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Piadas.

por Tomás Vasques, em 17.04.11

Segundo dizem vozes viperinas, Mário Soares não pára; desta vez mandou Fernando Nobre para o PSD.

 

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publicado às 23:30

Mentiras.

por Tomás Vasques, em 17.04.11

O nível de mentira que empesta o ar começa a tornar-se irrespirável. Fernando Nobre disse, agora, em entrevista televisiva, «Quando Passos Coelho me lança a proposta de encabeçar a lista por Lisboa e que o meu nome seria proposto para a AR, fiquei espantado. Mostrou um arrojo especial e um desafio para mim. Pela primeira vez poderia estar nesse lugar um cidadão livre». Ainda esta tarde, Paula Teixeira da Cruz, e depois Passos Coelho, juraram que tudo se tratava de um «equívoco» e que Nobre nunca exigira ser candidato à presidência da República. Pelos vistos não exigiu, foi-lhe oferecido. (não fazia parte da minha linguagem utilizar o termo mentira para classificar estas situações, mas o termo tem sido tão utilizado em situações idênticas pelos partidários de Passos Coelho que eu fico, agora, diliciado ao utilizá-lo.)

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publicado às 22:56

Segundo o Diário Económico, Pedro Passos Coelho declarou, hoje, que Fernando Nobre não colocou «qualquer condição» para aceitar encabeçar a lista de candidatos a deputados pelo PSD no círculo de Lisboa. Usando uma linguagem que se tornou banal (e que acaba inevitavelmente por se virar contra os seus utilizadores), alguém está a mentir. Tendo em atenção a entrevista ao Expresso do candidato a deputado pelo PSD, alguém mente. Ou mente Passos Coelho ou mente Fernando Nobre. Os próximos dias vão esclarecer esta questão. Depois, o líder do PSD disse que a atitude de Fernando Nobre significa «desapego» do poder. É evidente que é exactamente o contrário. Trata-se de uma fuga para a frente. De olhos fechados. Finalmente, Passos Coelho disse: «Se Fernando Nobre tivesse aceitado um convite do Bloco de Esquerda
ou do PS, que os teve, era uma categoria, mas como foi candidato pelo PSD é uma vergonha». Isto significa que Passos Coelho percebeu bem que Nobre, na sua ânsia de poder e notoriedade, esteve à venda. E ofereceu o preço mais alto: a presidência do Parlamento, preço que nenhum outro partido esteve disponível para cobrir. 

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publicado às 21:37

Citações.

por Tomás Vasques, em 17.04.11

Degenerescências.

por Tomás Vasques, em 16.04.11

 

A democracia portuguesa está a passar um mau momento. Um governo de gestão, que já se disse, antes, não ter competência para autorizar o corte de um povoado de sobreiros, está a negociar, a pedido do presidente da República e do principal partido da oposição, uma intervenção financeira externa de consequências dolorosas para todos os portugueses. Como se isso não bastasse, pela primeira vez, alguém – Fernando Nobre, cabeça de lista pelo PSD em Lisboa – se apresenta às eleições legislativas, não para ser deputado, como já afirmou («não écandidato a deputado, o exclusivo e inequívoco propósito da sua candidatura pelo PSD é presidir ao Parlamento»), mas para ser eleito «directamente» presidente da Assembleia da República, o que é um descaramento a merecer a atenção dos eleitores do distrito de Lisboa. Para ter a noção do desplante, recorde-se que Mário Soares, primeiro-ministro por 3 vezes e presidente da República por 2 vezes, concorreu a deputado europeu tendo, também, por objectivo ser presidente do Parlamento Europeu. Uma vez eleito deputado, fez o que pode, como está na sua natureza política, para ser eleito para o cargo. Não o tendo sido, cumpriu com humildade democrática o mandato de deputado para o qual se tinha candidato. O que se passa com a candidatura de Fernando Nobre é uma degenerescência das regras democráticas.

 

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publicado às 19:51

Com tradução é mais fácil..

por Tomás Vasques, em 14.04.11

O resgate desnecessário.

por Tomás Vasques, em 14.04.11

Um senhor de nome Robert Fishman, professor de sociologia da Universidade de Yale, que certamente nenhum português conhece, escreveu hoje um artigo no New York Times intitulado: «O resgate desnecessário de Portugal». O senhor, que está longe, percebeu o que muitos dos que estão perto teimam, por razões partidárias, em não perceber, a saber:

 

  1. Portugal teve um forte desempenho económico nos anos 1990 e estava a gerir a sua recuperação da recessão global melhor que vários outros países na Europa, mas foi sujeito a uma pressão injusta e arbitrária dos negociadores de obrigações, especuladores e  agencias de 'rating.
  2. Estes agentes dos mercados financeiros conseguiram, por razões míopes ou ideológicas levar à demissão de um governo democraticamente eleito e potencialmente "atar as mãos do que se lhe segue.
  3. Portugal não tinha subjacente uma crise genuína e foi sim sujeito a ondas  sucessivas de ataques por negociadores de obrigações.
  4. Distorcendo as percepções de mercado da estabilidade de Portugal, as agências de 'rating' - cujo papel de favorecimento da crise do 'subprime' nos Estados Unidos foi amplamente documentado - minaram quer a sua recuperação económica, quer a liberdade  política.
  5. Se forem deixadas desreguladas, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos para fazer as suas próprias escolhas sobre impostos e gastos.
  6. A revolução portuguesa de 1974 inaugurou uma onda de democratização que varreu o globo. É bem possível que 2011 marque o início duma onda de usurpação da democracia por mercados desregulados, com a Itália, Espanha e Bélgica como próximas vítimas potenciais.

