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Os anúncios - nem os luminosos -  já não dão para pagar facturas: segundo o relatório consolidado da Sonaecom, relativo aos primeiros nove meses do ano, o jornal "Público" registou um prejuízo de 2,7 milhões de euros e os capitais próprios negativos estão avaliados em 936 mil euros. A Administração vai baixar salários: a redução salarial - a segunda num período de dois anos - atingirá, desta vez, salários brutos acima dos 1.600 euros.

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publicado às 16:38

A greve.

por Tomás Vasques, em 28.11.11

A greve dos trabalhadores do Estado e das empresas públicas, convocada pelas duas centrais sindicais – CGTP e UGT, na última quinta-feira e designada impropriamente como «greve geral», suscitou uma discussão interessante. Entre nós, questionou-se o mérito do protesto num momento em que «não há dinheiro» e, por isso – dizem – ainda contribui mais para o agravamento da situação; outros, afirmam com convicção, que a dita greve foi totalmente descabida por pretender o regresso a um «paradigma perdido» – o de vivermos, nas últimas duas ou três décadas, «acima das nossas possibilidades», situação a que é impossível regressar; outros, ainda, mais ameaçadores, dizem que se os portugueses se mantiverem calados e quietinhos seguiremos os passos da Irlanda, mas se insistirem em ir para a rua manifestar o seu descontentamento, então, seguiremos as pisadas da Grécia, ou seja: a recuperação económica sem protestos ou a bancarrota com protestos. Até o El País esteve atento ao assunto: Miguel Ángel Villena coordenou um debate, nas páginas do diário espanhol, para o qual lançou o mote: «A greve geral de ontem, em Portugal, abre o debate, sobre a verdadeira utilidade dos protestos contra governos que não são autónomos». Tudo isto me fez lembrar a frase de Manuela Ferreira Leite, dita há dois anos: «e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia». É exactamente aqui que reside o problema de fundo, neste tempo de incertezas e empobrecimento – a defesa da democracia, como um bem precioso.

 

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publicado às 12:00

Pelos blogues.

por Tomás Vasques, em 28.11.11

Helena Matos apanha bem os tiques de Louçã.

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publicado às 11:15

Divagações de sábado à tarde.

por Tomás Vasques, em 26.11.11

Leio, enquanto espero pelo jogo Benfica-Sporting, como se estivesse em dia de reflexão eleitoral. Leio sempre, para acalmar a inquietação, enquanto espero por alguma coisa. Leio nos aeroportos à espera do avião ou nos comboios à espera da chegada ao destino; leio nas noites de insónia à espera que nasça o sol ou apenas quando espero que não aconteça nada. Leio apenas por ler. Hoje, fui à estante das «naturezas mortas» e escolhi a Frente Popular Antifascista em Portugal – Documentos da História do Movimento Operário Português (1935-1937), editado pela Assírio & Alvim, em 1976. E, a poucas horas do grande jogo, estou a ler o relatório que Dimitrov apresentou, a 2 de Agosto de 1935, no 7º Congresso da Internacional Comunista, onde defende a «unidade de todos os homens honrados» (quem conhece estes temas sabe que se trata de uma «tradução» livre) e textos do «Avante» da época. Tenho a vantagem de saber o que se passou depois: desde a ascensão do fascismo à Guerra; desde o Gulag à queda do Muro de Berlim.  Mas, no entanto, há nesta leitura muita coisa que, se apreendida, por todos, com as devidas diferenças, nos serviria para melhor enfrentar os maus dias que correm e os que estão por vir. Aqui em casa e na Europa. Ocorreu-me dar conta do que estou a ler esta tarde ao ler o José Teófilo Duarte escrever que vai deixar de escrever no Facebook, porque:

 

Ao ver um indivíduo abaixo de qualquer classificação ser eleito primeiro-ministro em Espanha, fico sem jeito. Ao ver o primeiro-ministro de Portugal agendar visitas a Angola, onde a sua empresa tem interesses, fico envergonhado. Ao ler os arrependimentos de um capitão de Abril, fico com náuseas. Ao perceber a quantidade de pulhas opinadores que se têm safado em nome da democracia, e que agora querem, do alto dos seus magníficos honorários, alterar o paradigma, fico com vontade de os esganar. A vergonha está fora de moda.

 

Isso é o que «eles» querem, José Teófilo. Perseguem-nos, como abutres. Querem remeter-nos ao silêncio. E o silêncio, agora, mais do mais do que em qualquer outro momento, é uma trágica cumplicidade. Temos de resistir.  

