Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


||| Livros.

por Tomás Vasques, em 14.01.09

 

 

Vale a pena ler Conta-me histórias (Assírio & Alvim), de Ana Cristina Ferrão: os 30 anos dos Xutos & Pontapés.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 08:31

||| Poesia. Totalitarismo.

por Tomás Vasques, em 06.12.08

 

 

O El País está a publicar, desde 23 de Novembro, uma colecção de poesia dedicada aos grandes poetas de língua espanhola do século XX. Em Maio do próximo ano iria publicar uma colectânea do nicaraguense Carlos Martínez Rivas (1924-1998). Todos os livros desta colecção, dirigida por José Manuel Caballero Bonald, são prefaciados. Para prefaciar a colectânea do poeta nicaraguense, o editor escolheu o escritor Sergio Ramírez (Manágua, 1942). O governo nicaraguense, chefiado por Daniel Ortega, através do Instituto Nicaraguense de Cultura, depositário dos direitos de autor de Carlos Martínez Rivas, vetou o nome do escritor escolhido para parafrasear a obra. Naturalmente, o diário espanhol decidiu não publicar a colectânea de poesia do poeta nicaraguense. Alguns escritores, entre eles Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes, Fernando Savater y Gonzalo Celorio, presentes na Feira do Livro de Guadalajara, assinaram um comunicado de apoio à decisão de El País, onde se lê: «Ningún gobierno puede arrogarse la potestad de vetar o prohibir la palabra de un escritor, y un acto semejante no puede calificarse sino de totalitário».

 

PS: Eles falam em alhos e pensam que lhe respondemos em bugalhos, só porque não entendem o que é a liberdade e a democracia.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:13

|||Livros.

por Tomás Vasques, em 03.12.08

 

 

Amor e Ódio (Quetzal), de Filipe Nunes Vicente.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 23:08

|||Livros.

por Tomás Vasques, em 28.11.08

 

Instruções para salvar o Mundo, de Rosa Montero (Porto Editora) – um romance que se lê numa penada – é, para mim, naturalmente, aquele que melhor retrata o «pensamento» da autora (A louca da Casa está muito próximo). As quase 300 páginas estão condensadas na última frase: «É que a humanidade divide-se entre aqueles que sabem amar e aqueles que não sabem».

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:02

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 15.11.08

 

Histórias possíveis (Editorial Presença), de David Machado, um contador de histórias.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:57

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 06.11.08

 

Gineceu (Papiro Editora), de Cristina Nobre Soares, a partir de segunda-feira nas livrarias.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:06

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 01.11.08

 

Transa Atlântica (Quetzal), de Mónica Marques, em Novembro nas livrarias.

 

«O livro é sobre o amor a uma cidade e uma ficção sobre mulheres de quarenta anos mais ou menos enlouquecidas. É sobre uma mulher que gosta muito do Philip Roth e do Miguel Esteves Cardoso e adora as novelas do Gilberto Braga e caminhar ao lado do Chico Buarque, no calçadão do Leblon. Uma mulher que não troca o Rio de Janeiro e o amor difícil de todos os dias por uma paixão brutal. Mas que fica a pensar nisso. Uma mulher muito parva e muito analisada também. Tanto que chega a dar a volta. Tem muito Freud, tem búzios, tem sexo, tem a dificuldade de escrever sobre isso e ficar sozinha. E voltar a escrever. Até descobrir que não há nada de novo para dizer. Só sentar à frente do computador e deixar o sangue correr. Na America chamam-lhe fist-writing . Mas os americanos inventam muito

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:59

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 21.10.08

 

 

O Lâmpada de Aladino, de Luís Sepúlveda (Porto Editora), é apresentado, dia 23, quinta-feira, por Francisco José Viegas, no El Corte Inglês, às 18.30h. («Ao entardecer cessou o vento arenoso do deserto e o velho Mediterrâneo uniu o seu cheiro salobro ao aroma subtil das magnólias» - Café Miramar, a primeira de várias outras história)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:01