 

Por cá, o presidente da República, «enxovalhado» na campanha eleitoral pelas suas ligações ao BPN e Pedro Passos Coelho a «precisar» de ser primeiro-ministro, no momento mais delicado, ajudaram a este gigantesco festim dos mercados internacionais. 

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publicado às 00:22

Pois... pois...

por Tomás Vasques, em 12.04.11

Isto é o que, em geral, se chama: não ver um palmo à frente do nariz e, particularmente nestes dias, se chama: estar de cabeça perdida.

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publicado às 16:37

Morder a lingua.

por Tomás Vasques, em 12.04.11

Pedro Passos Coelho está a experimentar sérias dificuldades neste início de campanha eleitoral. Desde logo, as recusas de integrar as listas de deputados por parte de figuras importantes do PSD: Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, António Capucho, pelo menos. Estas recusas têm um significado político. Mas, ainda mais significativo, é o facto dos convidados fazerem questão de revelarem publicamente que foram convidados e não aceitaram. Depois, a entrevista, ontem, à TVI, correu mal: foi obrigado a informar que tinha tido um encontro com o primeiro-ministro sobre o PEC IV, quando antes afirmara insistentemente que tinha sido informado por telefone (este facto é mais importante do que parece, na medida em que foi o argumento, na altura, para a rejeição do pacote de austeridade e a consequente crise política). Aliás, estas trocas e baldrocas são uma constante em Passos Coelho. Todos nos recordamos de uma entrevista ao DN em que defendeu, com unhas e dentes, uma proposta de revisão constitucional que depois foi sendo alterada, por três ou quatro vezes, ao sabor das sondagens (num dia não era necessário «justa causa» para os despedimentos, no dia seguinte já era, o mesmo com o «tendencialmente gratuito» na saúde); ou do aumento do IVA - num dia não, noutro dia sim, no outro, talvez sim, talvez não; ou porque rejeitou o PEC IV: num dia era porque aumentava os impostos, no outro dia era porque as medidas eram insuficientes. As sondagens vão dando conta deste desatino. Aquele pessoal que chama «mentiroso» a José Sócrates por dá cá aquela palha deve estar com a língua em sangue. Depois, escolheu Fernando Nobre para cabeça de lista por Lisboa e «ofereceu-lhe» um cargo que resulta de eleição na Assembleia da República. Um desastre. Até no interior do PSD (ver por todos Morais Sarmento) dizem que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento. De uma coisa estou certo: quanto mais Passos Coelho fala mais se evidencia a sua falta de preparação para o assumir o cargo de primeiro-ministro. E tudo isto em poucos dias.

 

Adenda: a sangria não pára. Luis Filipe Meneses também declinou o convite de Passos Coelho para «outras funções».

 

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publicado às 14:11

Está tudo dito.

por Tomás Vasques, em 11.04.11

Dizem os jornais: «A opção pelo PSD ficou a dever-se, explica Artur Pereira (ex-director de campanha de Fernando Nobre), ao facto de os sociais-democratas oferecerem a Nobre a possibilidade de um cargo, o de presidente da Assembleia da República.»

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publicado às 20:55

O filho pródigo.

por Tomás Vasques, em 09.04.11

Manuel Alegre embarcou numa estratégia suicidária na sua candidatura à presidência da República: apresentou-se como candidato do BE com o apoio forçado do PS. O resultado é conhecido. Hoje, regressou a um congresso dos socialistas, aparentemente de alma e coração. E sobre o encontro de ontem entre o PCP e o BE, disse: «Não repitam o erro de 1975. Não queiram dispensar os socialistas. Não há soluções de esquerda sem o Partido Socialista ou contra o PSÉ bom saber que Alegre reconheceu hoje as fragilidades da estratégia desastrosa em que se deixou envolver: a estratégia de Louçã que sonha em destruir eleitoralmente o PS.

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publicado às 15:40

Alternativas.

por Tomás Vasques, em 09.04.11

A reunião de ontem entre o PCP e o BE, que se traduziu num primeiro sinal de aproximação entre os dois partidos, tem uma grande importância, histórica e política. Histórica porque, pela primeira vez, entre nós, os herdeiros de bolcheviques e de mencheviques se sentam à mesa ao mais alto nível partidário para falarem num futuro «governo de esquerda». Política, porque pode vir a abrir o caminho – um caminho cheio de pedregulhos, mas possível de percorrer, sobretudo nestes anos difíceis que se aproximam – de uma outra alternativa de governo na sociedade portuguesa, entre o PS, o PCP e o BE. O regime tem vivido da alternância entre o PS e o PSD (sendo que o PS tem estado sempre sozinho e o PSD acompanhado pelo CDS-PP). Abrir outras possibilidades enriquece a democracia e as possibilidades de escolha dos cidadãos. Matematicamente, uma maioria absoluta à esquerda – PS, PCP e BE – é alcançável. Politicamente, falta encontrar o «espírito» de diálogo e um «programa mínimo» de governo, onde se incluem, também, as questões europeias e internacionais. Depois das próximas eleições esta hipótese pode ganhar novos desenvolvimentos. A ver vamos.

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publicado às 09:00

O congresso socialista.

por Tomás Vasques, em 08.04.11

Não vi o discurso de José Sócrates na abertura de congresso socialista. Mas li a reacção nalguns blogues de direita e conclui: deve ter sido um bom discurso.

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publicado às 23:15

Mudar de vida.

por Tomás Vasques, em 07.04.11

2011 é o ano em que os portugueses descobriram, finalmente, que o dinheiro não nasce debaixo das pedras. Esta é a descoberta mais importante da nossa história depois das Descobertas.

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publicado às 22:01

Telegrama (2).

por Tomás Vasques, em 07.04.11

O presidente da República pede, finalmente, através do facebook, responsabilidade à Oposição.

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publicado às 13:57




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