Manuel Alegre continua em grande forma. Considera que a decisão de impor regras proibindo o uso de mini-saia e de decotes às funcionárias da Loja do Cidadão, em Faro, no atendimento ao público, durante o horário de trabalho «é uma coisa de cariz fascizante, totalitário, contra a liberdade individual». Aliás, Manuel Alegre não reage desta maneira tão «dura» (fascizante e totalitário, assim como se a Mocidade Portuguesa Feminina estivesse de volta ou o Gulag espreitasse numa qualquer rua de Faro) por ser moda ou, simplesmente, para atear a fogueira «anti-fascista». Sempre foi assim: sempre que entrava num avião e se deparava com as hospedeiras fardadas, dizia: quem são os fascistas e totalitários que vos obrigam a usar essa farda execrável que vos limita a liberdade individual. E sempre que entrou num hotel, ao encostar a barriga ao balcão da recepção, dizia a mesma coisa. Ele detesta fardas, normas, bom-senso. E passa-se a mesma coisa quando vai à caça: caçadora que não empunhe a espingarda de mini-saia e decote avantajado não é caçadora, não é nada. No limite, Manuel Alegre está ao lado do «gingão dirigente sindical algarvio já com idade para ter juízo, com a barba por fazer e com o ar de quem tinha ficado sem água em casa, que se manifestou indignadíssimo com as tais recomendações», como escreveu o João Carvalho. Cá por mim, que não sou de intrigas, aconselho Manuel Alegre a fardar-se de candidato à presidência da República.
SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES
CONSULTA
O amor nos tempos da blogosfera
LEITURA RECOMENDADA.
Alice Campos (a tradução da memória
António Manuel Venda (Floresta do Sul)
António Vilarigues (O Castendo)
António Garcia Barreto (O Voo das Palavras)
Blogue de textos, ideias e imagens
Carla Hilário de Almeida Quevedo (Bomba Inteligente)
Carlos Manuel Castro (Palavra Aberta)
valter hugo mãe (Casa de Osso)
Fernando M. Dinis (Fico até tarde neste mundo)
Francisco José Viegas (A Origem das Espécies)
Jorge Ferreira (Tomar Partido)
José Teófilo Duarte (Blogoperatório)
João Espinho (Praça da República em Beja)
João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
João Melo Alvim (O Homem do leme)
Luís Castro (Cheiro a Pólvora)
Luís Filipe Cristóvão (mil nove sete nove)
Luís Milheiro (Viagens pelo Oeste)
Porfirio Silva (Machina Speculatrix)
Mariana (Ilustração Portuguesa)
Mário Rui (Lisboa como vontade e representação, oh yeah)
Miguel Abrantes (Câmara Corporativa)
O restaurador da Independência
Pleitos, Apostilas e Comentários
Rui Perdigão (Vida das Coisas)
Sofia Loureiro dos Santos (Defender o Quadrado)
Tiago Moreira Ramalho (O Afilhado)
Torquato da Luz (Ofício Diário)
Voando sobre um ninho de dúvidas
Crónicas de um passáro de corda
Fernando Baptista (A Seta e o Alvo)
Sitio com vista sobre a cidade
Paulo Moura (Repórter à solta)
