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Que falta de memória!

por Tomás Vasques, em 15.09.11

Recordam-se daquele número mediático do primeiro-ministro Passos Coelho, quando era líder da oposição que, indignado, dizia não ter sido informado sobre o conteúdo PEC IV. Depois reconheceu que tinha sido informado por telefone. Mais tarde, ainda, veio a confirmar que tinha estado quase uma hora a falar pessoalmente com o anterior primeiro-ministro sobre o assunto. Que falta de memória! Agora, acordam alterações ao memorando com a troika e não dão cavaco a ninguém. Nem ao Parlamento. É lindo!

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publicado às 21:22

o «novo» PS.

por Tomás Vasques, em 15.09.11

Hoje houve um desentendimento entre Francisco Assis, ex-lider parlamentar do PS e o seu sucessor, Carlos Zorrinho. Este, terá falado, numa intervenção no parlamento, no «novo PS próximo das pessoas». Eu compreendo Assis: o que é que há de novo no PS e o que é que o aproximou mais das pessoas depois de 5 de Junho? Até agora, nada. As palavras não contam e gato escaldado de água fria tem medo. A este propósito, lembro que Vítor Constâncio, que sucedeu a Mário Soares na liderança do PS, também levantou a bandeira de um «novo PS», procurando distanciar-se do passado do partido e de Mário soares que tinha governado com o PSD e o FMI. Todos sabemos como Vítor Constâncio acabou e, hoje, quase ninguém se lembra que ele foi secretário-geral dos socialistas.

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publicado às 21:10

Ideologia e Linguagem.

por Tomás Vasques, em 14.09.11

Com o devido respeito pela fé dos crentes, este texto fez-me lembrar as dissidências entre os grupos maoístas, entre 1967-74 e a sua reunificação – de alguns – entre 1974 e 77. Não só nos conceitos, mas também na linguagem. Todos somos livres. Cada um escolhe a religião que quer.

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publicado às 22:37

O encontro.

por Tomás Vasques, em 13.09.11

Ontem, numa visita do primeiro-ministro a uma escola, em Viseu, aguardava-o à porta Mário Nogueira, o patrão do principal sindicato dos professores.  Dizem que a conversa entre os dois durou 8 minutos e que correu bem, revelando um Passos Coelho solto, desinibido e de resposta pronta ao sindicalista. É bom saber que o nosso primeiro-ministro não foge a um diálogo inesperado, na rua; mas é bom lembrar, também, que o Mário Nogueira que ontem foi ao encontro do primeiro-ministro não é o mesmo que dirigiu as grandes manifestações de professores contra o primeiro governo de José Sócrates. Este Mário Nogueira entende-se melhor com governos de direita. A semana passada, na luta contra a avaliação dos professores atirou a toalha ao chão sem que tivesse obtido grandes ganhos. Disse que estava na altura de «mudar de página». Ontem, na conversa, revelou uma cordialidade inesperada, sem o rancor e a truculência que o caracterizam. Não foi por acaso que o PCP, no Parlamento, ajudou a derrubar o anterior governo, sabendo o que vinha depois. O diálogo cordato de ontem entre o primeiro-ministro e o dirigente sindical fazem parte do mesmo jogo.

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publicado às 08:59

Fogo de artificio (2).