 

PS – Gostei do artigo de Arturo Pérez-Reverte, sobretudo quando diz de Zapatero:

 

 Ahora, cuando se va usted a hacer puñetas, deja un Estado desmantelado, indigente, y tal vez en manos de la derecha conservadora para un par de legislaturas. Con monseñor Rouco y la España negra de mantilla, peineta y agua bendita, que tanto nos había costado meter a empujones en el convento, retirando las bolitas de naftalina, radiante, mientras se frota las manos.

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publicado às 17:26

Greve Geral – Quem cala, consente.

por Tomás Vasques, em 23.11.11

 

 

No momento que atravessamos, em que quem trabalha é que sofre as graves consequências das crises em que o «sistema» se afunda, a greve geral de amanhã não pode deixar de ser o primeiro sinal de contestação às medidas de empobrecimento geral decretadas pelo Governo. A greve não vai ser geral, mas circunscrita aos trabalhadores dependentes do Estado, provocando algumas perturbações maiores por causa do sector dos transportes. O movimento sindical está acorrentado aos partidos políticos, sobretudo ao PCP, e isto reduz o seu poder de intervenção e a sua capacidade de mobilização. Mas, apesar disso, apesar de todas essas limitações, VIVA A GREVE GERAL.

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publicado às 20:43

Quem nos governa?

por Tomás Vasques, em 21.11.11

Deixemos, por agora, essa Europa, a Comunitária e a Monetária, governada pela Alemanha, e afundada nas suas insuperáveis contradições e incapacidades, a desfazer-se na teia urdida pelos «mercados» à volta das dívidas soberanas, que de Atenas, Dublin e Lisboa se alastra, aos poucos, seguindo os mesmos percursos, a Roma e Madrid e aonde mais se verá. Fixemo-nos, então, dentro de portas, onde um governo eleito há meia dúzia de meses, fazendo tudo ao contrário do que prometeu em campanha eleitoral, segue impávido e sereno, de olhos vendados, o caminho traçado por Berlim – o caminho da desgraça. De pouco vale, neste momento, lembrar os fundamentos que sustentaram, por parte de quem hoje nos governa, o derrube do anterior governo ou mostrar as fotografias do actual primeiro-ministro a vender, em Assunção, no Paraguai, o computador Magalhães a mexicanos, acção semelhante foi ridicularizada há pouco mais de um ano, pela então oposição social-democrata, quando o anterior primeiro-ministro se prestou a esse malabarismo de vendedor ambulante; ou ver Paulo Portas ir a Caracas, na Venezuela, tentar vender em saldo alguns produtos nacionais, sem ter direito a dois dedos de conversa com Hugo Chávez, acção semelhante por parte de Sócrates foi igualmente vilipendiada por quem dizia, na altura, tratar-se de uma humilhação política. Nem sequer vale a pena acrescentar, na mesma linha, a recente ida de Passos Coelho a Angola. E, não estarei longe da verdade, se disser que Paulo Portas já teria ido Tripoli, dar duas palmadinhas nas costas de Kadafi, caso este não tivesse sido barbaramente assassinado. Estes factos ilustram bem o actual estado de coisas em Portugal, mas também numa Europa que, envergonhada, esconde debaixo do tapete a sua arrogância imperialista e anda, por todo o lado, de Brasília a Pequim, de mão estendida, a mendigar uns tostões para o Fundo de Estabilização, como se não tivesse meios de se sustentar.

 

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publicado às 15:51

É a vida!

por Tomás Vasques, em 11.11.11

Está a ficar cada vez mais claro que o adiamento, de Cimeira em Cimeira, das soluções para resolver o problema das dívidas soberanas dos países do Euro é uma estratégia concertada da Direita europeia. Chegaram à conclusão que para a Europa competir e crescer economicamente só era possível se, em cada país, se reduzisse substancialmente os custos do trabalho ( o salário,  os dias de férias, os feriados, as indemnizações por despedimento e por aí fora) e se aumentasse o horário de trabalho. E reduzir o «estado social» ao mínimo dos mínimos, sobretudo na saúde e na educação. Quando estes resultados forem obtidos, sobretudo nos países dos «pretos», Grécia, Portugal, Espanha, Itália e França, por pressão dessa grande invenção dos nossos dias – os «mercados», que na ocorrência substituem a guerra - a Europa estará em condições de concorrer com a China, a Índia, o Brasil, a Rússia ou os Estados Unidos. Nessa altura, quando todas as conquistas dos povos de uma Europa de «outros tempos» forem destruídas, os alemães decidem meter o BCE a imprimir notas. Até lá assistimos à destruição de tudo com o amem da social-democracia europeia. É a vida!

