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Eles são assim.

por Tomás Vasques, em 19.06.11

Francisco Louçã e Luís Fazenda, que são ao mesmo tempo, um e outro, o pai e a mãe do Bloco de Esquerda, desatinaram completamente com a estrondosa derrota eleitoral de 5 de Junho. Luís Fazenda, ressabiado, pergunta quem é Daniel de Oliveira? Francisco Louçã, com medo de fazer de Maria Antonieta do Bloco, ataca vergonhosamente Rui Tavares, um eurodeputado eleito pelo Bloco, só porque este tem opinião. Estão a deixar cair a máscara. A cultura política das seitas de extrema-esquerda que estão na origem do Bloco está a vir ao de cima. Não há nada a fazer.

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publicado às 19:33

Estado de graça ou de desgraça?

por Tomás Vasques, em 17.06.11

A composição do novo governo, que circula na comunicação social, indicia as primeiras dificuldades de Passos Coelho. A estas dificuldades soma-se o caso Fernando Nobre na presidência da Assembleia da República. Não é um bom começo. Parece-me.

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publicado às 18:27

Telegrama.

por Tomás Vasques, em 15.06.11

A Grécia está a ferro e fogo, na rua. Atenas está paralisada. Primeiro-ministro com apoio maioritário no parlamento propôs demitir-se para dar espaço à formação de um governo de salvação nacional. A Europa ignora. A Alemanha está, há um século, sempre na origem das grandes catástrofes europeias. Estamos a avançar perigosamente para o momento em que haverá uma inversão de situações: os mercados vão ter de pagar as dívidas dos Estados. E com juros. Altíssimos. Os povos, as nações e os Estados não acabam. Os «mercados» podem acabar.

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publicado às 21:49

As baronesas do costume.

por Tomás Vasques, em 15.06.11

A questão da impugnação, por parte do PS, dos votos do Rio de Janeiro pode atrasar a tomada de posse do novo governo. Se isso acontecer, nas circunstâncias que conhecemos, o PS inicia da pior maneira este ciclo na oposição. Desprezando a situação do país e os portugueses. Espero que as baronesas do costume não levem a água ao seu moinho.

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publicado às 13:50

Promessas eleitorais.

por Tomás Vasques, em 13.06.11

Miguel Relvas já disse que no próximo governo «não há redução de ministérios». O que significa que não há redução de ministros. O novo governo ainda não tomou posse e já faltou ao cumprimento de uma promessa eleitoral: a de reduzir o governo a 10 Ministérios. Miguel Relvas justifica a decisão porque tal medida exigiria um “processo jurídico longo com a alteração de leis orgânicas”. Há um mês, durante a campanha eleitoral, não sabiam isso? É mau, muito mau. Pelo andar da carruagem isto vai ser assim todos os dias.

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publicado às 19:09

A importância da oposição.

por Tomás Vasques, em 13.06.11

Este hiato até à tomada de posse do novo primeiro-ministro, em que se forja uma coligação de direita e se aguarda com expectativa a apresentação do programa de governo, sobretudo as prometidas medidas que irão "mais além das metas acordadas" com as instituições internacionais, é uma espécie de bonança que antecede a tempestade. Esta chegará, inevitavelmente, nos primeiros dias da tomada de posse do novo governo, ceifando de imediato qualquer estado de graça. No primeiro mês do novo governo, em que as novidades surgirão a uma velocidade estonteante, desde os rostos dos novos membros do governo ao anúncio de duras medidas de austeridade, passando pela discussão do programa do governo e o baile das nomeações, o maior partido da oposição estará a braços com uma campanha interna para a eleição do novo secretário-geral. Esta eleição, disputada entre Francisco Assis e António José Seguro, por falta de comparência de outros nomes, alguns deles desejados, como António Costa, pode parecer coisa de somenos, uma nota de rodapé na avalanche de informação que aí vem. Mas não é bem assim.

 

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publicado às 09:30

Coisas da política «operária».

por Tomás Vasques, em 10.06.11

Luís Fazenda em vez de perguntar: o que fizemos para nos espetarmos desta maneira? Pergunta: quem é o Daniel Oliveira? Começou a caça às bruxas. Vão longe, vão!

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publicado às 00:01

Rancores e pensadores.

por Tomás Vasques, em 09.06.11

Aguardo com curiosidade as próximas intervenções de dois dos mais empenhados pensadores do socialismo democrático, Manuel Maria Carrilho, filósofo, e Henrique Neto, empresário, agora, que desapareceu de cena o alvo dos seus rancores .

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publicado às 23:40

Viva o PCTP/MRPP. Viva. Viva.

por Tomás Vasques, em 09.06.11

Com todo o respeito pelo seu lado profissional, Garcia Pereira está no limite da pornografia política. Tanto se apresenta a todas as eleições como primeiro representante do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, um revolucionário profissional, na linha leninista, como é contratado por Paulo Portas como profissional. Com Garcia Pereira não se sabe bem se é um profissional ao serviço do seu Partido Comunista ou se meteu o seu Partido comunista ao serviço da sua profissão. E depois queixam-se do descrédito da política.

