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Telegrama.

por Tomás Vasques, em 06.04.11

A loucura política à direita instalou-se completamente: recusaram o PEC IV, mas estão de acordo com o PEC V, muito mais gravoso para os portugueses, em resultado da situação que criaram.

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publicado às 21:03

Senhor Bagão Félix, tenha calma.

por Tomás Vasques, em 05.04.11

O momento político que se vive é intenso, o que provoca necessariamente uma contenda política acirrada. É normal e faz parte das regras do jogo democrático. No entanto há limites, sobretudo ditados pela educação, a cultura e o bom senso. Bagão Félix, um ex-ministro das finanças incompetente, ávido de protagonismo e sedento de poder, é um dos cromos do regime que mais se comporta como um estivador em fim de dia, à volta de muitas rodadas de cerveja, num bar do cais. O que contrasta com a sua suposta formação cristã, a qual, pelos vistos, só pratica em casa. Na primeira vez que se sentou numa cadeira do Conselho de Estado, o católico, deu-lhe para chamar «mentiroso» a outro conselheiro de estado por dá cá aquela palha. Fica-lhe mal, naturalmente. E das duas, uma: move-se apenas para ser de novo ministro ou tem um ódio visceral ao «socialismo». Talvez tema que o obriguem a abortar ou a casar com o vizinho do lado. Tenha calma. Só aborta ou só se casa com o vizinho do lado se quiser. Não é obrigado.

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publicado às 22:28

Censo e senso.

por Tomás Vasques, em 04.04.11

Já preenchi e enviei o questionário do Censos 2011. Agora, dizem os jornais, o INE vai ter de eliminar duas perguntas. Uma delas, completamente idiota: quem é que eu tinha cá em casa a dormir no dia 21 de Março. Em regra, não protesto com idiotices deste tipo. Respondo à letra. Se, por exemplo, estiver a passear na Praça do Giraldo, em Évora, e alguém me perguntar onde pode apanhar o comboio para Nova Iorque, eu respondo, calmamente: vá em frente e vire na terceira rua à direita. Neste caso, na resposta ao inquérito do INE, quando me surgiu a tal pergunta, eu nem parei para pensar, respondi à letra: a minha prima Hermenegilda, sexo feminino. Quem quer saber quem eu tinha cá em casa a dormir no dia 21 de Março leva com a minha prima Hermenegilda em cima. Não lhe ponho os olhos em cima há mais de um ano, nem sei que tratamento estatístico lhe vão dar, mas há coisas que, em regra, não vale a pena protestar. Tenho sempre a minha prima Hermenegilda pronta para estas situações.

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publicado às 22:28

Citações.

por Tomás Vasques, em 04.04.11

«Isto está mau como era previsto. Hoje os juros estão quase nos 10 por cento. Acho que vem aí um grande sarilho. Deitaram abaixo o Governo, não aprovaram o PEC e agora vão pedir a quem deitaram abaixo para fazer as coisas?»

 

Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

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publicado às 22:11

As moscas, ainda.

por Tomás Vasques, em 04.04.11

Muitas vezes – a maior parte das vezes – é no pormenor que se revela o essencial. O site dos putos do PSD a «denunciar» a actividade do governo de gestão, sobretudo na área das nomeações – a área de interesse daquela organização juvenil, anuncia o que virá aí, caso o PSD ganhe as eleições. A coisa é de tal ordem escabrosa que promete fazer esquecer, num ápice, os piores momentos do governo de José Sócrates, principalmente o primeiro. No afã de encontrarem emprego por via do partido (mal genético dos «jotas» de todos os partidos), misturam deliberadamente e de má fé (se for por ignorância ainda temo mais o que nos pode acontecer) a mobilidade normal de concursos e promoções no quadro da administração pública com uma suposta promoção de boys do PS – ainda por cima vindo dali, do viveiro dos boys do PSD. Depois, mais requintados, omitem a data dos despachos, apresentando a data de publicação em DR como a data de abertura do concurso ou da nomeação. Aparenta um número de «fiscalização democrática», mas a concepção chavista que lhe está subjacente revela apenas a avidez de poder, de cargos e mordomias. E sorrio, com ironia. Sobretudo pelo silêncio de gente sempre pronta a denunciar esta decadência. Nos outros, obviamente.

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publicado às 18:47

Citações.

por Tomás Vasques, em 04.04.11

«Se o PEC IV é uma espécie de receita FMI para evitar o propriamente dito FMI, não tenhamos ilusões: não se pode estar contra a austeridade do PEC IV e defender o recurso ao FMI. Até agora, o FMI nunca emprestou nada sem compromissos violentos de cortes na despesa pública que vão parar, sempre, à maior fatia de gastos do Estado, que é aquela onde é mais fácil cortar: salários, reformas e prestações sociais.»

