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SENTIDO DE OPORTUNIDADE.

por Tomás Vasques, em 09.01.14

Milhares de portugueses andaram a pedir facturas com o nome e o número de contribuinte do primeiro ministro. Agora, têm o resultado: vão sortear carros para quem pediu factura.

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publicado às 23:25

TENG HSIAO-PING NÃO DORME.

por Tomás Vasques, em 09.01.14

O actual governo já vendeu ao Estado chinês parte importante da EDP e da REN. O último conselho de ministro aprovou a venda do maior grupo segurador português, detido pela Caixa Geral de Depósitos, ao Estado chinês. Nós privatizamos, enquanto Pequim nacionaliza as nossas privatizações. E há por aí uns marmanjos da Direita que aplaudem de pé, na primeira fila.  Teng Hsiao-Ping, o antigo secretário-geral do Partido Comunista da China, mesmo enterrado, não dorme.

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publicado às 22:02

Afinal, José Sócrates foi para a Escola naquele dia de Julho de 1966, um sábado., quando Portugal jogou contra a Coreia do Norte. Parece que foi um pantomineiro de um blogue de Direita que lançou a confusão. Hoje no DN, João Céu e Silva, em entrevista a Jorge Patrão, comprova a veracidade das declarações do ex-primeiro-ministro. Ferreira Fernandes dá o remoque, também no DN. O pantomineiro já pediu desculpa?

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publicado às 14:12

DEITAR ACHAS NA FOGUEIRA (3).

por Tomás Vasques, em 08.01.14

Transformar a Igreja de Santa Engrácia, cujas obras duraram 284 anos, em Panteão Nacional foi provavelmente uma decisão de Afonso Costa - também conhecido como o mata-frades -, primeiro-ministro em 1916.

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publicado às 21:58

DEITAR ACHAS NA FOGUEIRA (2).

por Tomás Vasques, em 08.01.14

Dizia a TSF há 14 anos:

 

"A irmã de Amália, Celeste Rodrigues, entende mesmo que a fadista «deveria ficar num sítio onde o povo que a adorou pudesse ir prestar as suas homenagens».

Esta é aliás a principal crítica apontada pela escolha de um local como o Panteão, que no entender da maioria dos muitos fãs e fadistas, «afasta as pessoas que actualmente se dirigem aos Prazeres».

No cemitério muitas são as pessoas que diariamente ali se dirigem e colocam não só flores como objectos de culto (terços, santos), velas, fotografias e até textos soltos.

Uma dessas «peregrinas», Eunice Cardoso, deixa mesmo um desabafo: «No Panteão não vai lá ninguém nem estamos à vontade». Eunice Cardoso é uma das pessoas que «cuida» do espaço onde se encontra o caixão.

Outra «amaliana» considera que a ida para o Panteão «corta a devoção popular» tanto mais que a entrada é paga e só se poderão levar flores.

De facto assim é. Segundo fonte do Panteão, apenas é facilitada a entrada gratuita a quem vai colocar flores ao Presidente Sidónio Pais. «Não é permitida a visita aos restantes túmulos», disse a mesma fonte, que adiantou que, além das flores, «nada mais é possível colocar»."

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publicado às 19:59

DEITAR ACHAS NA FOGUEIRA.

por Tomás Vasques, em 08.01.14

Luís Vaz de Camões, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa não estão no Panteão Nacional. Estão nos Jerónimos.

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publicado às 19:43

JOGOS DE CASINO.

por Tomás Vasques, em 08.01.14

 

 

Os “mercados” estão a aliviar a pressão sobre os juros da dívida soberana portuguesa, tal como acontece nos países da Europa com maiores dificuldades financeiras. A Irlanda, a Itália, a Espanha estão, também, a beneficiar desta tendência geral, tal como a Grécia e a Eslovénia. Neste imenso casino global, em que os Estados soberanos se transformaram em “máquinas de jogo”, onde os “investidores” fazem as suas apostas, como se estivessem numa mesa de roleta ou numa pista de cavalos, só há um perdedor: a imensa maioria da população europeia a quem é sonegado grande parte dos seus rendimentos e lançada na miséria para poder alimentar a ganância dos “mercados”. É este o “maravilhoso” mundo novo dos neoliberais, contra ao qual – dizem-nos – não há alternativa: governos “soberanos” curvados e obedientes aos “senhores do dinheiro”. A lógica dos “mercados”, que tomou conta do discurso oficial dos governos europeus, são a ante-câmara de um novo modelo de campo de concentração, para onde se atiram milhões de pessoas com salários mensais que não dão para pagar um jantar de um ministro ou desempregados a vegetar por aí. Como escreveu Maiakovski:

 

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

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publicado às 16:25

FACILITISMOS ELEITORALISTAS.

por Tomás Vasques, em 06.01.14

Se os restos mortais de Eusébio devem ir ou não para o Panteão Nacional, ao lado de Sidónio Pais e Teófilo Braga ou de Guerra Junqueiro e Almeida Garrett é um assunto que não me suscita nenhuma opinião, nem contra, nem a favor. Mas que seja o PS a exigir um agendamento urgente desta proposta, na Assembleia da República, cheira a um eleitoralismo fácil. Depois da última campanha eleitoral, em que o PSD vendeu bacalhau a pataco, qualquer mudança política passa, obrigatoriamente, pela mudança de estilo e de relação com os cidadãos. É mau sinal o maior partido da oposição cair nestes facilitismos eleitoralistas.