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 18.10.08

 

Publicado em 1965, Obrigado pelo Lume, de Mario Benedetti (Uruguai, 1920) foi agora publicado em português pela Cavalo de Ferro Editores.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 00:36

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 08.10.08

 

A Faca não Corta o Fogo - Súmula & Inédita, novo livro de Herberto Helder, editado pela Assírio & Alvim.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:58

||| O socialismo traído.

por Tomás Vasques, em 26.09.08

 

 

 

 

 

O Socialismo Traído, (Edições Avante, Setembro de 2008), da autoria de Roger Keeran e Thomas Kenny, um historiador, outro economista, constitui uma reflexão «interna» (ambos são militantes do partido comunista dos EUA) sobre a derrocada do «socialismo» soviético. Em traço grosso, a «investigação» reafirma os «lugares comuns» entre comunistas ortodoxos: não havia qualquer crise grave na sociedade soviética que justificasse o colapso do regime. Havia necessidade – dizem os autores -de alguns aperfeiçoamentos, mas «tudo» funcionava rumo à «sociedade comunista»: a democracia de tipo novo, a economia planificada, os sindicatos, os sovietes e tudo o mais. E, encurtando razões, apontam dois motivos principais que levaram ao fim a pátria do socialismo: por um lado, a luta entre as duas linhas, a de esquerda e a de direita, no interior do PCUS (Bukhárine e Stáline, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov); por outro, a «segunda economia» – uma «economia de mercado», residual, mas que representava o modo de pensar capitalista. A «direita» dentro do Partido apoiou-se, sempre, nos representantes «do modo de pensar capitalista». Mas, fica claro nesta obra que a «degenerescência» começa após a morte de Estaline. Entre os anos 30 e 50 o crescimento industrial situava acima dos 15%; com Khruchov baixou para os 3 ou 4 %. Aliás, a reflexão aponta o dedo inequívoco a Khruchov como o «pai» da «desconstrução» do socialismo. Cito:

 

 

«Depois de 1953, começou a crescer dentro do socialismo uma nova base económica para as ideias burguesas.»


«Tais elementos que tinham (…) diminuído drasticamente com a colectivização da propriedade sob Iossif Stáline voltaram a aparecer com a chamada liberalização de Nikita Khruchov.»


«A abordagem de Khruchov (…) ia contra o aviso dado por Stáline em 1952 de que “deixar de dar primazia à produção de meios de produção» iria “destruir a possibilidade da expansão contínua da nossa economia”».

 

Khruchov avançou (…) a ideia de que o PCUS deixara de ser apenas a vanguarda do proletariado para se tornar a vanguarda de “todo o povo” e de que a ditadura do proletariado se tornara o “Estado de todo o povo”.


Khruchov fez diversas mudanças no modo de funcionamento do Partido que diluíram o seu papel dirigente.»


Toda a ideia de que a luta de classes terminou num mundo ainda dominado pelo capitalismo e pelo imperialismo, ou no interior de um Estado socialista, é ela própria uma manifestação da luta de classes a um nível ideológico.


«A actividade económica privada (…) emergiu com uma nova vitalidade no tempo de Khruchov, floresceu com Bréjnev e em muito aspectos substituiu a economia socialista primária no tempo de Gorbatchov e de Ieltsin.»

 

Ver isto escrito num livro editado pelos comunistas portugueses, em 2008, é estranho. É a repetição das teses dos comunistas chineses, na luta ideológica que mantiveram com os comunistas soviéticos, há 50 anos. Mao Tsétung, na altura, chamou-lhes revisionistas. Os autores de O Socialismo Traído, também. Com as mesmas palavras e os mesmos argumentos. É à luz da reflexão contida neste livro que devem ser revisitadas as posições de Álvaro Cunhal nos anos 60. O líder dos comunistas portugueses, em defesa de Khruchov, disse e escreveu exactamente o contrário, com a agravante de conhecer as posições dos comunistas chineses.

