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Assim não vale.

por Tomás Vasques, em 28.07.11

O PS condena o aumento dos transportes. O BE também deve ter condenado, tal como o PCP. Esta tomada de posição é simpática. Quando se está na oposição é fácil esta generosidade. Mas, ao contrário do PCP e do BE, a eterna oposição, o PS não pode apenas condenar. Tem de explicar como resolvia o «buraco» financeiro das empresas de transporte. Privatiza-se? Sai do orçamento de Estado? Discursos populistas não levam a lado nenhum.

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publicado às 23:49

Grão a grão enche a galinha o papo.

por Tomás Vasques, em 28.07.11

Professores destacados em outros serviços, nomeadamente nas direcções regionais de educação, há mais de 4 anos, vão regressar às escolas. É uma boa notícia. O presidente do sindicato corporativo dos professores, Mário Nogueira, diz que esta medida vai lançar no desemprego os professores que estavam a substituir os destacados. Não sei se o efeito é assim tão directo, mas de qualquer forma os impostos de todos não podem suportar o emprego de lugares dispensáveis pagos pelo Estado.

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publicado às 21:01

Uma boa notícia.

por Tomás Vasques, em 28.07.11

O governo decidiu acabar com a sociedade Frente Tejo SA, empresa de capitais públicos criada há dois anos para requalificar a frente ribeirinha de Lisboa. O ano passado gastou 403 556 euros em remunerações e contribuições sociais, subsídio de almoço, seguro de saúde, despesas com telemóvel, combustíveis e viatura de serviço. Acabe-se rapidamente com o desperdício.

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publicado às 09:47

Pela boca morre o peixe...

por Tomás Vasques, em 27.07.11

Não me pronuncio sobre as escolhas do Governo para a Administração da Caixa Geral de Depósitos. Não me pronunciei no passado, não me pronuncio agora. Talvez mereça reparo o aumento do número de administradores quando se promete uma diminuição dos encargos do Estado e uma diminuição dos quadros dirigentes da Função Pública. Mas fico a pensar no estado em que se encontra a coluna vertebral daqueles que, no passado, vilipendiaram todas as nomeações de anteriores governos e agora se mantêm silenciosos, como se lhes tivessem metido uma pedra de mármore em cima. Como deve ser doloroso o seu sofrimento.

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publicado às 23:14

Problemas de consciência?

por Tomás Vasques, em 27.07.11

Num «frente a frente» na SIC N, Alfredo Barroso e Teresa Caeiro confrontaram-se. A avaliar pelos comentários que li nos blogues , e apesar do episódio entre os dois intervenientes ser menor, insignificante, revela uma fractura «ideológica» importante entre o PSD/CDS-PP e o PS, ao ponto de quem apoia o actual governo, alguns deles avençados, ter visto em Alfredo Barroso o troglodita. Os factos estão no vídeo disponível na Internet: Barroso leu uns pontos de um artigo publicado no Expresso. Teresa Caeiro não gostou do que lá estava escrito e, num primeiro momento, de forma deselegante, tratou o seu interlocutor por senhor Barroso, de forma depreciativa, quando este a tinha antes tratado por doutora Teresa Caeiro. De seguida, disparou ao «senhor Alfredo»: «esse é o lamaçal onde se gosta de mover». Estavam, naturalmente, abertas as hostilidades. Insisto: trata-se de um pormenor insignificante. Mas a forma com este facto foi comentado, em alguns casos com grande agressividade contra Alfredo Barroso, demonstra como os apoiantes deste governo se sentem incomodados e com problemas de consciência ao apoiar agora aquilo que criticaram durante muito tempo. O problema é deles!

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publicado às 18:12

Pois...pois...

por Tomás Vasques, em 25.07.11

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu hoje que «o plano da troika para o sector financeiro não tem sentido e é um confisco para os accionistas actuais dos bancos, é como se estivéssemos a voltar a 1975». Se o plano da troika é assim, como diz Ulrich, para os Bancos, o que dizer de grande parte das medidas que recaem sobre quem vive dos rendimentos do trabalho? Será que os bancos querem mesmo voltar a 1975? Por este caminho já faltou mais.