por Tomás Vasques, em 12.09.11

A política do governo pode ser encarada, numa certa óptica, como estando dentro do possível, atendendo à conjunta actual. Assim, em abstracto, contemporizemos. No entanto, no concreto, não pode haver contemplações contra a ligeireza, contra a fraude e o embuste político. Passos Coelho está a ser julgados mais pelo que disse em campanha eleitoral do que pelas medidas que toma. Então, no que diz respeito aos cortes na despesa e nos consumos intermédios do Estado, o desastre é tão grande como no descabelado aumento de impostos para «além do acordo com a troika» e como medida «preventiva». Vejamos: A senhora ministra Assunção Cristas anunciou, com pompa e circunstância mediática, a extinção da Parque Expo. No dia seguinte, fora dos holofotes, nomeou um novo administrador até 2013. O senhor ministro Nuno Crato anunciou o fim das direcções regionais de educação, mas no dia seguinte nomeou novos dirigente para manter as estruturas até ver… No sábado, no Expresso, fontes governamentais ligadas ao senhor ministro Álvero Santos Pereira anunciam a fusão ou extinção de 30 «serviços» ligados à Economia, prometendo fazer desaparecer 500 cargos dirigentes. Mas, no corpo da notícia, que é apresentada como já executada («Governo corta» e não «Governo pretende cortar»), se percebe que se trata de fogo de artificio, e não passa de um «estudo» ainda em curso: «… embora este trabalho esteja por concluir». O que diriam os tagarelas do costume se isto se passasse com o anterior governo? Agora metem a viola no saco, assobiam para o lado e vão tocar para outra freguesia.

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publicado às 13:57

PS - Começar de novo.

por Tomás Vasques, em 12.09.11

Realizou-se no fim-de-semana um congresso extraordinário do Partido Socialista na sequência da derrota eleitoral, a 5 de Junho, e da eleição de um novo secretário-geral. António José Seguro, no discurso de abertura, formulou um conjunto de críticas - contidas, diga-se - à acção do governo, nomeadamente quanto à injustiça e insensibilidade social que resultam do imparável aumento de impostos. A partir daí, o novo líder, num registo suave e numa linguagem próxima do humanismo de inspiração católica, a lembrar António Guterres (que o slogan do congresso - as pessoas estão primeiro - já antevia), explicitou algumas diferenças políticas e ideológicas entre o PS e os partidos da coligação de direita que nos governam. Ao enumerar essas diferenças, uma a uma, deixou adivinhar o que vai ser, em linhas gerais, o rumo político do maior partido da oposição para os próximos 4 anos. Naturalmente, neste momento, não era exigível mais ao novo secretário-geral dos socialistas. O PS vem de uma derrota eleitoral, o que significa que a maioria dos portugueses lhe atribuiu responsabilidades no estado a que Portugal chegou; e é um dos subscritores do memorando de entendimento com a troika, que permitiu a ajuda financeira indispensável, juntamente com os dois partidos do governo. Obviamente, estes dois factos limitaram o discurso político dos socialistas e, sobretudo, do seu secretário- -geral, neste congresso.

 

 

(Ler mais no i)

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publicado às 12:48

Cretinos.

por Tomás Vasques, em 11.09.11

José Medeiros Ferreira tem a certeza, mas eu não tenho.

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publicado às 23:00

11 de Setembro. De 1973 a 2001.

por Tomás Vasques, em 11.09.11

Os dramáticos acontecimentos ocorridos em Nova Iorque, em 2011, fazem também relembrar os trágicos acontecimentos ocorridos em Santiago do Chile, em 1973. Em ambos, o terror atacou a democracia e provocou milhares de mortos.

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publicado às 16:32

Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

José Adelino Maltez é liberal e não é de esquerda, por isso, deve ser dado o devido desconto. Mas agrada-me  esta frase que escreveu a propósito do discurso de António José Seguro, no congresso do PS:

 

«Gostava que Seguro ousasse ser mais republicano, em termos de patriotismo e à António José, mas de Almeida. Adoraria que ele fosse voz tribunícia dos que não têm voz e são impostados à toa. E que não tivesse o reflexo condicionado do conservadorismo do que está, em termos de estadualismo. Deveria voltar ao PS de 1875, com mais Antero e mais Proudhon.  Não disse nada sobre educação, tem que voltar a António Sérgio. E falar mais de Europa política e de futuro e não apenas no Partido da Saudade... Ainda está a tempo, gosta de aprender e é um tipo de princípios. Basta soltar-se do negocismo dos aparelhistas.»

