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Desta vez não há sonhos para oferecer.

por Tomás Vasques, em 30.05.11

A presente campanha eleitoral estava viciada à partida. Não admira, pois, a pobreza com que se tem desenrolado, entre jantares de carne assada, feiras, romarias, comícios e o elogio do comezinho e da banalidade. Ao assinarem o memorando proposto pela troika, ao qual, aqui chegados, não podiam escapar, os principais partidos políticos, PS, PSD e CDS-PP, ficaram sem margem de manobra para inventar programas eleitorais ou soluções diferentes daquelas que se comprometeram a executar, arredando qualquer discussão de propostas de caminhos diferentes. O dito memorando é o programa de governo, seja quem for o primeiro-ministro, para os próximos três anos, pelo menos. E como este programa de governo não tem uma única boa notícia para os portugueses (pelo contrário, é um rosário de más notícias), os partidos que o subscreveram optaram por o referir o menos possível, por silenciar as medidas dolorosas que aí se exigem. No imaginário político, sobretudo nos países latinos, as campanhas eleitorais destinam-se a prometer sonhos, a apontar o caminho para o Paraíso na Terra, mesmo que isso só se consiga através de um cartão de crédito. Desta vez não há sonhos para oferecer. Quando muito, se a campanha eleitoral fosse a sério, apenas se poderia debater o alcance dos pesadelos que estão aí, ao virar do 5 de Junho. Mas, o que é natural, ninguém está interessado nisso, a não ser o PCP e o BE, partidos que apostam e acreditam no desmoronamento iminente do "sistema" em que vivemos, quer em Portugal, quer na Europa, e por isso, porque crêem religiosamente que a revolução está na ordem do dia, estimulam o descontentamento que as dificuldades provocam, a fim de apressar o dilúvio. Põem-se de fora de qualquer solução governativa, como se os portugueses apenas lhes interessassem como carne para revolução.

 

(Ler mais, no I)

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publicado às 12:27

Direitos democráticos e provocações.

por Tomás Vasques, em 27.05.11

A convivência democrática tem regras. E deve ser energicamente condenado qualquer manifestação que procure impedir ou perturbar o direito de reunião de um partido político. Ainda mais em campanha eleitoral. Foi o que aconteceu ontem, em Faro, num comício do Partido Socialista. Francisco Louçã, por exemplo, defendeu de imediato que «todos os comícios dos partidos devem ser desenvolvidos em toda a liberdade, sem qualquer intervenção, sem qualquer pressão». Ao contrário, Passos Coelho disse, referindo-se àqueles que procuraram limitar o exercício do direito de reunião: «não é normal que quando as pessoas se manifestam sejam tratadas de forma violenta». Primeiro, não há notícia de que alguém tivesse sido tratado com «violência»; segundo, o líder do PSD tem uma estranha e perigosa concepção do exercício dos direitos democráticos, mostrando a sua simpatia pela provocação feita a uma reunião de um partido em campanha eleitoral 

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publicado às 23:59

Notícias da campanha eleitoral (3).

por Tomás Vasques, em 26.05.11

Notícias da campanha eleitoral (2).

por Tomás Vasques, em 26.05.11

Notícias da campanha eleitoral.

por Tomás Vasques, em 26.05.11

Francisco Louçã anda a vender bacalhau a pataco.

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publicado às 18:09

Perfídias.

por Tomás Vasques, em 25.05.11

Paulo Portas insiste tanto, nestas eleições, que é «candidato a primeiro-ministro» porque nunca esteve antes perante um líder do PSD tão frágil, ao ponto de, no contexto que todos conhecemos, não conseguir descolar de José Sócrates nas sondagens. O líder do CDS-PP deve pensar: nunca mais terei outra oportunidade como esta. Pensa e vai dizendo diariameente.

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publicado às 19:21

 

A escadaria da Universidade de Coimbra, um bem do nosso património histórico, com 800 anos, foi alvo de um acto de selvajaria puro e simples. Esta noite, consta que Jerónimo de Sousa fará um comício sobre aquele crime patrimonial. Se fosse alguém do PS, do PSD ou do CDS a cometer aquela atrocidade, o líder dos comunistas arranjaria os adjectivos adequados à classificação do acto. Como foi gente do seu partido certamente não dirá uma palavra. O mesmo silêncio cúmplice com outras atrocidade no passado.