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publicado às 13:10

Uma morte anunciada.

por Tomás Vasques, em 25.07.11

António José Seguro é o novo secretário-geral do Partido Socialista, depois de uma campanha eleitoral interna praticamente invisível para o exterior do partido. A sua vitória era previsível, já que trabalhou para isso nos últimos seis anos, ao contrário do seu adversário, Francisco Assis, um candidato inverosímil que se concentrou, durante esse tempo, em assumir a cara parlamentar do governo socialista. Com esta eleição, os dois maiores partidos são agora dirigidos pelos responsáveis das juventudes partidárias dos anos 90. Não tem nada de mal, naturalmente. A não ser o facto de, um e outro, terem chegado aqui através de um percurso silencioso feito pela conquista das estruturas partidárias. Nem um nem outro se distinguiram pelas suas qualidades executivas, nem na governação, nem na gestão empresarial. Nem um nem outro se distinguiram por produzirem qualquer pensamento sistematizado, uma ideia inovadora ou uma estratégia política para o futuro. Moldados desde muito jovens na lógica da luta pelo poder que caracteriza os aparelhos partidários, envolveram-se mais na gestão de afectos, na palmadinha nas costas e no telefonema ao camarada, para um, ou ao companheiro, para o outro, em dia de aniversário. O resto foi feito pela habilidade de construir meticulosamente uma imagem politicamente correcta, em função do objectivo a alcançar: ser primeiro-ministro. Atravessamos um tempo em que ninguém espera reconhecimento pelas suas convicções e pelo seu pensamento político; em que ninguém parte a loiça, no interior dos seus partidos, como Mário Soares ou Sá Carneiro fizeram no passado. Agora espera-se. Espera-se pelo momento oportuno, como quem espera que lhe saia o euromilhões. Mas, sejamos claros: se Pedro Passos Coelho é presidente do PSD e primeiro-ministro, António José Seguro está bem como secretário--geral do PS, líder do maior partido da oposição e, quem sabe, futuro primeiro-ministro. O problema não reside aí, no imediato. O problema reside aí, no futuro. Futuro que está ali, ao virar da esquina.

 

(Ler mais no i)

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publicado às 09:52

Citações.

por Tomás Vasques, em 21.07.11

Antes da cimeira franco-alemã, o presidente da Comissão fez uma declaração de existência a todos os títulos interessante. Se Durão consegue dizer alto e bom som, para toda a imprensa europeia, que a situação é "muito grave", então é porque finalmente está assumido que a situação não é só "muito grave", mas sim de catástrofe iminente. Afinal Durão sabe que é "muito grave" há muito tempo - só não o diz porque não pode, ou não deve, ou não tem qualquer poder, etc.


Na véspera, a chanceler Merkel tinha evidenciado o grau de loucura de que está possuída, ao avisar toda a gente de que a cimeira de hoje não iria dar em nada. A incrível declaração sobre a impossibilidade de "avanços espectaculares" na crise do euro e na ajuda à Grécia é um epitáfio. (…)


Se até aqui Durão não tem falado porque não pode, o Presidente da República não tem falado porque não quer. Mas o "mundo" mudou e subitamente o economista-presidente descobriu que havia uma crise europeia e não apenas uma "crise Sócrates". "Espero que tenham soado as campainhas de alerta e que se tomem decisões para pôr fim a uma situação que de alguma forma é de crise", disse Cavaco esta semana, descobrindo a pólvora. Bem-vindo à realidade, professor.  


 Ana Sá Lopes, no i.

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publicado às 09:25

Quem te viu e quem te vê.

por Tomás Vasques, em 20.07.11

Passo os olhos por alguns blogues do costume e apetece-me dizer: «quem te viu e quem te vê».

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publicado às 23:20

Haja decoro!

por Tomás Vasques, em 20.07.11

Todos nos lembramos que Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Faro, foi o grande timoneiro contra a introdução de portagens na via do Infante. Até 5 de Junho. Agora, disse à TSF que compreende o ponto de vista do Governo e que as portagens naquela via que cruza o Algarve são “inevitáveis”. Eu compreendo a introdução de portagens na via do Infante. Quem a utilize que pague. Não compreendo, no entanto, estas cambalhotas que só desprestigiam os políticos que temos.

