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SETE MIL MILHÕES SÓ DE JUROS.

por Tomás Vasques, em 24.09.13

Os portugueses pagaram à "troika", só em juros, mais de mil milhões de euros, para além de seis mil milhões - também só em juros - a "outros credores". Sabemos o que isto representa em sacrifícios, miséria e outros males para os portugueses. Contudo, há por aí uns fanáticos neoliberais, que mais parecem alemães do que portugueses, que dizem que nós, ingratos portugueses, achamos que os “alemães têm de pagar as nossas dívidas”, quando é exactamente ao contrário: os portugueses, só com pagamento dos juros, alimentam muitas bocas e muitas bolsas por essa Europa do Norte. No fundo, passamos fome para dar de comer aos outros, de acordo com as regras dos “mercados”. Se os alemães, holandeses e finlandeses não compreendem isto, eu posso ser tolerante, admitindo que a sua má relação com o sol os perturbe, mas não queiram que eu faça de parvo.  

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publicado às 22:07

NOIVADOS.

por Tomás Vasques, em 23.09.13

Dizem os jornais que a senhora Merkel anda à procura de um "namorado" que a leve à tomada de posse de um governo maioritário. Só lhe fazia bem (e a toda a Europa) ter de governar em minoria. No entanto, creio que tanto social-democratas, como  Verdes se vão atropelar para lhe comprar o anel de noivado.

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publicado às 22:34

O COLOSSAL EMBUSTE.

por Tomás Vasques, em 23.09.13

Dizia, categórico, como sempre, Pedro Passos Coelho, o nosso inverosímil primeiro-ministro, a 8 de Março do ano passado, a um jornalista sueco: "Já dissemos que vamos voltar aos mercados de dívida em Setembro de 2013 e é o que vai acontecer." Três dias depois, em Washington, o então “homem do leme”, Vítor Gaspar, precisava esse “regresso aos mercados” com maior rigor, escolhendo o equinócio de Outono para concretizar tão almejado objectivo: 23 de Setembro. Hoje, exactamente esse tal 23 de Setembro, todos sabem que o “é o que vai acontecer” não aconteceu, nem tão cedo acontecerá.

O “memorando de ajustamento”, e as suas várias revisões, assumido como o programa do principal partido do governo (que por ironia das teias que Abril teceu se chama “social-democrata”) e, sobretudo, a sua desastrosa execução, neste dois anos e meio, foi um fracasso de proporções assustadoras, cujas consequências a maioria dos portugueses irá pagar durante muitas décadas. Lembremo-nos da garantia dada por este governo de que os sacrifícios, o empobrecimento e a miséria em que a maioria dos portugueses ia cair permitiriam, no próximo ano, um défice orçamental de 2,3% e um desemprego de 12,5%. Hoje, todos sabem que, face ao fiasco que se estende aos olhos de todos, o vice-primeiro-ministro pretende, nas “negociações” com a troika, atingir em 2014 o dobro do défice que nos prometeram, enquanto o desemprego disparou para números dramáticos e a divida continua a crescer.

 

(HOJE, NO I)

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publicado às 12:18

AS ELEIÇÕES ALEMÃS.

por Tomás Vasques, em 22.09.13

 

A senhora Merkel e a CDU, segundo os números avançados até este momento, obtiveram uma vitória expressiva nas eleições alemãs, ficando à beira da maioria absoluta. Levaram atrás de si toda o eleitorado de direita, afastando os Liberais – seu parceiro de coligação – do Parlamento. Os sociais-democratas pagaram, eleitoralmente, mais uma vez, pelo facto de não terem uma solução coerente para a grave crise que a Europa atravessa. Ficam-se nas “águas de bacalhau”, meio cá, meio lá, nem carne, nem peixe. Pensam que perdem eleitorado se forem firmes contra o estado a que isto chegou, vivem de fogachos e deslustram o pensamento e a história da social-democracia europeia. No final, titubeantes, acabam por perder ainda mais. Mas, atenção, a sociedade alemã não virou à direita como a vitória de Merkel aparenta. À esquerda, o SPD (25,5%), o Die Linke (8,4%) e os Verdes (8,3%) roçam, neste momento, o mesmo número de votos e a mesma percentagem da Direita. Só que, como é hábito, não se entendem. O SPD eliminou o Die Linke de qualquer acordo para a formação de governo. Os conservadores europeus têm conduzido a Europa para o abismo, mas a social-democracia europeia tem muitas culpas no cartório.

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publicado às 22:44

ENCONTRO DE BLOGUES.

por Tomás Vasques, em 21.09.13

 

CONVERSAS PELA NOITE DENTRO| Sexta-feira, 27. Casa da Cultura | Setúbal.

