, em Outubro, tomaram o poder e, com essa vitória, iniciaram a «construção do socialismo». A Duma foi substituída pelos Sovietes, e a «democracia burguesa» pela «ditadura do proletariado». Hoje sabemos como essa primeira experiência evoluiu e como acabou, mas aquela meia dúzia de meses, em 1917, marcaram o século XX. Quase 60 anos depois, em Portugal, os bolcheviques, chefiados por Álvaro Cunhal, e os mencheviques, com Mário Soares à cabeça, defrontaram-se quase nos mesmos termos. Desta vez, durante mais de um ano, entre Abril de 1974 e Novembro de 1975 repetiu-se o combate ideológico e político no terreno, minuto a minuto. O cerne da disputa estava no mesmo lugar: «Democracia burguesa» ou «ditadura do proletariado». Álvaro Cunhal não teve a ousadia, nem a facúndia de Lenine nos momentos decisivos. Amedrontou-se e foi derrotado (a entrevista de Cunhal a Oriana Fallaci, vista à distância, é um dos flagrantes testemunhos da falta de visão do líder comunista). Nem Mário Soares se dispôs a fazer o papel de Kerensky. Hoje sabemos como a primeira experiência de «construção do socialismo» debaixo da «ditadura do proletariado» evoluiu e como acabou. Mas, não sabemos, nem nunca saberemos, como toda esta história se desenvolveria na URSS, apesar da Primavera de Praga, caso os bolcheviques, chefiado por Cunhal, tivessem ganho o combate e, Portugal, seguisse a experiência da «construção do socialismo» debaixo da «ditadura do proletariado», entalando a Europa numa tenaz.

 

PS: Esta lenga-lenga (escrita há 8 anos como nota de leitura a um livro sobre a revolção russa) assemelha-se a conversa de arqueólogo, mas não é por acaso que, ainda hoje, mal descobrimos umas pedras romanas as preservamos como património histórico. O património ideológico e político também deve ser preservado para que o futuro não nos reserve surpresas.

 

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publicado às 15:56

||| Coisas simples.

por Tomás Vasques, em 18.08.08

Colocaram-me a seguinte questão:

 

«fico à espera que Tomás Vasques leia ou releia as edificantes páginas que Rui Mateus, no silenciado, esgotado e nunca reeditado livro CONTOS PROÍBIDOS – MEMÓRIAS DE UM PS DESCONHECIDO (edição da Dom Quixote), dedicou às relações do PS com a Roménia de Ceascescu, com o Iraque de Saddam Hussein e com a Coreia do Norte de Kim-Il-Sung e nos venha contar como é que ele faz para não carregar com essa «história» do seu partido

 

Eu conto:

 

É simples: demarco-me de posições, mesmo do PS, quando não estou de acordo.

 

Exemplo:

 

Escrevi, aqui, sobre o «despropositado convite ao Partido Comunista Chinês para se fazer representar no próximo Congresso do PS. As relações do Estado português com o Estado da República Popular da China são normais e desejáveis, mas relações partidárias? Na minha actividade profissional relaciono-me com quem tenho de relacionar-me, mas para jantar em minha casa só convido os meus amigos

 

Como já escrevi sobre muitos outras questões com as quais não estou de acordo.

 

Mas, quem nunca se demarca das posições do seu partido ou de seus destacados militantes, mesmo quando no íntimo não está de acordo, tem de carregar aos ombros tais posições, sejam recentes, ou remotas.

 

Não são acusações, são conivências.

 

Quem não percebe isto, não sabe o que é a liberdade de pensamento e de expressão.

 

Verá sempre bugalhos onde estão alhos. Verá sempre democracias onde estão ditaduras e vice-versa.

 

 PS: Há quem bote faladura, através de comentários, em posts de outros blogues. A isso, e quando a mim se referem, respondo como no anúncio televisivo a uma cerveja: «oh Daniela, agora não dá!»

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publicado às 22:41

||| Primavera de Praga. Soberania Limitada.

por Tomás Vasques, em 17.08.08

Faz por estes dias 40 anos que 200 000 soldados e 5 mil tanques soviéticos, sob a capa do «Pacto de Varsóvia», invadiram a Checoslováquia. O processo de democratização do regime foi interrompido à força. Dubcek, secretário-geral do PC foi levado para Moscovo e destituído das suas funções. Bastaram apenas duas décadas para os ares de mudança de Praga chegarem até Moscovo.