 

Ana Sá Lopes, jornal i.

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publicado às 11:18

Agenda cultural.

por Tomás Vasques, em 04.04.11

 

Amanhã, 5 de Abril, às 19 horas, inauguração de 2 exposições de obras recentes de Ricardo Paula no Movimento Arte Contemporânea. Parto hoje à meia-noite para o fim, na Rua do Sol ao Rato, 9 c e A tua saia e o azul mais escuro da noite, na Av. Álvares Cabral, 58-60, em Lisboa.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:56

Só mudam as moscas…

por Tomás Vasques, em 03.04.11

Os «jotinhas» do PSD deram o pontapé de saída para a campanha suja em que os seniores sociais-democratas não querem meter a mão. Construíram um site para denunciar «todos os jobs e nomeações, de não licenciados que, a exemplo do primeiro-ministro, vão para funções públicas». Esqueceram-se de explicar, na universidade de verão, aos putos que as funções públicas que o primeiro-ministro exerce resultaram de eleições em que obteve o voto maioritário dos portugueses. O que transparece na nota do site é que estão preocupados com os lugares que ficam disponíveis no pote. O raciocínio desta malta é este: o governo de gestão tem competência para pedir uma ajuda externa no valor de 75 mil milhões de euros, mas não ocupem lugares que lhes estão destinados.  

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publicado às 21:57

Uma entrevista programática.

por Tomás Vasques, em 03.04.11

É notório que Pedro Passos Coelho e o PSD não têm mais do que vagas ideias sobre o que fazer se vierem a ganhar as eleições. O discurso generalista e muitas vezes contraditório do líder do PSD não augura nada de bom. Como escreve, hoje, no Público, Vasco Pulido Valente: «toda a gente esperava que ele tivesse alguma coisa dentro da cabeça e a comunicasse ao país. Não comunicou nada.» Na mesma linha, Diogo Leite Campos, vice-presidente do PSD, em entrevista «programática» ao jornal i, à pergunta Como é que o PSD vai arranjar, até ao final do ano, 5,5 mil milhões de euros se for governo? Responde «Em primeiro lugar, vai governar bem.». Perante o vazio da resposta, a jornalista insiste: Mas isso não são medidas concretas. Resposta: «Nas linhas gerais, apresentadas pelo programa de governo do PSD, há dois pilares fundamentais a curtíssimo prazo: um é a recuperação financeira, outro é a recuperação económica e social.» Aqui a jornalista interroga: Como é que isso se faz? E veio a resposta: «É preciso voltar a criar confiança.». E continua por aí fora. É demasiado desolador para ser verdade, mas é.

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publicado às 16:30

A partidarite como parte do problema.

por Tomás Vasques, em 01.04.11

Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, é um dos rostos da luta contra o pagamento de portagens nas scuts, nomeadamente A22. Ontem, o governo pediu um parecer jurídico para saber se um Governo de gestão tem competências para aplicar a cobrança de portagens nas auto-estradas SCUT que ainda não são pagas, onde se inclui a A22. Como reagiu Macário Correia? Acusando o governo de «calculismo e eleitoralismo». Pela reacção se percebe que o autarca algarvio apenas usa as portagens como arma de arremesso político-partidário e ficou preocupado com esta suspensão de pagamento. Porquê? Não lhe interessa encabeçar a luta contra as portagens no caso de ser um governo do seu partido a tomar a medida. A «partidarite» no desempenho dos cargos públicos é uma parte do problema que nos fez aqui chegar.

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publicado às 17:20

A cultura do deboche.

por Tomás Vasques, em 01.04.11

Arrepio-me com o deboche que há décadas se instalou nas administrações das empresas públicas, e que constitui um problema sério do nosso défice de cultura democrática e de gestão. E do laxismo do Estado, também. A responsabilidade é de todos os partidos, mas sobretudo o PS e do PSD que têm de acariciar insaciáveis clientelas partidárias. Nos anos em que todos nos achávamos ricos (em que, na euforia do dinheiro fácil, como se de ouro do Brasil se tratasse, e não dos nossos impostos, ministros saiam do governo e fundavam Bancos, como o BPN), os mais escandalosos comportamentos pareciam «normais». Mas, agora, que vagueamos como mendigos pelas ruas da amargura, não se pode tolerar este deboche, desde a compra de carros topo de gama para administradores de empresas públicas com muitos milhões de euros de prejuízo ou administradores que por terem frequentado uma faculdade decidiram «auto-licenciar-se» para poderem ganhar por ano o que um trabalhador com o salário mínimo ganha em toda a vida. Enquanto esta cultura do deboche persistir  não há quem nos salve.

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publicado às 15:15

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