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publicado às 13:33

OS COVEIROS.

por Tomás Vasques, em 18.09.13

Vivemos numa Europa dirigida por uma seita de “loucos”, com hospício permanente em Bruxelas, mas com a administração hospitalar em Berlim, onde todos os burocratas andam a fazer de conta que estão a salvar-nos do mal, como se fossem talibãs afegãos. Aplicaram um “programa” ao Chipre, em troca de um resgate, e agora admiram-se que o desemprego, em 2014, venha a atingir os 20%, quando há quatro ou cinco meses previram 16,9%, enquanto a queda do PIB vai rondar os 9% este ano. Num relatório publicado hoje, a Comissão Europeia mostra-se “surpreendida com o rápido aumento do desemprego no país, mas salienta que o programa de Chipre está no caminho certo.” Esta gente não se enxerga, nem se apercebem que são coveiros de gravata a atirar terra para cima de pessoas vivas.

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publicado às 21:26

AUTÁRQUICAS (1)

por Tomás Vasques, em 18.09.13

Esta é a campanha eleitoral autárquica politicamente mais pobre e a mais triste de que me lembro. Não tem nada a ver a com a crise actual. Tem a ver com a degradação da democracia.

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publicado às 15:36

LEVANTAR A PONTA DO VÉU.

por Tomás Vasques, em 18.09.13

Números do INE/Eurostat: nos primeiros 7 meses do ano a balança comercial não se comportou de acordo com as previsões. As exportações não cresceram tanto como o esperado, mas sobretudo as importações não desceram como uma recessão de 2% previa.E porque razão o empobrecimento da maioria dos portugueses não faz baixar as importações? Uma parte importante da explicação pode estar no relatório da Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis, divulgado ontem: Portugal registou a segunda maior subida de venda de carros na zona Euro, no mês de Agosto (13%) e permanece, também, em segundo lugar nas vendas de carros nos oito meses de 2013 (5,8%). As marcas mais vendidas, segundo o relatório, são as mais caras - BMW e Mercedes. Cabe perguntar: será que a poupança das empresas com a baixa de salários, as indemnizações por despedimento, e menos trabalhadores vai directamente para a aquisição de carros de luxo? Se puxarmos pela ponta deste véu, provavelmente, veremos no que se transforma o empobrecimento generalizado dos portugueses para dar “competitividade” às empresas.

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publicado às 09:46

UM DIA A CASA VEM ABAIXO.

por Tomás Vasques, em 17.09.13

Esta história dos contratos swap, celebrados pelas empresas públicas com os bancos, tem muito que se lhe diga e ainda a procissão vai no adro. Mas, há duas ilações evidentes e de leitura imediatas: primeira, a maior parte destes contratos foi celebrada quando os socialistas eram governo. Mas, pelos vistos, quem os assinava, na maior parte dos casos, era gente do PSD, o que dá razão a quem fala no “bloco central de interesses”. Já caíram 3 membros do actual governo e ainda falta cair quem parece tratar os swaps por tu – a ministra das Finanças; segunda, o dinheiro que o governo já entregou aos bancos para pôr termo a alguns destes contratos é, de longe, superior aos 700 milhões que vai cortar aos pensionistas com este novo saque da “convergência dos regimes”, o que significa que parte das pensões dos reformados vai pagar uma parte destes regabofes financeiros. Este caso – o dos contratos swap – é um dos exemplos que mostram bem a origem do empobrecimento da maioria dos portugueses. Não se admirem, pois, se o “pessoal” perceber isto um dia, a casa vier a baixo.

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publicado às 14:49

A "GUERRA DA CONSTITUIÇÃO".

por Tomás Vasques, em 02.09.13

 

Outro tema que nos vai entreter nos próximos tempos é a “guerra da Constituição”, uma versão contemporânea das Guerras do Alecrim e da Manjerona, a conhecida obra de António José da Silva. As frases que por aí circulam, na comunicação social, do tipo “o Tribunal criou um problema para o País, uma vez que bloqueou a reforma do Estado” são todo um programa – o programa que o PSD de Passos Coelho escondeu aos portugueses durante a campanha eleitoral. O deboche argumentativo dos “governamentalistas” é tal que, pelo simples facto do governo ser obrigado a cumprir as leis da República e as decisões judiciais já nos ameaçam, como consequência, com mais aumentos de impostos e com um segundo resgate. E há um bom lote de apaniguados que repete isto até à exaustão, como se uma mentira mil vezes repetida se transformasse em verdade. A “guerra da Constituição” é um subproduto antidemocrático, alimentado por este governo para esconder os desaires das suas políticas. Um país sem lei, sem tribunais, nem “forças de bloqueio” era o que a coligação que nos governa desejava, para poder espalhar a miséria à sua vontade. Já conhecemos um país assim. Acabou em Abril de 1974.

 

(no i)

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publicado às 12:36



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