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publicado às 15:46

DESEJO AS MELHORAS DA SENHORA MERKEL!

por Tomás Vasques, em 06.01.14

A senhora Merkel fracturou a bacia quando fazia esqui de fundo, na Suíça, durante as férias de Natal. Mesmo maltratados, muito maltratados, nós, portugueses, somos bem educados (não tem nada a ver com o dar a outra face): desejo as melhoras à senhora Merkel.

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publicado às 14:53

A “MÁ MOEDA” CIRCULA ENTRE SÃO BENTO E BELÉM

por Tomás Vasques, em 06.01.14

 

É pública e notória a obsessão deste Governo, no cumprimento da sua estratégia de empobrecimento dos portugueses e do país, em perseguir particularmente dois grupos de cidadãos: os reformados e os funcionários públicos, como quem noutros tempos perseguia bruxas e hereges. Estes são os principais bodes expiatórios de uma punição religiosamente seguida: diminuir-lhes as reformas e salários, puni-los com impostos extraordinários e outras artimanhas que lhes baixem definitivamente o rendimento familiar ou os lancem para sempre no desemprego e na miséria.

Depois da declaração de inconstitucionalidade da “convergência de pensões” dos sistemas público e privado, tal como foi formulada, o governo apressou-se em apresentar as “medidas alternativas” que repusessem a prevista poupança de 388 milhões de euros. Como não podia deixar de ser, tais medidas vieram recair, outra vez, sobre os reformados, aumentando a incidência do imposto extraordinário sobre as pensões de reforma, agora a partir dos mil euros, e aumentando a contribuição dos funcionários públicos para a ADSE. Estas medidas “alternativas” cheiram a um revanchismo persecutório de que o ainda primeiro-ministro é useiro e vezeiro: só queríamos diminuir as pensões de reformas do sector público, mas como o tribunal Constitucional não permitiu, teremos de reduzir as pensões de todos os reformados, dos sistemas público e privado.  

Esta sanha, esta insensibilidade social revela-se tão evidente que, ao mesmo tempo que essas medidas foram anunciadas, pelo ministro Marques Guedes, numa conferência de imprensa recheada de “recalibragens” e outros eufemismos da nova linguagem do poder, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, informava que a regularização de dívidas fiscais e à segurança social, que decorreu em Novembro e Dezembro de 2013, tinha permitido ao Estado arrecadar mais de mil e duzentos milhões de euros, quando a previsão era de setecentos milhões de euros. O que significou mais de quinhentos milhões de euros do que o objectivo traçado pelo governo. Só este facto era suficiente, mesmo que as suas consequências se reportem à descida do défice ao ano de 2013, para evitar mais esta punição sobre os reformados e os funcionários públicos. Mas, para este governo, o que está em causa não é o cumprimento dos défices, fixados pela troika, mas sobretudo o empobrecimento da maioria dos portugueses para agradar a credores e mercados, de quem se sente mandatário.

Nestas circunstâncias (de termos um governo que afronta, todos os dias, deliberadamente, a maioria dos portugueses), o discurso de Ano Novo do senhor presidente da República roçou o patético, não só porque, ao contrário de todos os seus antecessores, esvazia as funções que a Constituição lhe atribui, ao colocar-se completamente ao serviço das desastrosas políticas do governo, mas também porque a sua voz perdeu toda e qualquer autoridade política que o cargo lhe conferia. É doloroso, para quem acredita na democracia, ouvir o “mais alto magistrado da Nação” cair no ridículo de apelar a “consensos”, que se resumem a atrelar o partido socialista a esta política de terra queimada e ao inevitável “programa cautelar” que se seguirá ao actual resgate. Definitivamente, a “má moeda” circula entre São Bento e Belém, tornando irrelevante o cargo de presidente da República, o que desequilibra os pratos da balança da arquitetura constitucional que enforma a nossa fragilizada Democracia. E vamos caminhar, assim, sem apelo, mas com muitos agravos, pelo menos, até às próximas eleições legislativas.

