Neste momento, a uma semana das eleições para o Parlamento europeu, seria «normal» o PSD estar claramente à frente dos socialistas nas sondagens. Por três motivos: primeiro, o desgaste pessoal do primeiro-ministro, debaixo de fogo cerrado durante dois anos, desde a «licenciatura» ao «caso Freeporte; segundo, o natural desgaste do Governo que está a pagar os efeitos de uma crise internacional profunda que deteriora todos os indicadores económicos internos, com especial relevo para o aumento do desemprego; terceiro, para a generalidade dos portugueses os resultados destas eleições não são importantes. Tanto se lhes dá que o PS tenha 8 deputados europeus, como o PSD 9 ou vice-versa. E, assim sendo, é altura de expressar nas urnas descontentamentos sem sofrer consequências. Aliás, é isso que acontece, por exemplo, em Espanha e no Reino Unido: aqui ao lado, o PP, na oposição, aparece com 43% nas sondagens, enquanto os socialistas não passam dos 39%; no Reino Unido, os Trabalhistas estão à beira de uma derrota humilhante. As últimas sondagens colocam o partido do primeiro-ministro Gordon Brown em terceiro lugar, com 16% das intenções de voto, atrás dos nacionalistas do Partido para a Independência do Reino Unido, com 19%, e dos Conservadores, com 30%. Entre nós, surpreendentemente, os socialistas aparecem invariavelmente em primeiro lugar nas sondagens. Se, no próximo Domingo, face às circunstâncias, os socialistas confirmarem a vitória eleitoral anunciada nas sondagens, estamos perante uma das maiores derrotas eleitorais do PSD. Não há volta a dar!
SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES
CONSULTA
O amor nos tempos da blogosfera
LEITURA RECOMENDADA.
Alice Campos (a tradução da memória
António Manuel Venda (Floresta do Sul)
António Vilarigues (O Castendo)
António Garcia Barreto (O Voo das Palavras)
Blogue de textos, ideias e imagens
Carla Hilário de Almeida Quevedo (Bomba Inteligente)
Carlos Manuel Castro (Palavra Aberta)
valter hugo mãe (Casa de Osso)
Fernando M. Dinis (Fico até tarde neste mundo)
Francisco José Viegas (A Origem das Espécies)
Jorge Ferreira (Tomar Partido)
José Teófilo Duarte (Blogoperatório)
João Espinho (Praça da República em Beja)
João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
João Melo Alvim (O Homem do leme)
Luís Castro (Cheiro a Pólvora)
Luís Filipe Cristóvão (mil nove sete nove)
Luís Milheiro (Viagens pelo Oeste)
Porfirio Silva (Machina Speculatrix)
Mariana (Ilustração Portuguesa)
Mário Rui (Lisboa como vontade e representação, oh yeah)
Miguel Abrantes (Câmara Corporativa)
O restaurador da Independência
Pleitos, Apostilas e Comentários
Rui Perdigão (Vida das Coisas)
Sofia Loureiro dos Santos (Defender o Quadrado)
Tiago Moreira Ramalho (O Afilhado)
Torquato da Luz (Ofício Diário)
Voando sobre um ninho de dúvidas
Crónicas de um passáro de corda
Fernando Baptista (A Seta e o Alvo)
Sitio com vista sobre a cidade
Paulo Moura (Repórter à solta)