Afinal, parece que, no plano ideológico, Álvaro Cunhal não acertou uma.

Voltarei ao tema, comparando citações dos comunistas chineses, de Álvaro Cunhal e da obra editada pelo Avante.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:39

||| Livros. Manuel Alberto Valente.

por Tomás Vasques, em 25.09.08

 

Hoje fui à cidade; à grande cidade que fica no fim da auto-estrada. Fui e regressei que por lá não me quero perder por muito tempo. Fui só ver o embaixador de França, em nome do governo francês, armar Manuel Alberto Valente Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras. Correu tudo bem, se não atendermos ao enérgico protesto de uma amiga belga no momento em que o Manuel, no seu discurso, referindo-se a importantes nomes da cultura francesa, falou em Jaques Brell.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:38

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 24.09.08

 

Infierno verde, da autoria de Luis Eladio Pérez, sete anos sequestrado pelas FARC, narra a experiência do ex-congressista colombiano nos anos de cativeiro, entre 10 de Junho de 2001 até 27 de Fevereiro de 2008.

 

«En la selva uno pierde la ilusión por los días porque todos son exactamente iguales. No existe Navidad ni Año Nuevo. Las horas pasan lentamente, son eternas. De día no vemos el sol, ni la luna por la noche.»

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:30

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 22.09.08

 

É apresentado esta semana o romance Feminino Singular (Porto Editora), de Seveva Casati Modignani, com a presença, em Lisboa e no Porto, da escritora italiana.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:18

||| Decisões editoriais. Há jóias e jóias.

por Tomás Vasques, em 15.09.08

 

 

A Porto Editora anunciou, em comunicado, que recusou editar em Portugal o polémico romance da jornalista Sherry Jones, A Jóia de Medina. A sua publicação, nos Estados Unidos, já tinha sido recusada pela Random House. A obra em causa conta a história – segundo me dizem – de Aisha, uma menina que «casou» com o profeta Maomé aos seis anos de idade. Aos nove anos, o casamento foi consumado sexualmente. Aos 14 anos, Aisha foi acusada de adultério com um jovem da sua idade. A partir daí, o «profeta», seu marido, decretou que as suas mulheres deviam cobrir o rosto e corpo. O livro, a publicar em vários países, vai certamente gerar polémica. E, consequentemente, vendas a rodos. Já é comparado à «crise religiosa» dos Os versículos satânicos, ou aos cartoons Dinamarqueses. Há quem diga que o «Ocidente», mais uma vez, ao não publicar a obra, se verga ao fanatismo muçulmano. A Porto Editora, não obstante o previsível sucesso de vendas em Portugal, no seu comunicado, explica as razões pelas quais se recusa a publicar a obra em Portugal:

 

«Um romance “vulgar, pobremente escrito e pouco convincente nas suas personagens e enredo” são algumas das mais relevantes considerações registadas naquele parecer que levaram o directo da Divisão Editorial Literária de Lisboa a renunciar a publicação de A Jóia de Medina».

 

A decisão da Porto Editora, na pessoa de Manuel Alberto Valente, é naturalmente polémica dado o tema em causa. Contudo (excluído, obviamente, por despropositado, qualquer temor por «represálias» muçulmanas contra a Editora), a ponderação entre qualidade literária versus interesses comerciais ter pendido para a primeira é de louvar, sobretudo num país ávido de dinheiro fácil, e ajusta-se ao perfil do editor Manuel Alberto Valente. É dele a frase: «É preciso publicar o que dá para poder publicar o que não dá». Neste caso, a publicação do que dá parece que ultrapassava os limites. O que não dá que aguarde mais um tempo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:20



Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Links

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES

CONSULTA

LEITURA RECOMENDADA.



Contador

eXTReMe Tracker