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|||Parece que a «história» se está a compor…

por Tomás Vasques, em 29.07.09

Por sua conta e risco, para apresentar serviço, ou por sugestão de alguém, eventualmente (o que o próprio nega), Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, amigo de Joana Amaral Dias, a bloquista saneada pelo grupo de Louçã por ter apoiado Mário Soares nas presidenciais, foram tomar uma café, no Jardim da Estrela, e ele, para fazer conversa, apesar da matreirice subjacente, enquanto deitava o açúcar na chávena, disse-lhe: «Joana, tu não queres fazer parte da lista de deputados por Coimbra pelo PS?». Ela, terá interrogado: «Por Coimbra, Paulo?». Ele, então, não hesitou na resposta: «Sabes, convidaram-me para o 3º lugar, mas eu não estou afim. Se eu apresentasse um nome bonito para me substituir, assim como o teu, até o secretário-geral me agradecia e eu podia bater a asa». Ela, também matreira, porque já tem muitos anos disto, viu a «insuficiência» do convite feito pelo amigo, sorveu o último gole de café e, já com um plano alternativo na cabeça, respondeu: «Paulo, desculpa mas eu não estou afim». Mal se tinham despedido, provavelmente à francesa, com três beijos (ou, quem sabe, à «jet set» luso, com um único roçar de face e um som de beijo a acompanhar) já a Joana estava colada ao telemóvel a discar o número mágico, como se lhe tivesse saído o euromilhões: «Está? Xico? É só para te dizer que não sou uma traidora. Fui convidada para a lista de deputados do PS e recusei, mostrando a minha indignação». O Xico nem quis ouvir mais nada. Desembolou, como qualquer puto quando lhe oferecem uma bicicleta. E disparou: José Sócrates usa o Estado para fazer tráfico de influências. Neste seu afã, nem se deu conta que era apenas a Joana que o estava a usar, a ele, o «grande líder» do PSR que engoliu a UDP e a Política XXI. Mas, o caricato desta «história» é que Louçã age sempre assim, às três pancadas, em tudo. Acusa como na Inquisição ou como Trotsky, em 1917: sem fundamento, nem provas. E fica muito feliz com isso. A Joana, apesar da diatribe, ao pé do Xico é uma santinha.

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publicado às 22:34


7 comentários

De jpt a 30.07.2009 às 05:19

Saúdo os comentários abertos (o post? que interessa isto TV? tempos difíceis para a bloga ái)

De Pedro Viseu a 30.07.2009 às 12:38

É uma óbvia interpretação daquilo que de facto aconteceu, sendo certo que tal tentativa caiu como água fresca no plano de Louçã para desacreditar Sócrates.

De Tomás Vasques a 31.07.2009 às 00:03

Pedro: estou na dúvida. Neste caso concreto, parece que o tiro lhe saiu pela culatra. Tem todos os ingredientes para isso, incluindo o silêncio de Joana Amaral Dias. Não é normal deixar uma «bomba», desligar o telemóvel e partir para Espanha.

De jacinto Gameiro a 30.07.2009 às 16:29

O Xico sempre que surge parece que está a dar uma lição de moral a todos nós....A Humanidade teve ao longo da História um Mao, um Staline, mas nós pequena região na Ibéria, com tiques de novo riquismo falidos...temos hoje o Xico...sabe de tudo e fala de tudo....com a mesma ligeireza e certeza....por vezes faz lembrar uma grafonola antiga...a música já está um pouco gasta....levem-no um dia para ministro que o balão esvazia...

De Tomás Vasques a 30.07.2009 às 21:51

Jacinto: o Xico sabe que no dia em que for ministro não esvazia, explode. Por isso, ele mantém o «sonho» de começar a coisa por cima: como primeiro-ministro.

De Torquato a 30.07.2009 às 18:10

Caro Tomás, dei por um pormenor incorrecto: hoje em dia, que eu saiba, não há onde beber café no Jardim da Estrela...

De Tomás Vasques a 30.07.2009 às 21:49

Torquato : acredito. Já lá não passo há muito tempo. Devia ter localizado a «acção» na Praça das Flores ou na esplanada do Príncipe Real. Um abraço.

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