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publicado às 21:55

E vão duas…

por Tomás Vasques, em 20.07.11

Os caminhos que o governo vai percorrer começam a ser desenhados. Nada que não soubéssemos de antemão, mas não é demais lembrar que, não há muito tempo, os mesmos que agora nos governam, nos diziam haver limites para os sacrifícios dos portugueses e que cortar na despesa do Estado era o único caminho. Depois da primeira medida, o imposto extraordinário sobre os rendimentos do trabalho (de onde excluíram os rendimentos de capital e os lucros das empresas), vem a segunda media, agendada com carácter de urgência para dia 28 de Julho: as alterações ao Código do Trabalho. A visão que norteia esta azáfama governativa é clara: não há crescimento económico porque quem trabalha ganha bem e está muito protegido. Entretanto, continuamos à espera da redução das despesas inúteis do Estado, como era exigido há meses atrás. E, a pior notícia, é que a procissão ainda vai no adro…

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publicado às 20:44

Francisco Sá Carneiro.

por Tomás Vasques, em 18.07.11

 Amanhã estarei no Porto para participar numa tertúlia – debate sob o tema «Sá Carneiro visto pelos outros», que irá ter lugar no Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, pelas 19 horas, organizado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro, a propósito da celebração do aniversário do nascimento de Sá Carneiro. Para conversar sobre o tema estarão presentes no Centro de Congressos alguns representantes de conhecidos blogues de esquerda: Ricardo Santos Pinto (5 Dias), António José Maria Teixeira (Aventar). Bruno Góis (Adeus Lenine), Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos, Metapolítica, Blog De Esquerda, Simplex) e Tomás Vasques (Hoje Há Conquilhas). A moderação estará a cargo de Filipe Caetano (do programa Combate de Blogues, TVI24).

 

 

 

 

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publicado às 14:52

Um desvio colossal.

por Tomás Vasques, em 18.07.11

O ministro das Finanças não explicou cabalmente, titubeando nas respostas, a razão pela qual se excluiu deste esforço nacional os lucros das empresas e os rendimentos de capital, quer seja sobre dividendos, quer seja sobre juros de depósitos, não dividindo assim o mal pelas aldeias e, consequentemente, subcarregando o esforço exigido a quem trabalha. O argumentário de Vítor Gaspar, para além de sonolento, foi frouxo: justificou a decisão com o incentivo a poupança ou por razões técnicas. Ora, se o objectivo fosse o de incentivo à poupança teria decidido, apenas, isentar do imposto extraordinário os juros investidos em poupança. Quantos aos problemas técnicos, como lembrou Marques Mendes, ex-presidente do PSD, em comentário televisivo, no passado, em circunstâncias semelhantes, em 1983, um governo dirigido por Mário Soares, fez incidir o imposto extraordinário sobre as empresas e sobre os rendimentos do capital em mais do dobro do que sobre os rendimentos do trabalho. Há quase 30 anos não se levantaram os problemas técnicos que agora se invocam. A conclusão óbvia sobre a decisão deste governo, quanto à incidência deste imposto recair principalmente sobre os rendimentos do trabalho e isentar do esforço nacional os lucros das empresas e os rendimentos de capital, é a subordinação à sua cartilha ideológica, segundo a qual se atribui aos custos do trabalho e à protecção legal de quem trabalha, consagrado no Código do Trabalho, a fonte de todos os males que impedem o crescimento económico.

 

(Ler mais no i)

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publicado às 09:46

Silêncios.

por Tomás Vasques, em 17.07.11

A blogosfera está à beira do desfalecimento. Sobretudo, à direita. Até há 2 meses atrás era uma vertigem. Língua afiada e faca na liga. Baixaram o rating da República? Faziam logo um choradinho contra o governo. Aumentava o preço dos combustíveis? Lá estava o governo a ser sovado. 39 polícias com baixa médica, numa esquadra, como forma de protesto? Chamava-se de imediato o ministro da Administração Interna ao Parlamento porque não se admitia tal incompetência. Aumento de impostos sobre o rendimento do trabalho? Cambada de energúmenos socialistas que não sabem reduzir o despesismo do Estado. E por aí fora. Agora, paira o silêncio sobre a pradaria. Uns, vão mordendo o pó da estrada, colocando como post uns vídeos de música clássica; outros, viraram a agulha e, finalmente, descobriram a «contaminação» grega; há quem, mais afoito, esboce uns reparos, como conselhos de amigos; finalmente, há os que ainda não conseguiram sair do território em que se especializaram: escrevem sobre a estadia de Sócrates em Paris, sobre a sua saída da câmara da Covilhã e sei lá mais quê. Quando é que os bloggers de direita voltam ao seu espírito critico e acutilante? Depois das férias? Fico à espera.

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publicado às 21:11

Consequências do 5 de Junho?

por Tomás Vasques, em 16.07.11

Enquanto no Ministério da Agricultura se exige que mandem a gravata para o lixo, na Universidade Católica, o conselho académico exige vestuário «digno e conveniente», incitando uma nota do senhor reitor à «fiscalização» - à bufaria? – por parte de todos. Consequências do 5 de Junho?

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publicado às 22:18

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