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Novos partidos, velhas receitas.

por Tomás Vasques, em 26.07.07

Hoje, depois dos resultados eleitorais de Lisboa, começa-se a falar na formação de novos partidos. Mas isso já estava escrito nas estrelas. Escrevi, aqui, logo em cima das eleições presidenciais de 2006 «Nos próximos tempos vamos ter um “movimento” alegrista como um balão de ensaio. Se esvaziar, tudo não passou de um sonho escondido atrás da “cidadania”; se encher, então, mandam às urtigas a “cidadania” e lá vem um novo partido.» Ao longo deste ano e meio, por diversas vezes, chamei a atenção para esse fenómeno político. Ainda antes das eleições de Lisboa escrevi: «Um bom resultado eleitoral de Helena Roseta em Lisboa (qualquer coisa entre os 10 e os 15 por cento), depois do resultado de Manuel Alegre nas presidenciais, vai levar à reflexão, por aquelas bandas, sobre as legislativas de 2009. Como nessas eleições os «independentes» ficam de fora, o tal MIC de Manuel Alegre pode, finalmente, encarar a hipótese de se constituir em partido político e concorrer às legislativas.». Aliás, todo o comportamento de Roseta, quer na campanha, quer depois, e sobretudo durante o próximo ano e meio, será pautado por esse objectivo.

Agora, para os «estrategas» do novo partido, existe uma dificuldade: o calendário eleitoral. Em 2009, provavelmente as europeias e as autárquicas serão em Junho e as legislativas em Outubro. Caso assim seja, o alegrismo terá que decidir se vai já como partido às autárquicas e, se aí esvaziar, é quase um nado-morto nas legislativas ou, se quer passar ainda o teste das autárquicas, para tomar o pulso ao eleitorado, fica quase sem tempo para preparar as legislativas. Estes dois próximos anos vão ser muito mais animados, políticamente falando, do que os últimos dez. E, ainda falta falar de Santana Lopes, sobretudo agora que Paulo Portas se «suicidou». Nestas coisas de «meteorologia» não há nada que enganar: venha a tempestade de onde vier, aparece sempre um anti-ciclone ao largo dos Açores. Mas, às vezes...

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