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publicado às 14:59

Fogo de artificio.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Pretender introduzir um limite ao deficit na Constituição é, no mínimo, uma atitude de servilismo. Em primeiro lugar, não resolve nada. Será sempre uma norma imperfeita, sem sanção. O governo em exercício cai «automaticamente» quando for apresentado um relatório de execução orçamental ou a apresentação das contas públicas do ano anterior a demonstrar que o deficit foi ultrapassado? Querem que o mundo financeiro dirija a opção política? Mas, o mais importante, tal normal é uma exigência do patronato e da direita alemã que, com tal exigência, nos atribui um estatuto de menoridade: eles, os do sul, só querem sol, não se sabem governar. Vítor Moreira não perceber esta limitação ao exercício do poder político e ao estatuto de menoridade subjacente parece-me estranho.

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publicado às 14:46

Passos na fotografia.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

«Basta olhar para as fotografias que nos chegaram pela imprensa - elas dizem tudo. Tenho diante de mim a foto de destaque de um quotidiano generalista e popular. Que vejo? Passos Coelho está inclinado para a frente, quase a fazer uma vénia e com as mãos juntas como numa prece. Olha amedrontadamente para a chanceler, como se estivesse a pedir desculpa por alguma coisa. A chanceler alemã, por seu turno, caminha com desenvoltura, não olha para Passos Coelho, transmitindo uma impressão de enfado e de pressa ou, quando muito, de condescendência em relação à presença do primeiro-ministro.»

 

 

Texto de João Cardoso Rosas, Diário Económico, 09.09.

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publicado às 12:46

Partidarização da Função Pública.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Leio nos jornais (i,08/09) que o governo alterou o novo estatuto do pessoal dirigente da Função Pública no sentido de permitir aos ministros a possibilidade de recusarem dirigentes escolhidos através de concursos públicos. Isto significa uma descarada partidarização de todos os cargos dirigentes da Função Pública e vai em sentido contrário à tendência dos últimos anos. Mais: como em tudo o resto, é o oposto ao que o actual primeiro-ministro disse enquanto líder da oposição.

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publicado às 12:37

Evidências.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

Santana Carrilho, o ex-conselheiro de Passos Coelho para a Educação, em entrevista ao Correio da Manhã, arrasa o primeiro-ministro e o governo. É tudo tão evidente que já não escapa a ninguém. Segue uma pequena amostra da entrevista:

 

- Está satisfeito ou desiludido com a actuação do Governo?

- Profundamente desiludido.

- Porquê?

- Porque me parece evidente que se trata de um Governo genericamente impreparado, designadamente o primeiro-ministro, que revela essa impreparação.

- Além da eventual impreparação, pode haver situações não previstas que alteram as intenções iniciais...

- É evidente que pode pôr em causa, mas também é evidente que, observando aquilo que é feito, vê-se que não há preparação. Veja do ponto de vista económico. O que é que foi dito? Que não iam aumentar impostos. Um político não pode fazer afirmações da maneira assertiva que Pedro Passos Coelho fez sem conhecer a realidade.

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publicado às 12:22

O Congresso.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

 

António José Seguro, o novo secretário-geral do PS, fez ontem à noite um discurso bem estruturado, onde fixa o rumo dos socialistas na sua nova condição de principal partido da oposição. Na sua intervenção sublinhou as grandes diferenças políticas e ideológicas entre os socialistas e a coligação de direita que nos governa, começando a desenhar a alternativa (mais do que a alternativa de poder, a alternativa de políticas). Foi significativa a presença, no dia de abertura do congresso, de Mário Soares. O fundador do PS há 25 anos que não participava nestes encontros. A partir daqui, é preciso fazer o mais difícil: caminhar. Mas como escreveu Guimarães Rosa, o caminho faz caminhando.

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publicado às 10:07

10 anos.

por Tomás Vasques, em 10.09.11

 

O meu amigo Ricardo Paula, em 11 de Setembro de 2001, ao almoço, com uma caneta e um palito molhado no resto do café, desenhou na toalha da mesa do restaurante o que estava a ver na televisão. No fim do almoço, rasguei a toalha e fiquei com o «boneco». 

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publicado às 09:36




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