Em Outubro desse ano, o Avante transcrevia uma Declaração dos comunistas portugueses, onde se lia:

 

«O PC Português entende que os marxistas-leninistas não podem contestar em princípio a legitimidade revolucionária de uma intervenção de países socialistas noutros países socialistas a fim de defenderem as conquistas do socialismo, impedirem a contra-revolução, assegurando ao mesmo tempo a defesa do campo socialista no seu conjunto»

 

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publicado às 12:40

 

Béria e Krutchev transportam a urna de Estaline.

 

 

Vítor Dias – tal como os demais comunistas portugueses – tem a ingrata tarefa de transportar, aos ombros, a história oficial do PCP. Isso obriga-o a não ceder um milímetro aos luxos burgueses, como a liberdade de pensamento, por exemplo. Vítor Dias pensa que Álvaro Cunhal, enquanto líder do PCP, nunca cometeu erros (ai o culto da personalidade!), do mesmo modo que endeusou Estaline até 1953 e depois, como se nada fosse com ele, alinhou na denúncia dos crimes do ditador soviético feita por Krutchev, em 1956. E nem pestanejou quando Krutchev, na luta pelo poder, executou Béria da mesma forma que Estaline tinha executado tantos dos seus camaradas. Nem estranhou que quem denunciava os crimes de Estaline tinha escrito, anos antes: «Os trotskistas levantam as suas mãos traidoras contra o camarada Estaline, Estaline a nossa esperança; Estaline o nosso desejo, Estaline: a luz da humanidade avançada e progressista. Estaline a nossa vontade, Estaline: a nossa vitória». Vítor Dias não acredita nas ideias, nos factos, na multiplicidade, na discussão. Acredita apenas, piamente, na «linha justa» do Partido. Vítor Dias vê o mundo através de umas lentes que lhe distorcem o que vê: por exemplo, democracia na Coreia do Norte e fascismo («grau zero da democracia») em Portugal. Por isso, não entendeu a ironia do meu post. Apenas reagiu ao «ataque» ao camarada Cunhal. Vítor Dias é politicamente cego. É como os meus camaradas de partido que não pensam. Conheço alguns que, nos congressos do PS, apoiaram incondicionalmente Mário Soares, Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, António Guterres, Ferro Rodrigues e José Sócrates, sem nunca perceberem as diferenças entre eles; por oportunismo ou por cegueira partidária. Vitor Dias não percebe que o PC da URSS nunca deixou de ser estalinista e que o bem estar dos povos não se alcança com ditaduras, mesmo que sejam do «proletariado».  

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publicado às 18:58

||| Jogos Olímpicos [2].

por Tomás Vasques, em 09.08.08

 

 

Hoje, nas ruas de Pequim, realizou-se a prova de estrada, em ciclismo. Ganhou o espanhol Samuel Sanchez, arrecadando a Espanha a primeira medalha de ouro. Como se pode ver pela foto, a China não «renegou» Mao Zedong, como o PC da URSS «renegou» Estaline. A opção de Álvaro Cunhal pelos soviéticos e os ataques ao PC Chinês, no começo dos anos 60, é mais um dos sucessivos erros de apreciação do endeusado dirigente do PCP. Hoje, passados 40 anos, os comunistas portugueses, habituados a engolir sapos, dão a mão à palmatória, sem o admitirem, e lá vão defendendo o PC Chinês. Afinal, os soviéticos eram mesmo «revisionistas».

 

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publicado às 14:38

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 27.07.08

«Camaradas: a tarefa prioritária e permanente para as forças progressistas, e em primeiro lugar para os comunistas, é fazer frente, em todo o mundo, com firmeza e lucidez, à ameaça que representa para a humanidade a estratégia neo-fascista de um sistema de poder que aspira a militarizar a Terra. O processo de militarização e fascização da sociedade norte-americana prossegue. E essa realidade não pode ser ignorada

 

Intervenção de Miguel Urbano Rodrigues no Fórum Unidade dos Comunistas, em Florianopolis, a 19 de Julho de 2008.  

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publicado às 09:52

||| Ironias.

por Tomás Vasques, em 29.06.08

As duas primeiras notícias do Púbico online, neste momento, são as declarações de Jerónimo de Sousa sobre o projecto do Código do Trabalho, em Portugal, e as declarações de Mugabe sobre a sua vitória «eleitoral», no Zimbabwe. Sabendo que o dirigente comunista é um amigo político – envergonhado, mas amigo – do ditador Mugabe, relacionar as declarações de um e outro confere-lhes um irónico enquadramento.  

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publicado às 00:34



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