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publicado às 23:47

A Itália a caminho.

por Tomás Vasques, em 09.11.11

 

La prima de riesgo italiana, el diferencial del bono a 10 años con el alemán supera los 565 puntos, muy por encima de la barrera de los 500 que desencadenó la intervención en Portugal. (El Pais)

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publicado às 12:07

Burlas.

por Tomás Vasques, em 07.11.11

É bom alertar para estes ataques aos direito do consumidor.

Obrigado Luis.

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publicado às 21:44

Da Europa dos povos à Europa da Alemanha.

por Tomás Vasques, em 07.11.11

Na tarde de ontem, domingo, Geórgios Papandreu, líder do PASOK, partido que detém a maioria absoluta no parlamento helénico, chefiava o seu último Conselho de Ministros, segundo noticiavam as agências. Papandreu, neto do primeiro-ministro do governo grego no exílio, Geórgios, em 1944/45, quando a Grécia estava ocupada pelos exército nazi, e filho do primeiro-ministro grego, Andréas, o qual ocupou o cargo depois da ditadura dos militares, durante 11 anos, nos anos 80 e 90, não resistiu a dar um ar da sua graça, na tradição democrática que os pergaminhos familiares lhe exigiam.

A 26 de Outubro, depois da última Cimeira europeia, o ainda primeiro-ministro grego regressou a Atenas, transportando uma mala cheia de humilhações: um perdão de 50% da divida externa; um novo pacote de ajuda financeira de 130 mil milhões de euros e, como contrapartida, um novo e extenso pacote de dolorosas medidas de austeridade. Provavelmente, nos corredores, ainda foi ouvindo os sussurros de Berlusconi ou de Passos Coelho: «nós não somos a Grécia», como se a Grécia fosse uma nódoa de gordura num branco tecido de cetim e nenhum dos 17 países do Euro ou dos 27 da EU tivessem telhados de vidro.

 

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publicado às 18:03

Eleições na Nicarágua.

por Tomás Vasques, em 07.11.11

Os factos narrados por Ana Gomes, no seu blog, indiciam que os Sandinistas, no poder, montaram uma gigantesca fraude nas eleições presidenciais na Nicarágua.

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publicado às 11:28

Cimeiras europeias.

por Tomás Vasques, em 07.11.11

 

 

Não sei bem porquê, mas ao ver este «boneco» lembrei-me da senhora Merkel a convocar o deposto primeiro-ministro grego, Papandreou, para a reunião em Cannes.

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publicado às 10:55

O Pânico grego.

por Tomás Vasques, em 07.11.11

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publicado às 07:06

Blogues.

por Tomás Vasques, em 06.11.11

Este é um dos melhores blogues individuais da blogosfera.

Obrigado José Simões.

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publicado às 22:25

Cavaco, o coveiro desta choldra.

por Tomás Vasques, em 06.11.11

Quando oiço Cavaco Silva dizer, como o disse hoje: «só a união de todos pode atenuar os sacrifícios que se pedem aos portugueses», ou «os próximos tempos podem ser insuportáveis para alguns dos nossos concidadãos», quando antes, para derrubar o anterior governo, disse precisamente o contrário: «há limites para os sacrifícios que se exigem aos portugueses», até me dá arrepios. Salta-me a tampa, literalmente.Cavaco Silva não tem moral para dizer nada sobre sacríficios a pedir aos portugueses. Cavaco Silva é o principal responsável pelo momento que Portugal atravessa. Porque está há mais de 20 no poder. Porque moldou o rumo do país no pós-integração na EU, quando o dinheiro chegava a rodos. Porque deixou atrás de si um rasto de colaboradores a contas com a justiça, com acusações das mais diversas. Porque não faz um único sacrífio pelo país, chegando ao ponto de viajar para o Paraguai com uma comitiva de 23 acompanhantes (Populismo? - uma treta!). Porque nunca se norteia pelo sentido de Estado, nem de interesse nacional, mas por interesses pessoais e comezinhos. Cavaco Silva não é um Presidente da República, é o coveiro-mor desta choldra kafkiana.

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publicado às 20:19

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