 

Hoje, no i

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publicado às 10:23

COMÉDIAS.

por Tomás Vasques, em 02.01.14

Ligo a televisão, gesto cada vez mais raro. Apanho uma conferência de imprensa do governo. O Ministro Maduro e o secretário de Estado Lomba já não fazem parte desta comédia. Não sei se por serem barítonos ou tenores, mas foram rejeitados, como o seu chefe o foi por Filipe la Féria. O ministro Marques Guedes, chefia a delegação, ladeado pelos secretários de Estado da Cultura e dos Transportes. A “língua de pau” em que se expressam é ininteligível, completamente. Uma jornalista ainda pergunta: “o que é que quer dizer com “recalibrar”. E o ministro responde: “Reclibrar não é aumentar, senão eu tinha dito aumentar. Recalibrar é dilatar a base de incidência”. Já não há noção do ridículo. Desisti. Desliguei a televisão.

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publicado às 20:12

O INTERESSE NACIONAL TEM DIAS...

por Tomás Vasques, em 02.01.14

 

Muito boa gente submete-se ao discurso oficial*, construído por Passos Coelho e Cavaco Silva, nos últimos 3 anos. O discurso da “situação” assenta em meia dezena de falácias, repetidas até à exaustão, para parecerem verdades: 1) um governo do partido socialista provocou a crise em que vivemos; 2) para sairmos desta crise não há alternativa às medidas tomadas pelo actual governo, em consonância com os nossos “parceiros europeus”; 3) Prosseguir estas medidas (de empobrecimento da maioria dos portugueses) é de interesse “nacional ”; 4) os socialistas deviam compreender esta “realidade”, abandonarem os seus “interesses partidários”, e coligarem-se com o PSD e o CDS, para melhor se cumprir o “interesse nacional”; 5) Só perigosos esquerdistas e radicais, gente do passado, não entende a “bondade” da “solução” de futuro radioso que Passos Coelho e Cavaco Silva nos dão.

 

*Para perceber a falácia do “discurso oficial” releia-se o discurso de tomada de posse, neste segundo mandato, do senhor presidente da República, em que o "interesse nacional", na altura, passava pelo derrube do último governo, e todas as declarações do actual primeiro-ministro durante a campanha eleitoral.

 

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publicado às 15:33

TÃO LONGE E TÃO PERTO.

por Tomás Vasques, em 01.01.14

 

O senhor presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, no ano em que se comemoram 40 anos de Democracia, repetiu um chorrilho de banalidades, bem ao seu estilo e à altura da apagada e vil tristeza que tem marcado os seus mandatos. E quando disse "... a questão é nacional, não é partidária", colocou a cereja em cima daquele bolo. Para quem tem memória, esta foi uma frase muito batida, nos discursos e nas discussões, depois do 28 de Maio de 1926, como fundamento da proibição dos partidos políticos. A história não se repete, nem como farsa, mas neste percurso tão longo, a tantos anos de distância, e tão perto que ainda estamos desse outro tempo.

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publicado às 22:11

CRÓNICA DE UMA TARDE DE CHUVA.

por Tomás Vasques, em 23.10.13


O ex-primeiro-ministro José Sócrates apresentou, hoje, ao fim da tarde, o seu livro "A Confiança no Mundo — Sobre a tortura em democracia", onde estive presente. Foi um acontecimento político a registar, apesar da presença de muitos embaixadores ser um sinal de que foi, também, uma feira de vaidades, o que era inevitável. Mas, ao mesmo tempo, tantos embaixadores presentes (alguns em pé, por falta de lugares), para assistir ao lançamento de um livro não é vulgar. Manuel Alegre, o ex-candidato presidencial do Bloco de Esquerda e do PS, estava na primeira fila, mas não vi António José Seguro, o que não é de estranhar já que estava um temporal medonho. Lula da Silva fez uma intervenção muito boa. Espero que muitos dos militantes socialistas presentes tenham entendido. Se não entenderam, vão na água do banho. Mário Soares, em breves palavras, elogiou o tema do livro e o seu autor e José Sócrates falou sobre o que escreveu, o que ainda não tive tempo de ler. A partir daqui não sei bem o que vai acontecer.

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publicado às 22:59

RAPAZES MODERNAÇOS.

por Tomás Vasques, em 08.10.13

 

Há por aí uns rapazes, armados em modernaços, que gritam, mais coisa, menos coisa: “reformados? Cortem nessa cambada de inúteis que andam a viver à custa do orçamento”; “viúvas? A tomarem chá das cinco e a receberem o dinheirinho ao fim do mês”; “greves? Lá vem essa seita de gente bem remunerada a dar cabo da economia do país. Vejam lá se os desempregados fazem greve?”; Tribunal Constitucional? Bando de socialistas e comunistas que não querem perceber que não há dinheiro para pagar luxos”. Estes rapazes nasceram fora do seu tempo. Se tivessem nascido há 60 ou 70 anos não precisavam de gritar, como gritam. Viviam na paz e no sossego do seu “ambiente natural”.

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publicado às 23:13



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