 

(O Alexandre Pomar informa que a «identificação» histórica da escadaria feita pelo í não é correta. A escadaria é de Cottineli Telmo, anos 40. feita a rectificação não deixa de ser património.

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publicado às 20:44

Baralhar e dar de novo.

por Tomás Vasques, em 24.05.11

A dança das sondagens continua. Hoje, a sondagem da Eurosondagem, para a SIC/RR/Expresso, revela outro «empate técnico», situando o PSD 0,5% acima do PS. E o CDS à beira dos 14%. Afinal, continua tudo preso por arames?

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publicado às 18:31

O efeito dos debates.

por Tomás Vasques, em 24.05.11

Interessante a leitura de Pedro Magalhães sobre «o efeito dos debates». E também o House effects.

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publicado às 16:16

Sondagens.

por Tomás Vasques, em 24.05.11

Na sondagem apresentada hoje, da Intercampus, para o Público e TVI, o PSD está claramente à frente. Não dá para perceber se é efeito do debate, se efeito da sondagem. Aguardemos os próximos capítulos.

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publicado às 01:04

Eleições na Alemanha.

por Tomás Vasques, em 24.05.11

A senhora Merkel tem coleccionado, em eleições «regionais», derrota atrás de derrota eleitoral, nos últimos tempos. Algumas derrotas têm sido históricas. A última foi em Bremen, onde ganhou o SPD e os Verdes ficaram à frente do partido da chanceler alemã. Mas, hoje, na blogosfera passista só se falava da vitória do PP, em Espanha, onde a direita do país vizinho cresceu 1,5% em relação às últimas eleições, em 2007. Conclusão: há uns mais iguais que outros.

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publicado às 00:59

Arqueologia.

por Tomás Vasques, em 23.05.11

Jerónimo de Sousa disse hoje, em Évora, que José Sócrates «traiu os ideais de esquerda». É conversa de treta, como sabemos. O PCP disse o mesmo de Mário Soares e António Guterres. Diz sempre o mesmo do Partido Socialista. Não tem, nunca teve, desde 1975, qualquer assomo de entendimento a nível nacional com o PS (sabemos que em qualquer entendimento ambas as partes têm de ceder) porque pensam que, um dia, o poder lhe cairá nas mãos na sequência do desmoronamento do capitalismo. Ilusões com mais de um século de atraso. E, por isso, para apressar a queda do capitalismo, tudo faz para que a Direita governe. Pensam que assim é mais fácil gerar descontentamentos. Um PCP assim não serve para nada. Nem para os portugueses, nem para a esquerda (mutatis mutandis para o BE).

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publicado às 15:08

O encontro fatal.

por Tomás Vasques, em 23.05.11

Independentemente da sentença judicial, o que já não pode ser apagado: uma trabalhadora não qualificada derrubou definitivamente o poderoso DSK, num quarto de um hotel, entre a sede do FMI e uma reunião com a chanceler alemã, a senhora Merkel, onde iria discutir a reestruturação da dívida grega e, provavelmente, mais medidas de austeridade para gregos e troianos.

 

(Ler mais, no I)

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publicado às 08:49

O pior ainda não chegou.

por Tomás Vasques, em 23.05.11

 

 

Há um ano chegou a primeira tranche da «ajuda financeira externa» (a troika do costume) à Grécia. Seguiu-se a Irlanda e, depois, Portugal. Hoje, já se sabe que a Grécia não tem como cumprir os seus compromissos financeiros e discute-se o grau da inevitável reestruturação da dívida: mais suave ou mais violento. Os investidores, entre os quais muitos bancos europeus, já fazem contas à vida e às «perdas». O primeiro ciclo – a ajuda externa – ainda está em curso, já o segundo ciclo – a reestruturação das dívidas soberanas – se está a iniciar. Tudo está a ser tratado com pinças não vá o diabo tecê-las e eclipsar o sistema bancário. Sem pessimismos: o pior ainda não chegou.

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publicado às 08:00

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