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publicado às 22:50

PS.

por Tomás Vasques, em 09.06.11

 

Com a renúncia de José Sócrates, eleito recentemente (quase) por aclamação e unanimidade, ao cargo de secretário-geral do partido socialista, abriu-se o processo de candidaturas ao lugar vazio. Apresentaram-se à disputa, até ao momento, Francisco Assis e António José Seguro. António Costa, um nome muito solicitado, descartou-se da incumbência. Qualquer dos dois candidatos será um secretário-geral digno nos tempos que correm. Diz o bom senso político que quem for eleito será o líder da oposição durante os próximos 4 anos e só, então, será candidato a primeiro-ministro. É possível, mas as tarefas que o próximo governo tem pela frente e o estado de desagregação em que a Europa se afunda, não aconselha planeamentos a tão longo prazo. Muito boa gente pensa que o PS irá fazer um longa «travessia do deserto», no mínimo de 8 anos. Disseram o mesmo, rigorosamente, em 2002 aquando da vitória eleitoral de Durão Barroso. E, apesar da história nunca se repetir, seja como tragédia, seja como farsa, o próximo secretário-geral do PS tem, desde o primeiro momento, de agir (sobretudo na definição programática e na ligação à sociedade) como se tivesse eleições a curto prazo. Neste processo, não se deve esquecer o seguinte: 1) o PCP, pode fazer o que quiser na rua, mas eleitoralmente é como uma estaca, não sai dali; 2) o BE quanto mais se radicalizar mais se reduz; 3) o PS não se pode confundir com o PSD, sobretudo com o PSD de Passos Coelho. O território ideológico e programático do socialismo democrático e da social-democracia está, por agora, todo livre. Inclino-me, neste momento, a pensar que, dentro destas premissas, desenhadas a traço bem grosso, Francisco Assis representará melhor os interesses mais profundos do PS do que António José Seguro. A ver vamos.

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publicado às 22:31

A liberdade de expressão tem dias…

por Tomás Vasques, em 09.06.11

Todos os que têm memória se recordam do que por aí, à direita, se disse de uma queixa ao ministério público apresentada pelo ainda primeiro-ministro José Sócrates contra um jornalista, alegando ofensas à sua honra. Caiu o Carmo e a Trindade e a liberdade de expressão. Os jornais dão conta, hoje, de que o presidente da república, Cavaco Silva, apresentou queixa contra o director da revista Sábado por ter escrito, em Janeiro: «Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas». Daquelas vozes que, então, vilipendiaram José Sócrates se fez ouvir até ao momento. Afinal de contas, ficamos a saber que, para certas pessoas, a liberdade de expressão tem dias… 

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publicado às 17:57

A princesa do protagonismo.

por Tomás Vasques, em 07.06.11

A ver vamos.

por Tomás Vasques, em 07.06.11

Dentro de poucos dias teremos um novo governo. Do PSD e do CDS-PP. Com apoio maioritário no parlamento. Era inevitável. É a democracia. Os portugueses que votaram evitaram duas situações indesejáveis: uma maioria absoluta de um partido e a necessidade de contar com o PS para constituir uma maioria absoluta. Assim, a clivagem é clara: à direita o que é da direita; à esquerda o que é da esquerda. Ao governo o que é do governo; à oposição o que é da oposição. Enquanto o PS se prepara para assumir o seu novo papel, o novo governo propõe-se cumprir o memorando de entendimento acordado com as instituições internacionais e, segundo o próximo primeiro-ministro, Passos Coelho, «ir mais além das metas acordadas». As medidas que resultam do memorando são genericamente conhecidas, e são bem duras. O «mais além» ainda é uma nebulosa. Aguardemos a sua clarificação. Nos últimos seis anos apurou-se o sentido crítico na sociedade portuguesa. Agora é mais difícil dizer uma coisa na oposição e dizer outra no governo, e vice-versa. Isso dá algumas garantias. A ver vamos.

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publicado às 08:52

A mudança.

por Tomás Vasques, em 06.06.11

O PS perdeu as eleições, o que é normal. Nenhum partido no governo há seis anos podia resistir às consequências para os portugueses da tempestade financeira que assola a Europa, a que acrescem as debilidades do tecido económico nacional e uma resposta tímida, tardia e descontrolada ao controlo Orçamental em 2010. As sucessivas medidas de austeridade, o desemprego crescente e a recessão ditaram a opção maioritária dos eleitores. Agora, cabe ao PS, enquanto principal partido da oposição, fiscalizar a acção do próximo governo, respeitar a assinatura no acordo com a troika e opor-se a todas as medidas que exijam sacrifícios aos portugueses que vão para além do estritamente necessário, nomeadamente defendendo a ossatura constitucional na Saúde, na Educação, na Segurança Social e nos direitos dos trabalhadores por conta de outrem, ao mesmo tempo que se reconcilia com alguns segmentos tradicionais do seu eleitorado que se afastaram nestas eleições.

 

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publicado às 08:16

Dignidade política.

por Tomás Vasques, em 06.06.11

Se Francisco Louçã tivesse metade da dignidade pessoal e política de José Sócrates, perante o fracasso da estratégia do BE e dos resultados eleitorais, no mínimo, teria apresentado a demissão da direcção do BE esta noite. Agarram-se aos cargos que nem lapas e depois dizem que são os outros.

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publicado às 01:09




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